É tudo mentira...?!


Hoje eu não quero falar das dores do mundo, não quero escrever poesia. Hoje eu não sou xamã, não sou super mulher,não sou revolucionária, não sou diferente de nenhuma outra, não sou porra nehuma! Hoje o meu coração tá chorando, tá doendo, tá cantando uma música bem triste...ele tá confuso, tá dilatado também. Hoje eu tô ridícula, tô patética,tô egoísta, tô amarga, tô solitária,tô vaidosa, tô muito puta!!! Hoje a Alzira tá deitada em seu leito agonizante... hoje eu tô incompleta, tô chata, tô sem criatividade,tô sem vontade. Essa chuva caindo lá fora tá me irritando, o céu tá me deixando irritada. Hoje eu só quero encontrar alguém que me faça entender o que tá acontecendo. Não quero falar de política, de violência, de conspiração, de outros planetas... aliás, quero sim! Quero falar de outros planetas, quero que alguém me diga onde tem algum pra onde eu possa ir. Já que eu não sou daqui, quero ir pra lá. Tô sentindo saudade de casa...porque hoje eu tô arrependida, tô mal amada, tô emburrada. Tô achando tudo uma merda. Perdi meu bom senso, minha ideologia, meu endereço...esqueci quem eu sou, o que me move, o que me transforma. Hoje eu sou contra o amor, contra os sorrisos, contra os beijos melados e apaixonados...argh!Só tenho vontade de gritar muito, de gritar tão alto que eu fique surda. De gritar tão alto que meus pensamentos se assustem com esse grito e sumam!Hoje eu tô parecendo uma samambaia, inútil! Que nada, as samambais têm sua utilidade...mas eu não...tô insuportável hoje, insuportável... e inútil também. Hoje eu tô mais Distante do que nunca, mas a direção dessa distância é outra...preciso fazer o caminho de volta.


***"o vinho podre que escorre das xícaras o mel amargo o meu coração de onde quer que tudo venha tudo irá pra onde nada nunca se alcança
tenho a memória de tudo que existe tudo que é triste alegre ou não eu guardo as flores mortas na sala eu faço sala pro tempo
ainda que tarde agora que é tarde sempre é cedo ainda que tarde agora que é noite eu sinto medo"
PS: Peço desculpas aos meus companheiros...mas era postar isso ou me jogar do oitavo andar que não existe nesse lugar onde estou. Agora passa, sem ressentimentos...
***Mesmo depois disso tudo, algumas horas depois...dentro de mim aquela que um dia seria !A "sorriu, pediu licença e foi beijar o céu."

Homo Economicus

Acordou
vestiu
o paletó
sentiu
a felicidade
de viver
só.
Escravizando
seu
irmão
com
prazer
satisfação
o
moderno
capitão
do Mato.
Sorri
mostrando
as estatísticas...
números
de mentira
engrenagem
do
regresso
se
orgulha
do
sucesso
de
comprar
mais
um
ingresso
para
o fundo
do inferno.
Vaidade
do
medo
Outdoor
ambulante
operário
submisso
dos
seres
rastejantes.




"Eles fingem que me pagam, eu finjo que trabalho."

Profecias roliudianas

No dia depois de amanhã
as pessoas serão as mesmas
os muros continuarão erguidos
e as pontes sendo derrubadas

No dia depois de amanhã
o gelo continuará nos corações
os sorrisos serão só por interesse
e os abraços seguidos de um punhal

No dia depois de amanhã
a natureza não será poupada
o mar continuará sujo
o verde seguirá de luto

Nesse dia anunciado
os povos não assinarão a paz
os líderes assassinarão os iguais
e as crianças vão sofrer...

...implorando perdão por quem já passou... (Distante)


***"...muita gente se esqueceu que a verdade não mudou, quando a paz foi ensinada pouca gente escutou...muita gente se esqueceu que o amor só traz o bem. Essa covardia surda, que só ouve o que convém..." (O rei do iêiêiê)

Poemúsica...põemúsica (em construção)

Um dia eu fui para a rua
fui procurar alguém pra amar
então perguntei à lua
se ela podia ajudar
a lua pareceu-me pálida
as nuvens eram de aflição
e o céu pareceu pulsar ao som desse coração

na rua eu fui torturado
na rua só desilusão
e o céu pareceu sangrar
sentindo essa frustração
por toda e qualquer pessoa
que um dia só tentou dizer
que há uma grande navalha
rasgando o nosso querer

E eu não sei mais de onde vem
tanta dor e opressão
tanta bala e rancor
só pra me confundir
pra obstruir a minha visão
E eu não sei mais de onde vem
tanta bala e batalha
que o amor estraçalha
que de ser de paz não calha
que tornam cada tentativa de paz falha
eu não sei mais por onde seguir
sem ter que me omitir
sem ter que fingir
fingir que não vejo
fingir que não sinto
fingir que não acontece nada...(Distante)


*** Alguém tem alguma dica de continuação? Fala ae!

ARTISTA

Artista, aperfeiçoador da dissimulação
negador da evolução natural
bondoso, imperioso querendo maldade esconder
se o medo não faltasse arriscaria alma vender

Sinceridade, hipocrisia impedindo a conexão
ah! filhos do demô-nstrativo que apontam vã solução
eu entranhado, incapacitando domínio sobre si
corpo fala, olhos falam, cegueira não deixa perceber

Teórico passivo
Dialética auto persuasiva
Frieza auto destrutiva
Mente presa no quintal
Invólucro, involucional

Ócio honrado
senso de realidade?
realizado sem se tornar real
colonizador da existência
sonho devaneado
disfarce artificial
desilusão de tudo
ilusionista de si
simplicidade forçada,
faz rodar espiral

Privatização do imaginário coletivo,
dessocialização
sacralização do consumo
culto do objeto
beleza objetiva
manipulação das aspirações
compulsão incessante,
insatisfação constante

Humana arte personifica,sedutora,
convencimento extremo
p a d r o n i z a ç ã o d o s s e n t i m e n t o s!

ar


superprodução
fiasco da criação
superpopulação
desigualdade na multidão

hiperdesativação
suplício da população
desanorexização
poder de estruturação

desmatamentização
consequência da desapropriação
mental, fatal, ocupacional
sem cor, sem lar, sem par

falta de mar, de ar
falta do que mudar?
relacionar,suar,cuidar
desoxigenar

suplicar
matar
queimar
acabar

QUALQUER UM, TUDO IGUAL.

TÁ DIFÍCIL RESPIRAR
EU QUERO FALAR, MAS NÃO TENHO CHANCE
ME DEIXA SER (VIVER) DO JEITO QUE EU QUERO
NÃO DO JEITO QUE VOCÊ QUER PRA MIM
SOU O QUE PENSO!
DROGAS,INSULTOS,ESTUPROS
AS ONDAS QUEREM ME LEVAR...
PESSOAS ESTRANHAS AO MEU REDOR
POSIÇÕES POLÍTICAS NUNCA DANTES
PRONUNCIADAS.
CORPOS SUADOS AO SOM SUAVEMENTE
DESMORALIZADOR
ALMAS EMBALADAS POR ALGO CONSOLADOR
TUDO NÃO PASSA DE ILUSÃO
O MUNDO TÁ NA MINHA CARA
O SALÁRIO ATRASADO
É, PORQUE A MESADA JÁ ERA!
O VELHO NÃO QUER MAIS SABER DE PAPARICAR
SÓ ME MANDA ESTUDAR E ME VIRAR...
O MERCADO TÁ DISPUTADO
NÃO SEI NADA SOBRE PORRA NENHUMA!
MAS O EXPERIENTE VOLTA À MINHA CONDIÇÃO
POR SER CONSIDERADO "MATERIAL NÃO RECICLÁVEL", DESCARTÁVEL
DÁ PRA ENTENDER? OBEDECER,OBEDECER
CONDIÇÃO DE "JUVENTUDE PERDIDA"!
PRECISO DO MEU DINHEIRO, MEU ESPAÇO
MEU PEDAÇO.
CHEGA DE SATISFAÇÃO,CONDIÇÃO,PERMISSÃO
QUERO CHEGAR A QUALQUER HORA
PORQUE DORMI EM QUALQUER LUGAR
SEM FEITIÇO, SEM MISTÉRIO
SEI O QUE FAÇO, O QUE POSSO E ONDE NÃO VOU
TUDO SOB CONTROLE
SÓ QUE CLARO, PRECISO ME ACHAR
EM ALGUM LUGAR
NUM DESSES LIVROS CHEIOS DE OPÇÕES TRABALHISTAS
GANHAR A VIDA, MEU PÃO, A ESTRADA
TUDO O QUE QUERO
ESQUECER DE VEZ
QUALQUER TIPO DE IMPOSIÇÃO! (Distante e adolescente...)

