
tenho a memória de tudo que existe tudo que é triste alegre ou não eu guardo as flores mortas na sala eu faço sala pro tempo
ainda que tarde agora que é tarde sempre é cedo ainda que tarde agora que é noite eu sinto medo"

Artista, aperfeiçoador da dissimulação
negador da evolução natural
bondoso, imperioso querendo maldade esconder
se o medo não faltasse arriscaria alma vender
Sinceridade, hipocrisia impedindo a conexão
ah! filhos do demô-nstrativo que apontam vã solução
eu entranhado, incapacitando domínio sobre si
corpo fala, olhos falam, cegueira não deixa perceber
Teórico passivo
Dialética auto persuasiva
Frieza auto destrutiva
Mente presa no quintal
Invólucro, involucional
Ócio honrado
senso de realidade?
realizado sem se tornar real
colonizador da existência
sonho devaneado
disfarce artificial
desilusão de tudo
ilusionista de si
simplicidade forçada,
faz rodar espiral
Privatização do imaginário coletivo,
dessocialização
sacralização do consumo
culto do objeto
beleza objetiva
manipulação das aspirações
compulsão incessante,
insatisfação constante
Humana arte personifica,sedutora,
convencimento extremo
p a d r o n i z a ç ã o d o s s e n t i m e n t o s!


Ô menina! queria tanto ti falar da saudade que pulsa aqui
esse controle que tenho só faz engolir palavras amargas
que vai criando um câncer dentro de mim.
A missão que tenho pela frente me faz percorrer,
se sigo mais adiante saiba que estou levando
dentro cada pedacinho de você.
Tudo já foi dito porém nem tudo é lembrado
se ainda hesito em dizer coisas que agradam a você
é porque: palavra dita, palavra maldita! palavra suicida!
quantas juras e quantas promessas vãs ainda teremos que saber?
Não! não serei mais um a pagar o pecado mortal com juras de amor
em busca de minha satisfação carnal.
Se a amo? Sim! mas não por d’baixo dos panos,
não por uma imposição divina
que faz crer que ter é algo divinal.
Amo conforme o amor de outrora,
quando ainda não existia às horas,
quando o tempo não era mera ilusão,
nos proporcionando entendimento pra nossa missão.
Amo! ainda que a distância sussurre em seus ouvidos:
“Ele estar em busca de outros gemidos”, tentando acabar
com aquela sintonia que um dia virou mania.
Já cansado de tantas lamúrias em oração aos céus
pedi ao todo poderoso que me mandasse
aquela que me traria conforto espiritual,
ao seu lado fui criança, palhaço, poeta e louco
se gente grande não fui, é porque tive medo
de esquecer daquela menina que me fez entender
o quão simples é dizer, EU TE AMO!






"Uh, uh, tava lá no informe
O mar amanhã vai tá stormy
Eu vou meter a bola onde a coruja dorme
Raggamuffin'pam! No homem de uniforme
Você assume várias formas
De todas as maneiras que puder, você se informa
Pra burlar algumas normas
Atravessar o deserto de gelo
E se banhar depois em águas mornas
Piso pesado no seu pesadelo, assim tipo bigorna
Censurar ninguém se atreve, caldeirão ferve e entorna
Resolve sua parada com quem você deve
Resolve sua parada lá com quem você suborna
Nível de coliformes fecais
Elevou demais os efeitos colaterais
Eram homens que usavam uniforme
Não sei se eram civis, militares ou se federais"Sou tal qual a arvore esquecida num quintal
só lembrada na hora da proteção do sol escaldante,
arvore que mete medo, em meio ao vendaval carregado
de verdades. Sozinho com os carinhos de meus galhos, espio os homens conformados com sua morte mesmo antes de fecundar.
Minha raiz , minha espinha dorsal, minha real sustentação.
Sinto a inocência das crianças subir por meu caule, fazem morada em meu ninho interior, a paz que falta nos adultos, seus olhos esbugalhados, sua ânsia ao desnecessário, o uso que fazem do meu tronco faz meu leite derramar,
transformado em cinzas hoje
amanhã resgatado pelo ar.
Ramificado, alargo minha proteção aos desabrigados, meus frutos não os nego a ninguém, é uma honra não deixa-los apodrecer em mim. Contemplo os pássaros sobre meu cume, desesperados,aterrissam e cantam uma cantiga pra mim, abismado escuto: “os gaviões estão circundando com sua altivez, querem o infinito como limite, transformam
Pobre dos homens, eles passarão e nós, natureza, passarinho! juntar-se-ão a nós, comeremos sua carne podre, não podem fugir do ciclo natural. Artificiais,insignificante parte da cadeia alimentar, não educam a sensibilidade do seu corpo e do seu espírito afim de perceber a beleza natural da vida, viajantes do capital imaginário vão borrando nosso cenário com tinta de poluição.
No caos tempestuoso, as folhas secas agarradas a mim vão caindo, iludidas, misturam-se com os vermes que as deixam paquidermes.
Vejo minha sombra pregada nas paredes, meu natural não emociona mais, secam nossos rios, nossas lágrimas são transformadas em chuva ácida, nosso O2 esta acabando em prol do CO2 dos homens do capital.