"Nós nos recusamos a ser o que você queria que nós fôssemos, somos o que somos" (B.M)

Constância


Talvez eu possa vir a suspeitar
de que alguma coisa vai mudar
porque do jeito que tá
não dá mais pra ficá.
O mundo pode até resolver
um dia parar de girar
e tudo num segundo
conseguir se estacionar
Aí quem sabe eu poderia
organizar projetos
resolver situações
ah,se você puder se ligar...
vai ver que tanta coisa sufoca
tanta coisa menospreza
tanta coisa dá vontade de
parar de viver
mas se você puder se dar conta
verá que há tanto pra se ver
o mundo te convida pra dançar
te põe num vestido rodado, num sapato doirado
você pode resolver se equilibrar num fio
tão fino e frágil quanto seu querer
já te disseram tanta coisa
te fizeram acreditar em muitas coisas
te jogaram num rio frio e sujo
lá no final daquele túnel distante
onde nada acontecia
onde você pensou por um instante
que o mundo todo você teria. (A.D)

***"Todos os dias nascem Deuses. Alguns melhores e outros piores do que você." (N.Z)

Dåobolah


A Praga que se propaga
a missão que nunca falha
só fumaça do bom
às vezes do palha
caboclo mestiço
nunca submisso
sativa e ativa
a revolta dos catiços
luz no limbo
viaja no invisível
o Prometeu do excluído.
Pois nada é verdadeiro
tudo é permissível
operador de mentiras
sorri da dor do castigo
cooperativo não competitivo
admirador de quem é digno ...
Verbaliza nos modernos navios negreiros
sem ter um paradeiro
tropeçou com a realidade
se assustou com a verdade...
humildade, disciplina
fé contra tamanha maldade
entre leões e cordeiros
como um caolho no tiroteio
atento aos parasitas
sanguessugas de energia
se cala perante a ira.
Ligado nos acontecimentos
confunde cores e odores
reparte, recorta e chora sua dores
sentimentos desejos multidimensionais
rasga todos contratos sociais
desconstrói formas de controle mentais
observador dos gestos repetitivos e banais
que nos impedem de ser mais.
superou o medo da foice
olha pro alto
pés no chão
segue a trilha do coração
filho de mãe solteira
cão gato vira lata
não usa coleira
Verdadeiro poder não é dado
sim conquistado
o segredo
compartilhado
Memória no abraço
Criticas ao traço
Só aumentam o atraso
Sigilos no pedaço
perdidos pelo espaço...



Alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial...

Ô menina! queria tanto ti falar da saudade que pulsa aqui
esse controle que tenho só faz engolir palavras amargas
que vai criando um câncer dentro de mim.
A missão que tenho pela frente me faz percorrer,
se sigo mais adiante saiba que estou levando
dentro cada pedacinho de você.
Tudo já foi dito porém nem tudo é lembrado
se ainda hesito em dizer coisas que agradam a você
é porque: palavra dita, palavra maldita! palavra suicida!
quantas juras e quantas promessas vãs ainda teremos que saber?
Não! não serei mais um a pagar o pecado mortal com juras de amor
em busca de minha satisfação carnal.
Se a amo? Sim! mas não por d’baixo dos panos,
não por uma imposição divina
que faz crer que ter é algo divinal.
Amo conforme o amor de outrora,
quando ainda não existia às horas,
quando o tempo não era mera ilusão,
nos proporcionando entendimento pra nossa missão.
Amo! ainda que a distância sussurre em seus ouvidos:
“Ele estar em busca de outros gemidos”, tentando acabar
com aquela sintonia que um dia virou mania.
Já cansado de tantas lamúrias em oração aos céus
pedi ao todo poderoso que me mandasse
aquela que me traria conforto espiritual,
ao seu lado fui criança, palhaço, poeta e louco
se gente grande não fui, é porque tive medo
de esquecer daquela menina que me fez entender
o quão simples é dizer, EU TE AMO!

. 0 1, 1 ... 0 .

De todas as voltas
de todos os sonhos
girei
e
caí em mim.

Minha alma é o mundo inteiro
e eu não caibo em mim
Não entendo
e reconheço
todos os erros...
A resposta
a mais inusitada
o vazio
a estrada.
O silêncio
jaz a morada.

Sem história pessoal
ou apego emocional
Deixo um sinal
Àqueles que não
cederam ao mal...

Pecado Santidade
Amor Ódio
Loucura Sabedoria
Mentira Verdade
Vida Morte
se quebra o
espelho
da sorte
.
.
.

Colecionador de pedras

Pedro
Nasceu em dia de chuva,
No ventre da tempestade.
Deus deu-lhe a vida
A mãe, luz a pele escura.
Dona Ana era jardineira
Plantava flores sobre pedras.
O pai, espinho de trepadeira,
apenas doou o esperma.
Pedra preciosa
Foi recebido pelo destino
com quatro pedras na mão.
A fome, de forma desonrosa
transformou em homem, o menino
que brincava com os pés no chão.
Por causa da pobreza
a pedra do seu sapato,
vendeu pedra de gelo
com gosto de chocolate.
Humilde,
mas só se curvou de joelhos
quando foi engraxate.
Pedra lascada
construiu edifícios,
varreu ruas, escreveu poemas
Mestre sem nenhum ofício
tornou-se pedregulho, no rim do sistema.
Rocha, onde a vida queria grão de areia,
o poeta canta sua dor
rima a dor alheia.
E sem deixar pedra sobre pedra
do rancor, o amor ele sampleia. (S.V)

***Alzira tá inspirada, hoje é o dia da esperança!

Órbita

Devotar
a
órbita
trouxe
o
candeeiro...

O inferno
da
lógica
chave
Babilônica
trouxe
o
candeeiro.

Mentira
Histórica
de
uma
cultura
mórbida
trouxe
o
candeeiro

Magnatas
Magmas
segredos
ancestrais
trouxe
o
candeeiro.

Paz x guerra



Em um mundo de paz a guerra se faz necessária para criarem deuses e homens. Criatura e Criador, quando teriam consciência de serem supremos ou inferiores num mundo sem caos? A guerra é reveladora dos contrários, deuses e homens, escravos e livres, a paz põe todos no mesmo patamar, deuses são divinos demais para serem igualados aos homens, necessitando da guerra para provarem sua superioridade, só deuses conseguem manter-se serenos em meio a tempestade. Que interesses seriam capazes de se opor à necessidade de paz que cresce na consciência humana? Imaginemos um mundo de plena paz interior, como as religiões existiriam? É natural, hoje em dia, irmos ao seu encontro só quando estamos atormentados ou, “com o diabo no corpo”. Há uma grande necessidade, por parte dos lideres messiânicos, que estejamos no fundo do poço, a paz, na visão deles, é inimiga da guerra, e não ao contrário, pois se fosse ao entrar num templo, dito sagrado, ouviríamos com mais intensidade palavras confortantes, mas não, a todo o momento estão nos lembrando do caos, a guerra é quase uma obrigação de ser lembrada, não porque ela exista de fato, mas por pura necessidade. Sabe o porquê de muitos lideres estarem prometendo um outro mundo, superior a esse, de plena paz? O Ser humano ao conquistar o tão sonhado gozo o trairiam, pois suas empresas deixaram, a muito tempo, de ser um templo de alegria, de paz, virou uma necessidade prometer pra poder subsistir.Vem daí o grande tormento, ao passar perto de um templo ou ligar a tv, a insistência da grande guerra que estar por vir. Mas escondem do povão, por julgarem esses incapacitados de compreenderem o sistema, os verdadeiros beneficiados com ela, isso quando eles se dão conta de quem está no controle, pois na maioria das vezes estão convictos que a guerra é coisa do demônio, como se o homem não transfigura-se em cão, quando estar ávidos por poder. Criam um problema, a solução é recorrer a suas empresas falidas, mas que perdura por séculos, por estarem maculados com os senhores da guerra. Seus súditos vão atrás de algo que já lhes são inatos, mas precisam de um intermediador para alcançar o inatingível, não permitem que ela esteja dentro de nós, homem e paz não podem ocupar o mesmo espaço, se não venceríamos a guerra . É preciso se humilhar, reprimir os desejos, corta as mãos e os olhos fora, mas jamais aceitar a idéia de que somos capazes de conviver passivamente com nossas aptidões carnais controlando-as. É justamente o fato de não podermos ter tais idéias que surgi os loucos, não os atingidos por um auto grau de inteligência, por acharem que são um grande mal a humanidade, acabam cumprindo um destino que lhe foi imposto.

Na faltar de amor próprio eles se fazem presente, dando a falsa idéia que estão preenchendo você. Não se pode buscar Deus em casa, se não como sobreviriam? Deixando o rebanho perceber que a paz estar dentro deles pra quem falariam?
Eles constroem templos, consomem mentes através de suas palavras idiotas, você que estar aí sentado, levante-se! Há um líder dentro de você!

Sociedade midiática

Mãos para cima e pernas pro ar, batendo palma vai vai vai...
não para não, assim...vai vai vai...
Entretenimento do espetáculo midiático
nossa passividade não é algo natural
ídolos transformados em deuses,
cores que ofusca o brilho do gueto,
pessoas presas à tv por uma mera visita profana,
distraídos com sexo, festas e gincanas.
Mapearam nossas ambições, infiltrando espiões.
“Quanto custa você?” eles querem saber.
é só questão de tempo minuciosamente aparecerão e,
as propostas vão rolar, “Coincidência há?”
Se der mostra de influente, indo de contra a corrente,
esteja preparado, vão tentar te cooptar.
Já se foi o tempo do senso crítico, um milhão seduz
calando a crítica de qualquer restolho.
Meninos(a) sonham com o estrelato, na evolução da
Ignorância transformam-se em sociedade do espetáculo,
fazendo show em cima do palco depois assistindo as melhores
cenas na cama, pagando seus salários com gemidos.
viajantes de um mundo imaginário se transformam
em cenário pro jogo da televisão.

O artista da fome

O artista da fome era aquele profissional que divertia o público. Mas num belo dia....
O mimado artista da fome viu-se abandonado pelas pessoas ávidas de divertimento,que
iam agora em busca de espetáculos mais atraentes.
Que poderia então fazer o artista da fome?
Fora aplaudido por milhares de pessoas e não queria agora
conformar-se com exibições em barracas de feira.
Num derradeiro esforço, o empresário correu com ele metade da Europa, a ver se a antiga simpatia poderia ser reavivada.
Mas não teve jeito, assim, despediu-se do empresário, companheiro de uma carreira inigualável,e firmou contrato com um grande circo.
Um circo importante, que está continuamente contratando e
substituindo homens, animais e aparelhamento, sempre pode utilizar um artista, até mesmo um jejuador, contanto que não exija muito.
não se podia dizer que ali estivesse um artista que, tendo ultrapassado a maturidade e não se achando mais em plena forma, viera buscar refúgio num circo. Pelo contrário, o jejuador afirmava ser capaz de suportar a abstinência tanto quanto antes e disso não se poderia duvidar. Chegou mesmo a declarar que se lhe dessem carta branca, o que lhe foi imediatamente prometido, poderia assombrar o mundo, estabelecendo um recorde jamais alcançado.
Tal declaração provocou risos nos outros profissionais,
pois não estava sendo levada em conta a frieza do público,
fato que o jejuador, em seu zelo, parecera ter convenientemente esquecido. No íntimo, ele não deixava de perceber a verdadeira situação.Conformou-se em ver sua gaiola colocada, não no meio da arena, como principal atração, e sim fora, perto das jaulas dos animais -–local, afinal de contas – bastante acessível.
Quando o público vinha, nos intervalos, ver as feras, tinha de passar pelo jejuador e algumas pessoas paravam, por momentos. Talvez se demorassem por mais tempo, não fossem os empurrões dos que vinham atrás, pela estreita passagem, e que não compreendiam o motivo pelo qual eram detidos. Isto impedia que os primeiros o examinassem com calma depois que passava o maior número, vinham os retardatários. Embora pudessem contemplá-lo à vontade, apressavam-se, sem nem mesmo olhá-lo, tal o medo de chegarem atrasados às jaulas dos animais,. Foi esta a razão que fez com que o artista que aguardara tais visitas como o maior acontecimento de sua vida, começasse a temê-las. A princípio, mal podia esperar pelos intervalos.
apesar do obstinado e quase consciente desejo de iludir-se, teve que se
render à evidência. Convenceu-se de que aquelas pessoas, a julgar pela sua atitude, procuravam apenas visitar os animais.
Talvez as coisas corressem melhor, pensava o artista, se não o tivessem colocado tão perto dos animais. Isto tornava ao povo fácil a escolha, mesmo não se levando em consideração que ele sofria com o cheiro desagradável, a inquietação das feras à noite, a passagem dos pedaços de carne crua, o ruído na hora de serem alimentados, coisas que o deprimiam profundamente. Mas não ousava queixar-se. Afinal de contas, devia aos animais a afluência de tantas pessoas e sempre podia haver alguém que o notasse e lembrasse de sugerir
lugar mais isolado para a gaiola, caso ele chamasse atenção para sua
existência e para o fato de, na realidade, nada mais ser do que um obstáculo à passagem do público. Poderia jejuar à vontade e era o que fazia, mas nada agora o salvaria. O povo passava, indiferente. Fosse alguém explicar a arte do jejum! Quem não a apreciasse espontaneamente, jamais chegaria a compreendê-la.
Muitos dias se passaram e também aquilo chegou ao fim. Um fiscal
apareceu ali e perguntou aos funcionários por que se desperdiçava uma
jaula que continha apenas um monte de palha suja. Ninguém soube
responder até que um deles, notando o cartaz com o número de dias,
lembrou do artista da fome. Enfiaram um pau na palha e o descobriram.
– Ainda está jejuando? – perguntou o inspetor. – Quando, em nome dos
céus, pretende parar?
– Perdoem-me todos –
– Claro que o perdoamos – respondeu, batendo na testa, como a indicar aos empregados o estado mental do jejuador.
– Sempre desejei que admirassem minha resistência.
– Claro que a admiramos – disse o fiscal, amavelmente.
– Mas não deviam admirar.
– Está certo, não admiramos, então, mas por que diz isto?
– Porque tenho que jejuar, não posso evitá-lo.
– Que tipo você é! – exclamou o inspetor – Por que não pode evitá-lo?
– Porque não consegui encontrar comida a meu gosto – respondeu o
artista, erguendo um pouco a cabeça e falando junto ao ouvido do outro, para que não se perdesse uma sílaba. – Se a tivesse encontrado, creia que não teria feito nada disto e me empanturraria como o senhor ou qualquer outro.

Foram estas suas ultimas palavras, mas não olhos apagados restava a
firme, embora não mais orgulhosa, certeza de que continuaria a jejuar.

– Pois bem, limpem isto aqui! – ordenou o fiscal.
Enterraram o artista da fome, com palha e tudo. Em seu lugar, puseram
uma jovem pantera. Até mesmo as pessoas mais insensíveis acharam
agradável ver o animal selvagem pulando na jaula que durante muito tempo tão lúgubre parecera. A pantera ia muito bem. A comida que lhe convinha era trazida pontualmente pelos empregados e ela nem mesmo dava impressão de sentir a ausência de liberdade. Aquele nobre corpo, provido ao máximo de todo o necessário, parecia trazer em si a própria liberdade. A alegria de viver fluía de suas faces com tal ardor, que aos espectadores não era difícil suportar o choque. Mas enchiam-se de coragem, comprimindo-se à volta da jaula, e acabavam não querendo mais se afastar.
Franz Kafka


Sozinha
eu posso ver quando e por onde.
Sozinha eu quero ter paz e sossego.
Sozinha
eu consigo perceber o vão fútil das coisas.
Eu tento ver
minha vida feliz ao longe...
pode até ser que um dia à mim ela torne
pode até ser que eu esteja delirando,sonhando.
Sozinha nem tudo faz sentido
esqueço como são as pessoas
e o que elas representam.
Tudo o que fizeram por mim
e se delas eu dependo.
Eu queria poder enxergar o mundo todo
toda vez que eu ficar sozinha...
Sozinha como alguém num poço fundo
perdida, confusa
louca pra ter alguém...ninguém...
O mundo? Lugar estranho...vazio.
Quero a minha casa
meus cds e meu sono
minha companhia! (A.D)


***Alzira tá deprimida, tá achando a humanidade uma merda! Só vê esperança nas samambaias. E nas pipas também.

PS: Agradeço às doações de imagens...prometo começar a produzir minhas próprias.

1,053



A história escondida
nas areias do passado
não lhe foi contado
sobre o contato.
Depois do grande dilúvio
Um estrondo no ar
Aqueles que do céu vieram
50 argonautas com anel de doutor
Vindos da estrela do arco
a mais pesada do esplendor...

Domesticaram os escolhidos
Ensinaram artes e ciência
Trindades mitos alegorias a se adorar
Só a mentira é verdadeira
Amplie suas conexões sinápticas
com energias cósmicas intergalácticas.

Homens de ambição
Marionetes do Poder
Escravizam o povo
ao seu bel prazer
Num plano quase perfeito
Trabalham em silêncio
alterando o enredo
história de terror e medo
para manter a ordem.
Iludidos pelo gozo eterno
Solve et coagula o progresso
os grandes arquitetos
a espera do regresso
do olho que vigia
esse circo de horrores
toda noite
todo dia...

Nessa paralisia
se ativam as células de Bèrnard
No sangue que circula
no ritmo das órbitas dos planetas...
ao fim de mais um ciclo
chega a hora da colheita.
Vê se desperta
um novo começo te espera
transmuta
e altera....

Tambores anunciam a tempestade
Busque sua metade
Guerra Cósmica
Bomba Atômica
O sinal é o cometa...
O dragão já mostra seu rabo
Quando o básico do mundo fica raro
e os dias de fartura contados
é que veremos melhor
nossas paixões.




"Os antigos não estudavam as estrelas por supertição mas sim por sobrevivência."

Associação


O ódio pulsa
nas veias de uma sociedade
patéticamente controlada por conceitos ignoráveis
Como doença, sentimento mórbido
pensamento.
Pulsação inerente, inegavelmente atraente
Não se pode controlar
Não se pode evitar
É mais forte, questão de morte
Suporte para algo que não se pode ver,
perceber
Povo submisso, situação ridícula!
Sente fome, frio, dor
Sente prazer em obedecer
Fazer parte de sistemas hipócritas e sem sentido
o ódio pulsa, o coração grita!
O lixo podre que infecta a sua vida
com regras convenientes
Clubes e sociedades
Pessoas e objetos
associações
Ameaçador capital selvagem
Rebelião...somos todos reféns da mesma situação (Distante)

***Saio dessa vida e mergulho no vazio profundo. Deixo meu corpo e encontro meu espírito, energia pura. Que vaga por lugares e visita pessoas feitas de sonhos... (A.D)

socialmente

o que hoje somos
independe do que fomos
o que seremos
não é mais como se foi
possivelmente possibilidades
possivelmente
anestesias serão todas proibidas
drogas comuns às almas suicidas
características de uma caricatura
prisão perpétua à sociedade
riquezas inférteis convulsão nuclear
chega da vida enfadonha
chega da vida
chega de morte inquietante
chega de morte
seguimos então semivivos
semimortos subjugados vagabundos
zumbis atônitos
nesta vasta humanidade
lama que limpa a água podre que segue fétida
nesse manguezal de seres anormais
vida que mata vida que destrói
confusão essa coisa de poder
poder o que só se deixa morrer
parafraseio coisas bem assim
confusão de ódio
ódio pela confusão (A.D)

***"Eu sei que você acha que compreende o que eu disse, mas não sei se percebe que o que você ouviu não é o que eu quis dizer" (A)

A morte do Poeta II

Não
afaste
deste
humilde
poeta
o suspiro
do
último
verso
na
última
hora
dos
momentos
contados
não
pude
criar
contos
entretanto
amontoados
no escuro
da estante
estão as contas.

Anos da Fênix


Todo mundo quer fazer sucesso
no big brother do universo
explosões solares
missões lunares
batalha espiritual
dentro dos lares.

Demônios controlam o governo
escrevendo o enredo do medo
vibração negativa
pra sugar sua energia
nessa realidade de mentira.

Terremoto no Peru
Bolsas asiáticas em queda
Fazem festa os senhores da guerra
dominando os segredos da Terra

Efeito cascata
no tabuleiro de xadrez
mudando a regra de uma só vez...
controle do clima , satélite haarp
obra da falsa alquimia de baixa magia.
Planos grampeados pelo echelon
assasinato do Papa
atentado ao Sharon
desencadeiam a guerra cósmica
choque de cultura sem lógica
apocalipse programado
para manter o povo
como gado
eternamente
escravizado.

.i. FNORD '.O avião da TAM foi sabotado.' .i.

"Uh, uh, tava lá no informe
O mar amanhã vai tá stormy
Eu vou meter a bola onde a coruja dorme
Raggamuffin'pam! No homem de uniforme

Você assume várias formas
De todas as maneiras que puder, você se informa
Pra burlar algumas normas
Atravessar o deserto de gelo
E se banhar depois em águas mornas
Piso pesado no seu pesadelo, assim tipo bigorna
Censurar ninguém se atreve, caldeirão ferve e entorna

Resolve sua parada com quem você deve
Resolve sua parada lá com quem você suborna
Nível de coliformes fecais
Elevou demais os efeitos colaterais
Eram homens que usavam uniforme
Não sei se eram civis, militares ou se federais"


?¿

Vida de ninguém
uns vencidos
outros desiludidos
com a vida controlada
dignidade roubada
comunidade
comunicação
conectividade
alterada.
Somos
unidos
pela
metade
nos
encontramos
nas esquinas
da maldade
o fraco pega a arma
e o forte chora
de saudade
diferenças e semelhanças
nos elevam
em espirais da unidade
vive de fome
o homem
de verdade
fugindo
dos fast food
da vaidade.
Cheiro de ralo
nas reuniões de fachada
silenciam os barracos
aumentam a culpa
do povo que luta
sem saber a cura
no planeta dos macacos.

participação Ķ۝ӨŠM۞S ΡΩζιТдп

Cheiro de feira

Dia
de
feira
cheiro
mistura
odores
e
sabores
barracas
coloridas
incolores

se
encontra
tudo

vendem
o peixe
de
olho
no
gato
vende
cânhamo
radinho
e
sapato
no
final
e
na
xepa
quem
faz
a festa
é o
rato
Vem
freguesa
pode
comprar
Feira
ao ar
livre
livre
é o ar
feira
de poesias
o que
falta no
seu lar?
Feira das Vaidades
pra
alma
transformar.



participação CHÎNÅ .3Ө

Não diga que eu não avisei

Olhe para o Sol
e a Lua
descubra o que eles têm
a dizer...
respire fundo
feche os olhos
conecte-se a você.

Pequenos detalhes
fazem a mística
a criação toda pulsa
morte, amor, vida
descubra o número que te guia
agradeça aos seus ancestrais
por mais um dia
não seja mais um na estatística.

Cante, gire
pule, dance
muda a frequência
diversão com consciência.
Arte para alimentar a mente
desprogramação do subconsciente.

O grande
PANDÆMONÆON te espera
antene-se, fique atento.
Desdobre-se ao éter
altere seu pensamento.
Coluna ereta,
de grau em grau
vibre no firmamento.

Você aí, que se diz resistência
que tal nos unirmos com consciência?
Fazer um boicote ao consumo
dos produtos
das coorporações...
Sinarquia do Império
Governo Oculto
tramam nos bastidores das nações
em silêncio todo dia
problema-reação-solução
em seus noticiários de mentira...
Avançam o plano
fazer o mundo uma prisão,
Nova Ordem mundial ditadura
levante-se, acorde!
se concentra na luta.
Vença seu próprios medos
na Fé
sua
armadura,
morte
nova
aventura.

Programado pra vencer nós é!
Revolução no próprio ser pode vir que já é!
Traficando informação de rolé
se liga meu irmão:
Na mentira, na revelação

no coração a transformação

sangra a dor
dos Mártires do amor
2012 a queda

Seja bem vinda, a Nova era!!!

Arvorado

Sou tal qual a arvore esquecida num quintal
só lembrada na hora da proteção do sol escaldante,
arvore que mete medo, em meio ao vendaval carregado
de verdades. Sozinho com os carinhos de meus galhos, espio os homens conformados com sua morte mesmo antes de fecundar.
Minha raiz , minha espinha dorsal, minha real sustentação.
Sinto a inocência das crianças subir por meu caule, fazem morada em meu ninho interior, a paz que falta nos adultos, seus olhos esbugalhados, sua ânsia ao desnecessário, o uso que fazem do meu tronco faz meu leite derramar,
transformado em cinzas hoje
amanhã resgatado pelo ar.
Ramificado, alargo minha proteção aos desabrigados, meus frutos não os nego a ninguém, é uma honra não deixa-los apodrecer em mim. Contemplo os pássaros sobre meu cume, desesperados,aterrissam e cantam uma cantiga pra mim, abismado escuto: “os gaviões estão circundando com sua altivez, querem o infinito como limite, transformam nuvem em arame farpado, limitrofiaram o céu, demarcaram nosso espaço como o seu aqui em baixo.”
Pobre dos homens, eles passarão e nós, natureza, passarinho! juntar-se-ão a nós, comeremos sua carne podre, não podem fugir do ciclo natural. Artificiais,insignificante parte da cadeia alimentar, não educam a sensibilidade do seu corpo e do seu espírito afim de perceber a beleza natural da vida, viajantes do capital imaginário vão borrando nosso cenário com tinta de poluição.
No caos tempestuoso, as folhas secas agarradas a mim vão caindo, iludidas, misturam-se com os vermes que as deixam paquidermes.
Vejo minha sombra pregada nas paredes, meu natural não emociona mais, secam nossos rios, nossas lágrimas são transformadas em chuva ácida, nosso O2 esta acabando em prol do CO2 dos homens do capital.

EXODUS

Todos os nervos a serviço do som
ouvido atento as mentiras
olhos voltados para o oculto
e alma conectada com o céu
me transfiguro e transmuto
o mal dentro de mim.
Heróis de Várzea cruzam o caminho
se confundindo com parasitas adestrados
entorpecidos de prazer, deturpam o lazer.
Más intenções denunciam o sorriso
de um falso elogio.
Disputas de território que alegram
o inimigo.
Menina chora pelo leite derramado
enganada pela falta de auto conhecimento
cedeu o seu poder sagrado por um simples momento.
Resistência com cheiro de boutique
deixa as madeixas crescer
para ficar mais chique,
Louvando para um deus assassino
cantam palavras em vão
que perdem todo o brilho.
Querem fugir
da batalha da carne contra o espírito.




*Êxodo - é o termo pelo qual se designa o abandono de um espaço por seus habitantes em busca de melhores condições de vida.

Você está na mira

A mentira do trocadilo foi instalada
quando a verdade deixou de ser ouvida
em meio a tantas crenças
impressões e certezas
já estamos dentro da armadilha.
Tudo imaginado, já foi criado...
ou virá a ser fato.
O real não pode se tocar ou ver:
tudo é abstrato, tanto eu, quanto você.
O poder se tornou afrodisíaco
Enganando nossas vontades
nos afastando do paraíso.
Todo mundo fazendo festa no second life
Realidade Virtual
Conectado a um computador central
Kissinger se encontra com Putin
para definir a agenda da nova ordem
Robos sanguinários
marchando pro fim
Abra o olho
se fecha o ovo
no admirável mundo novo...
Acorde do sono
Você está na mira!
Rompa o véu
Nossa casa está
entre as estrelas
e o céu.
Viva a esquizofrenia
que supera sua paralisia
de ter comida todo dia.
Isso não é papo de hippie
mas de alguém que não aceita a idéia do chip.

C.oletivo H.umano de I.nteligência P.óetica

Caos, Magia, Zona Autônoma Temporal, 11ª Dimensão, Hiper conectividade Aleatória, Trigramas, Criptologia, Antropologia, Axiomas Herméticos, Ilusão de Ótica, Psicodelia Afro-urbana, Consciência Abstrata, Radiestesia, Eco-vilas, Orgasmos Fractais, Sonhos lúcidos, Retórica ñ-linear, Pluralidade dos Povos, Aldeia Global, Civilizações Antigas, Ocultura Roots, Sinais,Artistas Invisíveis, Sincronicidades, Imprevisibilidades, Heterogenia, Mensagem Subliminar, Chico Yuka, Pensamentos Espirais, Revolução ñ televisionada...Transmutação Mental, Evolução Espiritual, Filtro do Sonho, Calendário Maya, Estado de Vigília, Ciberxamanismo, Selva de Pedra, Infovias, Alfaias, Bits, Sufismo, Neo-Rastafarismo, Circuitos Cerebrais, Túneis Realidade, Quimiognose, Universos Paralelos, Lendas Urbanas, Física Quântica, Filosofia Orientalizada, I ching, Animigos, Aliens, Anjos, Paranóia, Conspiração, Geoglifos, Entre Linhas, Esquinas do ócio criativo, Terrorismo Poético, Alma Digital, eSquizofrenia, Espaços Virtuais, Opacos e Luminosos, Mocambo, Firewall, Inteligência Artificial Cooperativa, Almanalogica, Nanosabotagem, Trabalho Informal, Lei da Atração, Intervenção Urbana, Sociedades Secretas, Existencialismo, Inércia, Arte de Espreitar, Agricultura Celeste, Som , Aeons, Ovo, Santo Daime, Flor de Lótus, Geometria Sagrada, Kali Yuga, Poesia de Quintal, Música de Computador, Cubo Espelhado, Apocalipse, Polaridades, Vibrações, Fêmea, Macho, Amor, Luz, Tao, Vácuo, Morte...


I² = Metraprogramação Neuroelétrica - Realidade Psiônica.Louco (adjetivo) - afetado por alto grau de independencia intelectual.


11:11

Observando


Três garotas vêm andando em passos iguais, um cara de cabelos cacheados e camisa xadrez gesticula enquanto observa sua amiga estudar e comer pipocas, daquelas dos pacotes cor de rosa. Quatro estudantes imbecis, com roupas dos estagiários de escritórios, discutem a política do Bush e a tímida exploração da Amazônia pelos brasileiros. "Afinal, já que ela é nossa, é de direito podermos destruí-la de vez"...diploma, cultura, conhecimentos sociais- políticos- econômicos, boa aparência...pro inferno! ***Árvores sobrepostas, palmas abafadas, celulares hidrofônicos, música high tech, tênnis All Star, borboletas pós modernas, urnas eletrônicas, Mac dia feliz, caretice oxigenada, estrela vermelha!!!Pra onde é que eu posso ir? Fugir? Cair?Sucumbir?Não...eu tenho é que reagir! (A. Distante)

alado

Escuridão do mundo
espírito que quase se tornou um absurdo
na putrefação de minhas antigas crenças
vou retendo, alado, revolta contra o sistema.

Mente presa a terra por ter sido enganado
com relação aos céus, me enfrento e sigo
arrancando pedaços de ignorâncias de minhas entranhas
sou flecha com um alvo definido
busco algo objetivo.

Revirando a tumba de minha carne morta
posso ver o quanto fedia minha intoxicação
mental. Meu controle é exercido graças aos saberes
de um cara aqui de baixo com auxilio lá de cima,
o que Deus uniu o cão não pode separar,
amando podemos tudo, até inverte a ordem do criado,
hoje a felicidade dele posso sentir, digo-o que o AMO
em agradecimento desse encontro
já morto pro mundo não pode mais tentar o suicídio.

Acordando sem acordar, sem se manchar, o único sinal que carrego
é de meus antepassados. Meu sangue faz parte daqueles que vão
me trair, minha alma, dos que entenderam minha missão,
essa lei jamais conseguirão varre pra debaixo dos panos !

Não tenho vida individual, na minha subjetividade sou coletivo,
encontrei um pedaço do todo, que estava esquecido num
fedido barraco na rua caibalion.
Tenho um grito no olhar que busco nas crianças
Dos velhos!... não carrego o medo que os faz tão dissonantes.

A busca ao sentido da vida não existe mais, a vida é o próprio sentido.
Por muito tempo catei as pétalas de minhas derrotas,
hoje vejo que elas foram imensidões florestais,
tão necessárias a mim e a todos que não se imbuíram e
quer por ordem do destino, varam madrugadas na sagrada confabulação.

Meu anjo protetor hoje não estar jogado, dorme junto a mim sussurrando,
atiçando minha intuição. Entupido de contra informação,
alheio à propaganda da mídia pagam, vou em busca de minhas próprias teorias
busco agora a sabedoria.
Tudo tem sentido à futura compreensão, o tempo que passa rápido,
o medo do amor, o medo da morte vã, desfragmentam nossa mente pra depois moldar.

Quando eu atingir o oitavo que me gerou, aí sim, chegou a hora de desencarna
enquanto isso, vou indo em busca da transmutação mental

Se tudo isso ao contrário não acontecer,não importa
pois plantei a semente e colherei os frutos de um lindo amanhecer.

Acordo
olho
pro
céu
agradeço
por todas
benções
que tenho
ando
de peito
aberto
sem medo
com o 3º olho aceso
e
tento
dizer
a ela
todos
os meus segredos
às
vzes
me
atrapalho
me
enrolo
esqueço
não
consigo
expressar
o que
vem
de dentro
é forte
verdadeiro
mais forte
que um vento
não
posso
gritar
o meu
próprio
enredo
um
dia ela
vai saber
que
todas as
glórias
a
ela
eu ofereço.
A
Ela
eu
agradeço.


é
tanto
que
me
falta
que
não
sei por
onde
começar
por
onde
ir
se
vou
sorrir
se
vou
chorar
Foi
estranho
sentir falta
do que
não
se
podia
comprar
Esse
shopping
de ilusão
chip de
manipulação
a importância
de um
Luar
Deuses
Sós
Deus Sol
prá
adorar
adorno Crucial
limitação carnal
sociedade
do
Mal
situação
do
Caos
à pior
da
Ordem ao

escravos
de Jó
prcisamos
de um
Mundo
melhor.



d´moura

Orelha de burro cabeça de asa delta

Mal começado e bem apresentado

eles acham que são donos de si.

Vejo-os indo; roupa de marca,

pugilista, cabelo cortado em asa delta, carrões..

Ao chegar no show já marcam um ponto,

no final cismam que estão num jogo, disputando,

cheio de história pra contar na roda,
os aplausos lhe sobram.
“Quem mandou dormi no ponto seu otário”,
esse é seu vocabulário.

As espertas crentes que estão abalando,
bem longe de atingir o orgasmo,
mal sabem que estam virando espermatozoários.


Se não me falha a memória, das minhas pancadas,
me deparei um dia com um desses pior que marginal,
usam seus corpos pra pegar
da profissional do sexo à travestis, não se contentam e rodam à noite
atrás de senhoras empregadas antecipando o carnaval.

já nascem com o cu virado pra lua, graças às tramóias de seus pais.
A justiça obediente, só espera o sensacionalismo da imprensa
que incita a nação, logo logo acaba a palhaçada, e todos voltam
aos ringues da rua, causando alvoroço ainda mais.
Um dia em suas portas nossas irmãs vão bater,
vão se humilhar, submeter-se aos seus brutos carinhos,
vão puxar seus sacos já rendidos,
pois no barraco o muleke espera
sua sagrada refeição.


Moradores da moderna babilônia,
suas mentes são programadas a futilidades,
sua deusa pode ser vista da janela.
Alimentam-se de Mec-restos-mortais, sua bebida os deixam
alu-cocanados ainda mais, perseguindo os usuários da paz.

Orelha de burro cabeça de asa delta, jamais entenderão
os simbolismos do sistema, carregam algo que os deixam
Fincados no chão, almejando somente carregar mais uma pro colchão.


Estão espalhados aos montes, virou moda nas forças armadas
entrar, caçam gays, profissionais do sexo, heteros, bis, crianças,
velhos, negros estrangeiros , voltamos à caça aos hereges,
não suportam vê outros gays fora deles, quando não pegam
pra programa querem espancar.

Pega o pau Maria

Pega a pedra João

Vamos acabar

Com os orelhas de burro,

Cabeças de asa deltas de plantão!




é porq...
qdo as folhas caem,
e com elas, palavras,
q, qebradiças e ressecadas,
refletem o halito,
pesando zero abaixo.
qdo d um sopro gelido,
d um sorriso trincado,
e intrincado d sabores ilimitados,
q, impotentes,
teriam gostos cristalizados.
qdo ate o beijo,
q, materializado ahs tentativas,
ser contrai a partes reticentes,
particulados, reticencias...
asteriscos d contraçao
em expectativa a iminencia d movimento,
a expansao em potencial,
compensatoria a dureza
d um floco geometricamente disposto,
em direçao a fluidez d vibraçao
d uma propagaçao
vocal, mental, total.

eh qdo boca se fecha,,
e respira...
vai

TA

O TRANSCENDER,
O DESFRAGMENTAR-SE,
OU O CONCRETIZAR-SE,
ENQUANTO Q A REALIDADE
Q MATERIALIZA ONDAS EM PARTÍCULAS
OU Q SOPRA PARTES DO TODO EM FRAÇÕES D VIBRAÇÃO;
MOVIMENTO ALEATÓRIO, ESPIRALADO, Q,
PROBABILISTICAMENTE IMPROVÁVEL,
CONSIDERA CONFORMAÇÕES D PARTÍCULAS,
ALEATÓRIAS OU DETERMINADAS,
COMO SER,
SERES,,,
E DESCONSIDERA Q A FRENQUÊNCIA HÁ!
QUAL A FREQUÊNCIA AR,
EM Q SE FAZ ONDA
O MOVIMENTO DO TODO,
D TODO PARTICULADO,
D TODO LADO,
Q LADO A LADO,
UM TODO
ALADO.
E Q SE TRANSCENDER SÓ PARTE,
NÃO SE FAZ EM TODO,
EM TUDO,
NÃO SE TRANSCENDE.
E, SENDO CONSIDERAÇÕES D OUTRAS PARTES,
EM SUAS CONFORMAÇÕES,
Q SE LHE DIZ O Q HÁ,
É Q FAZ DISSONANTE
A FREQUÊNCIA AR,
ANTE A AMAR,
SE DESDIZENDO A EXISTIR,
CONSIDERAÇÕES OUTRAS,
SOBRE OUTRAS CONFORMAÇÕES
E SUAS CONFORMIDADES,
FORMAM NO TRANSCENDER
A IMPROBABILIDADE MAIS PROVÁVEL...

Quem é o vencedor?

Concentração é fundamental pra

entender a manipulação do sistema.

Enquanto nosso barraco explode

com as noticiais da tv

nós vamos em busca de algo

que nos faça entender.

Braços cruzados,

contra a cooptação,

guia no pulso

não me espanto mais

com nenhum absurdo.

Nossa resignação,

salvação.

Nosso silêncio,

nossa arma.

Os motivos que eles tanto

querem pra nos matar

não vão achar.

Quem não é visto

não é lembrado

a falta de nossa presença

deixa eles atormentados.

Os tiram ondas

estão festejando

a todo momento,

- comida de graça

bebida de graça

mulheres de graças

drogas de graça.

A cada mês seguimos

assistindo a lamúria

de seus pais.

Vivendo e aprendendo

calando, sobrevivendo

essa é a lei.

Na bonança,

rodeado

Na mentira,

afamado

Realista,

atocaiado.

Baixa estima

não deixa apreciar

os vencedores.

Nos super-homens

a criticidade interna não há

criam seus próprios mitos,

do playboy ao bandido,

eis que surge o herói

que banca o final de semana

enquanto as meninas embalam as crianças.

Os otários da favela

estão na merda

mas muitos querem vê-los

afundarem ainda mais

- Bem feito!

È o que se houve

quando fatalidades acontecem

tirando-os do caminho de paz.

- E quem é o vencedor disso tudo,

Lombardi?!

O baú do sistema

caixa de pandora

Transformada em felicidade.


Cadê a força?


Depois de uns goros, de uma sessão de baforada, cadê a força?

não existe pra nada, ela fica assistindo nossa dupla ressaca .

A força que nós tínhamos antes, na revolução, fica revoltada.

Cadê a força, depois de uma noitada?

O gozo foi medíocre. Muitos dizem: “é melhor come pelanca do que dormi sem janta”.

Os amigos cobram saída, não agüentam mais essa vida de casado, elas não entendem nada,
não sabem que o condor voa mas sempre volta pro seu ninho, mas é preciso deixa-lo voar, ou... voar também,
mas elas não entendem nada, muitas vezes não voltam e nós ficamos revoltados, por saber que a hitória se repetirá.

O ser humano não é completo
se não plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho,
história a contar a nossos netos é o que nos move, mesmo que nossa vida tenha sido depravada.

Estar aqui sentado, buscando algo a dizer, não me faz melhor do que você,
porém só um pouco consciente. Consciência essa que não serve pra nada,
quando não conseguimos completar nossa dupla jornada.

Cada lugar uma história diferente mas com o mesmo significado,
a busca da felicidade, mas cadê a força que estar escondida dentro de você?
Ocupado com outros afazeres ela se esvai pelo ralo.

Na favela o inimigo é real. Fora dela ele é oculto, implantando provas onde não há, nosso verbo um dia vai nos matar.

Menti akulturizada


Nós vai

Indo

Probematizando

A vida

Dos que nus querem

Akulturizado.

Noço itento

É mostráz

Qui, a kultura

Qui nus

Rolbam

É mostrada

di outra forma.

A imoção

Do povo

É risgatada

Mesmo na lama

akulturizada.

Inquanto

Voçês

Ten

A istáutua

Da

Libertinagem

Nós

Temos

A liberdade da menti

Akulturizada.


Cada dia

Uma lida

E nós

Vai indo

In busca

De novoz

Saberis popularis

E

Vocês

Disendo

Que noça

Proculra

É irrada,

Noça menti

Akulturizada.

Mais çaiba

Qui noça

Imoção

Num

É padronizada!

Temos o pão

Qui o diabo

Amasou,

Con a ajuda

De suais

Mentis

Culturizada.

Tanbén temos

A força

De um povo

Simples

Qui linpa

O rabo

Deixando-o

Bem informado.

Nossa fala é irrada

Mais pezumeno

Noço rabo

Não está

Vindido!, Culturizado!.

Pra esquecer

Hoje, renego quem sou.
Cansei de falar.
Quero gritar.
Que meu grito não seja excluído, quem sabe ouvido
pra fazer esquecer...
Meu coração já não aguenta tanto vício.
Roubaram nossos diamantes
Nossas filhas viraram amantes
do idiota que faz sucesso
do incapaz que ganha a fama.
pra madame fingir gozar na cama.
A comida engana a fome.
A preguiça não perde a pose
Televisão entorpece os olhos
O castigo machuca os ossos.
Do que adianta saber?
Se nao tem como te dizer
que estamos presos nesse zoológico?
Com hora marcada e tudo no relógio...
PORRA, é tão óbvio.
Não aguento quem sou.
Acordo, começa tudo de novo.
Tenho que entregar resultados pro moço.
Era de Aquário?! Chega de suborno...
mil gol? eu já fui bobo.
Mas não lembro quem sou.
O que fizemos de tão grave?
Me diz, quando acaba esse show?
O efeitos não são especiais
chega de seriados ou comerciais
e aquela gostosa na esquina?
suja o meu quintal
passa batom e faz sinal
seu cheiro é bom
mental no som
muda esse tom
eu só quero o bom!!
Pra esquecer quem sou.
Não quero medalha
eu quero a cura pra chaga
foda-se seu dinheiro que nunca falha...
sou mais um que vai pra vala.
Sem antes avisar da confusão.
Fazer do seu sorriso irônico
virar preocupação dentro do salão.
Sem dó nem comoção.
Apenas respeite meu momento de aflição.
Não sou situação.
Minha alma voa
enquanto permaneço no chão...
Sussurra no meu ouvido
diz a direção
pr'um cego, surdo e mudo
perdido no meio da multidão.
Por que tem dias, que a gente só quer esquecer.

Pro_ético Coletivus

Sem
inspiração
escrevo
escravo
da
poética
eu me
rendo
a
dialética
da
estética
que
molda
minha
genética
estou
em
busca
do
domínio
7
Leis
Herméticas
te
mostram
o caminho
Coletivus
Eu des_cubro
Tu des_cobres
Ele des_cobre
Nós des_cobrimos
Vós des_cobristes
Eles escodem.

Dona Nina



A época era século XlX, 1898 talvez. Ia eu distraidamente no meu passeio matinal, pensado qual seria minha nova missão. Foi aí que vi uma mulher, com jeito de menina, carregando um monte de roupa na cabeça, não sei porque fui tocado profundamente quando seus olhos esbranquiçados encontraram-se com o meu. A sensibilidade já tinha saído de mim há muito, naquele instante ela resolveu voltar, de repente, sem que eu me desse conta do que estava sentindo. Fui pra casa, não consegui fazer mais nada, ela não me saia da cabeça, aquela menina me fazia recordar os tempos de criança, saia com papai pra praça, em quanto brincava com outras crianças ele examinava uns crioulos, “mercadoria nova, Namibia, Nigéria, Zimbawe” era o que gritava o vendedor. As perguntas já se faziam dentro de mim, papai... ah! Já sabia de co às respostas pras minhas atrevidas curiosidades, “meu filho o que aprendeste no colégio hoje?” –A teoria do direito divino. “então diz pra mim o que você entendeu”. – uns nascem pra mandar e outros pra serem mandado. Meu resumo era rápido, não gostava d´quelas explicações que os professores davam, era chato, parecia que eles estavam escondendo algo de nós. E estavam mesmo, vim saber muito mais tarde, não que meu pai resolveu contar-me, é que eu era curioso e não conseguia entender por que D°Nina, uma negra que servia em minha casa, juntamente com seu marido não abriam a boca pra nada, a não ser pra responder aos mandos do papai, não entedia como conseguiam ficar calado o tempo todo sem dar uma instrução a sua filha, Namíbia.

Numa bela madrugava, em que o sono não chega, a curiosidade continuava me incomodando. Eu podia ouvi os cantos dos negros em seus rituais macabros, visão essa herdada de papai e da sociedade, mas não parecia nada de ruim, eles pareciam felizes, eu sentia os tambores vibrando dentro de mim, era uma sensação confortante, quantas vezes pensei em ir até lá, mas nessa noite nada me impediria, fui! Mas não deixei que ninguém me visse, estragaria a aquela festa que parecia tão bonita. E era mesmo, tive a confirmação quando às lágrimas rolaram de meus olhos descontroladamente , queria estar ali com eles,cantar suas cantigas, ri também pelo menos uma vez na vida, minha infância era sem emoção tudo que fazia era estudar pra poder herdar. Herdar aquela gente, juntamente com sua miséria, suas terras, fui criado pra ser um burguês, sem pena nem dó!Seus problemas não interessavam a mim pois já tinha decorado a teoria do direto divino- nada acontece por acaso tudo é obra de Deus, se uns têm demais e outros de menos, foi porque Deus quis assim e, não cabe a nós simples mortais interferi nos planos divino. Derrepente eles começaram a cantar baixinho como se estivessem cansados, conclusões bestas de um burguês que não sabia o que era uma roda de candomblé, mas não, Tinha chegado a hora de instruir as crianças, e foi aí que meus olhos mais uma vez se encheram de lágrimas.

Eu vi D°Nina virar os olhos e olhar pro céu, eles de rubros ficaram esbranquiçado, ela deu um tremor como se estivesse recebendo uma entidade, começou a abençoar um à um. As crianças fizeram uma roda em volta dela, todas sentadas, que começou: “ A necessidade da ganância me fez viajar.Venho de uma terra distante onde os tambores batucavam no lugar dessa sabiá. Aqui encontrei um povo diferente, dizendo que nós não era gente e só servia pra trabalha. Nos botando na praça e começando a nos examinar, um homem apertava meus seios, olhava meus dentes e discutindo com um outro mandava o preço abaixar, esse outro dizia que eu era a melhor, e ele ainda teria o privilégio de ser o primeiro a me experimentar. Aos doze anos vi o prazer de toda noite de meus pais se transformar em dor. Nossa alma não existia, assim o padre em nome do Deus deles falou, mas saiba vocês que Babalorixá é o nosso Deus maior e ele está vos protegendo nesse sofrimento diário. Não acredite em nada que o Deus deles falam, Babalorixá é maior. Um dia...”

D°Nina falava! tive um espanto, seus olhos me recordaram aquela mulher que tinha visto com as roupas na cabeça, ela dizia coisas que eu não aprendia no colégio, respeito ao próximo, terra sagrada, culturas diferentes e todos deveriam respeitar. Não sei porque mas... sentia uma vontade de ficar ali com eles, queria porque queria adorar à Babalorixá é que, eu não conseguia sentir nada com aquele padre falando naquela língua estranhar. Quando os tambores começavam, ah... sentia um arrepio tão forte, era como se eu fosse me igualar a D°Nina, mas não era ela, eu podia sentir, era outra força que se apossava do seu corpo, suas palavras pareciam mais verdadeiras que as do colégio. Não dava, eu já estava prometido a não sei o que, só tinha certeza que não era a Babalorixá pois D°Nina estaria comigo. Estar prometido não era nada de mais, o único problema era o que ela falava as crianças da senzala, “cuidado meus filhos, tudo que começar errado não presta”. A promessa que meu pai fizera, não envolvia só às terras, os ganhos, vim saber bem depois quando aqueles olhos me olharam parecendo que dizia, “você teve sua chance de renunciar a tudo”. A promessa era algo maior, que ultrapassa os tempos, tinham investido tudo em mim, na minha educação alienada, me fizeram crer no amor sublime, mas esqueceram de avisar-me que ele estava ali com aquela gente, junta à D°Nina. Eu era uma espécie de prometido, o mundo em minha visão seria de paz, mas só depois da guerra tão necessária à manutenção da ordem, que garantiria a libertação de uma nação.

Transferi meu amor à causas que não eram minhas e sim de pessoas à cima de mim, mas não me pergunte quem são, pois até hoje não sei, meu único contato eram meus amigos, da mesma hierarquia , que estavam ali pelos mesmos motivos, ser disciplinado pra pode mandar, tenho a certeza que o olhar de D°Nina não cruzou com os deles em nenhum momento da vida. Se cruzou, eles ignoraram, já estavam envolvidos demais, a única solução era tentar o suicídio, sentimento que permeou minha mente por muito tempo, dou graças a Babalorixá por ter dissipado esses meus pensamentos pois não estaria aqui hoje, lembrando de D°Nina, lembrando do único momento que fui feliz na vida, quando minha curiosidade levou-me aquela festa de Candomblé, e me fez ver uma outra realidade à que é imposta a maioria.

( -Catimbó)

Traga-me água. (ferréz)

Enquanto eu andava pelas vielas
enquanto eu andava pelas escuras vielas
vi um jovem embrulhado
vi um jovem embrulhado num lençol branco

eu vi pela sua roupa que era do corre
eu ouvi me chamar, sentei ao seu lado
ele estava ensanguentado
ele estava sangrando mas me contou uma história

não deixe as pessoas me julgarem
não deixe de mim as pessoas falarem
eu sei o que fiz de ruim
eu fiz coisas ruins para ter as boas

traga-me um copo de água
traga-me água gelada
para tirar o gosto de barro
para tirar o gosto de sangue

eu caminhei pelas ruas da periferia
eu caminhei e amei quem não devia
foi o que me disse enquanto saia
foi o que disse quando voltei com a água

o jovem deixou de sorrir naquele dia
o jovem tinha sido abandonado pelo espírito
ele sabia que fez coisas ruins
nós sabiamos que ele fez coisas ruins

para ter as coisas boas.

texto humildemente dedicado as 19 vítimas do complexo do Alemão.
Ferréz

Vai estudar catimbó!

Sabe porque pego o buzu rumo ao centro? Porque lá sou confundido com a classe A.Fundido entre ferros contorcidos rumo ao progresso, faço minha cabeça tranqüilo pois lá como já disse sou confundido, na fusão com a elite meu pai também é advogado,arquiteto,delegado. Aí mano, faço mó questão de olhar pros caras pintadas com os olhos cheios de braza e dizer:
“Qual foi, vai me encarcerar tio? Meu pai também é costa quente, se me levarem uso o meu direito de dar um telefonema, haah... pensa que não sei dos meus direitos né?, em poucos minutos já estou souto.” Claro que é só divagação de doidão, pensa que vou dar um mole desses? Puxam minha fixa e vão ver que mamãe, simples faxineira, papai, simples pedreiro do além mas que valem muito, vão ter que correr com lista nos comerciantes . Não posso dar mole e ser mais um neguinho a fazer parte da estatística pois na cadeia o que mais se ver é descendentes de escravo.

Já me disseram pra eu para de fumar, dizendo que tenho que arrumar um emprego e tudo mais. Mas eu penso comigo, porque tenho que primeiro virar ator global pra pararem de me encherem o saco? Sei que muitos esqueceram, simplesmente por ser brasileiro, daquele ator que fazia campanha contra as drogas, contraditoriamente, foi pego com vários bagulhos do bom e olha que ele era muito mais barra pesada do que eu, não vou tão pesado quanto ele não, vou dar mole neguinho, a alimentação não é a mesma, tenho que me cuidar se não como vou da no coro com as gatinhas?

Quero saber quando vão parar com a palhaçada de mandarem helicóptero pra proteção da zona Sul enquanto mandam caveirão pra repreender nós favelados.Essa porcaria de droga que fumo vem de lá, não perdem a mania de sempre exportarem o melhor e nós aqui fumando palha. E por falar em exporta, nós estamos importando o pan, i... agora que me dei conta, a lei da oferta e da procura vai voltar, tudo mais caro, tenho que providencia meu estoque pois uma coisa eu digo, eu não! Livra-me dessa, só vou retransmitir o que o testa de ferro e perna de pau deles disse, foi assim: “Preparem-se! com o pan o cerco vai se fechar”. e disse mais, bem baixinho, eu juro não estou inventando: “Ainda mais quando acabar”. Ah! Já ia esquecendo-me, saiu na caros amigos do mês de junho que, o pan é uma mentira e não serve pra nada. Os nossos atletas só vão ganha a maioria das medalhas de ouro, simplesmente, porque os outros países só vão mandar atletas de quinta categoria pois não dão importância a essa competição, palavras de: Juca kfouri e José Trajano, caros amigos edição de junho, por favor me livra de mais esse “palavriado” já tenho problemas de mais à resolver e vocês sabem qual é... Continuando, eles desprezam nosso país e nós ficamos assim sequelando? É por isso que essa droga não pode se liberada ninguém tem forças pra nada. A informação ta dada, depois minha mãe diz que eu não sirvo pra nada mas eu digo a ela, não sou só um doidão não mãe, estou me informando pensa que fico gastando minhas lágrimas diante da tele pagã?

-Cala boca maconheiro.

Mãe pode me xingar de qualquer coisa mas não mexe com quem não tem nada a ver com nossas brigas, pô mãe, ela que me ajuda a ver as coisas, juro, e além do mais já te disse, as pessoas aturam coisas muito piores, não vai querer que eu fale aqui pra to todo mundo.

-Cala boca catimbó

Melhorou. Mãe, me escute pelo menos uma vez na vida, a culpa disso tudo é deles pois eu já te falei, os filhos do rico queimam a vida toda, terminam a faculdade continuam queimando e viram nossos patrões. Eu já tentei explicar pra você mas tu não entende, somos o bode expiatório não podem prender quem é pago pra nos proteger se não o país fica sem governo estamos aqui discutindo quando deveríamos ser aliados nessa guerra, como diz black alien: “Me parece agora que eles perderam o controle nessa corrida de ratos sei muito bem quem são, observe a ordem natural das coisas em declive, eles são o mestre das marionetes nos adestram e dilatam nossa pupila”. E digo mais, as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem metade dos calmantes, ansiolíticos e demais drogas químicas que são vendidas legalmente no mundo; e mais da metade das drogas proibidas que são vendidas ilegalmente, o que não é uma coisinha à-toa quando se leva em conta que os EUA contam com apenas cinco por cento da população mundial.( O IMPÉRIO DO CONSUMO, Eduardo Galeano)

- Então desgraça, se você sabe disso tudo, então porque continua se drogando deixando que eles dilatem sua pupila? Vai você e seus amigos botarem a boca no mundo.

calminha, nossas pupilas pois os olhos da maioria se esbugalham diante da tv, a única diferença entre os caretas e nós doidãos e que, sofremos o sofrimento alheio enquanto vocês o sofrimento de si mesmo. E além do mais se liga na metáfora mãe, os caras não podem se explanar assim na careta se não já viu né! Os acidentes estúpidos começam a aparecer, suicídios, cinto do carro falha, fã fanático que mata seu admirador e tantas outra metáforas. É isso aí, vou jogar um futebol pois lá ganho várias partidas, aqui só ganho que sou sustentado por esse tal de bolsa família, já ti falei pra não dar margem se não jogam na nossa cara mas tu não escuta, adora se incluir nas estatística: “O bolsa família já tirou da linha da miséria um milhão de bocas inúteis, é.... o bolsa família é....uma política politiqueira onde né, conciliada com um pouco de circo se transforma em pão, agora... estamos tentando a fórmula da água que vira vinho pois sabe como é... o povo esta sem dinheiro pra cerveja, já fizemos vista grossa pros falsificadores mas eles não aprendem querem botar cerveja à um centavo aí não da né?É querer abusar demais da sorte, como nossos artistas vão ganhar o deles rebolando a bundinha na tele pagã? Esqueceram que a lei de Gerson foi revogada há muito tempo.

- Fala nego, chegou tarde vai ficar pra outra dormiu demais.
Vai fazendo a cabeça ali pra ficar mais esperto.

- E aí rapaziada tudo tranqüilo? Não não julio, não vou não, estou passando por um processo de reflexão.

- I... Recusando um, vagabundo, logo tu, vai nos dizer que fizeram tua cabeça também, dizendo que nós é que financia o tráfico. Porra nenhuma neguinho foi você mesmo que nos explicou aquela teoria da entrada das drogas no gueto do brunquilin do trajeto que ela faz até chegar até nós, i... Coe neguinho, vai me dizer que querem te fazer pastor só porque você fala bem, não cai nessa não mano já levaram um monte nosso agora querem leva você também. Agente faz um rateio pra você, pô, posso falar com meu pai e ele te arruma um trampo mas por favor não trai não mano, irmandade sempre.

- È mesmo aí, vamos fundar uma comunidade alternativa maconha e mulher ahha....

- Cala boca Ionisio,homem da lanterna ao meio dia, não ta vendo que o neguinho está num momento filosófico?O bagulho é serio, além do mais nem fazer sexo tu sabe usa as mulheres como válvula de escape e o bec pra ficar rindo o tempo todo, você devia é se dedicar mais à faculdade pra ter o que falar pra posteridade.

- Vocês são engraçados. Valeu pela preocupação mas ta tranqüilo esquenta não que não vou trair a irmandade, só tenho pensado um pouco mais nisso tudo que vai acontecendo no dia dia.Valeu Giraldo aquele abraço.

- Tudo vai se resolver os princípios iluminista ainda perdura em nossos corações o povo não estará fadado ao fardo pra sempre, e quando o grande dia chegar...

- você estará do lado deles Giraldo, seu bajulador safado, só tem discurso como já cantava bezerra: “se gritar pega ladrão não fica um meu irmão”. Aí mano, to contigo mas cuidado com quem só ocupam espaço físico e não fazem nada, só querem fama,cuidado neguinho cuidado....

- Valeu rapaziada estou me retirando. – Não vai jogar uma partidinha não? Não não...Julio, Tive uma idéia, mais tarde na esquina agente se vê.

- Chegando em casa catimbó teve a seguinte inspiração:

Favela


Favela eu estou com você

E quero morre sem me emancipar

Favela abre as portas pro mundo

que seu coração é profundo e

tem muito amor pra dar.

Ela se mostra tão simples e a todos atinge

Com seu jeito acolhedor

Querem seu segredo de mais de um século

Andado esbanjando felicidade

Resistindo com muita dor.

A alegria que me deste não encontraria

Em outro lugar

Favela berço dos terreiros onde forma

Os enredos fazendo toda gente sambar.

De dia és guerreira na luta derradeira

De noite aos gritos, espia os milico

Fazendo seu povo calar.

Favela, mina de ouro onde o povo é capital social

Querem seu estandarte acabando com seu carnaval

Urubus infiltrados não se sabe até quando vão te

Transformando em bode expiatório dos problemas sociais.

Um dia tu gritaste: “assim não dar, pois o povo que ajudei a

Criar cooptado pelo sistema querem agora me ver definhar “.

Favela eu estou com você e assim como o seu

Quero ver meu amor constantemente se renovar.



Catimbó:prática de feitiçaria ou espiritismo grosseiro;cachimbo pequeno e velho (é menos mau); homem ridículo. (dicionário escolar da língua portuguesa). Quem sabe um dia descubram a definição imparcial das palavras afros e mamãe passa a usar outros nomes pra atacar-me.