Escuridão do mundo
espírito que quase se tornou um absurdo
na putrefação de minhas antigas crenças
vou retendo, alado, revolta contra o sistema.
Mente presa a terra por ter sido enganado
com relação aos céus, me enfrento e sigo
arrancando pedaços de ignorâncias de minhas entranhas
sou flecha com um alvo definido
busco algo objetivo.
Revirando a tumba de minha carne morta
posso ver o quanto fedia minha intoxicação
mental. Meu controle é exercido graças aos saberes
de um cara aqui de baixo com auxilio lá de cima,
o que Deus uniu o cão não pode separar,
amando podemos tudo, até inverte a ordem do criado,
hoje a felicidade dele posso sentir, digo-o que o AMO
em agradecimento desse encontro
já morto pro mundo não pode mais tentar o suicídio.
Acordando sem acordar, sem se manchar, o único sinal que carrego
é de meus antepassados. Meu sangue faz parte daqueles que vão
me trair, minha alma, dos que entenderam minha missão,
essa lei jamais conseguirão varre pra debaixo dos panos !
Não tenho vida individual, na minha subjetividade sou coletivo,
encontrei um pedaço do todo, que estava esquecido num
fedido barraco na rua caibalion.
Tenho um grito no olhar que busco nas crianças
Dos velhos!... não carrego o medo que os faz tão dissonantes.
A busca ao sentido da vida não existe mais, a vida é o próprio sentido.
Por muito tempo catei as pétalas de minhas derrotas,
hoje vejo que elas foram imensidões florestais,
tão necessárias a mim e a todos que não se imbuíram e
quer por ordem do destino, varam madrugadas na sagrada confabulação.
Meu anjo protetor hoje não estar jogado, dorme junto a mim sussurrando,
atiçando minha intuição. Entupido de contra informação,
alheio à propaganda da mídia pagam, vou em busca de minhas próprias teorias
busco agora a sabedoria.
Tudo tem sentido à futura compreensão, o tempo que passa rápido,
o medo do amor, o medo da morte vã, desfragmentam nossa mente pra depois moldar.
Quando eu atingir o oitavo que me gerou, aí sim, chegou a hora de desencarna
enquanto isso, vou indo em busca da transmutação mental
Se tudo isso ao contrário não acontecer,não importa
pois plantei a semente e colherei os frutos de um lindo amanhecer.
Já
é
tanto
que
me
falta
que
não
sei por
onde
começar
por
onde
ir
se
vou
sorrir
se
vou
chorar
Foi
estranho
sentir falta
do que
não
se
podia
comprar
Esse
shopping
de ilusão
chip de
manipulação
a importância
de um
Luar
Deuses
Sós
Deus Sol
prá
adorar
adorno Crucial
limitação carnal
sociedade
do
Mal
situação
do
Caos
à pior
da
Ordem ao
pó
escravos
de Jó
prcisamos
de um
Mundo
melhor.
pugilista, cabelo cortado em asa delta, carrões..
cheio de história pra contar na roda,
os aplausos lhe sobram.
“Quem mandou dormi no ponto seu otário”,
esse é seu vocabulário.
As espertas crentes que estão abalando,
bem longe de atingir o orgasmo,
mal sabem que estam virando espermatozoários.
Se não me falha a memória, das minhas pancadas,
me deparei um dia com um desses pior que marginal,
usam seus corpos pra pegar
da profissional do sexo à travestis, não se contentam e rodam à noite
atrás de senhoras empregadas antecipando o carnaval.
já nascem com o cu virado pra lua, graças às tramóias de seus pais.
A justiça obediente, só espera o sensacionalismo da imprensa
que incita a nação, logo logo acaba a palhaçada, e todos voltam
aos ringues da rua, causando alvoroço ainda mais.
Um dia em suas portas nossas irmãs vão bater,
vão se humilhar, submeter-se aos seus brutos carinhos,
vão puxar seus sacos já rendidos,
pois no barraco o muleke espera
sua sagrada refeição.
Moradores da moderna babilônia,
suas mentes são programadas a futilidades,
sua deusa pode ser vista da janela.
Alimentam-se de Mec-restos-mortais, sua bebida os deixam
alu-cocanados ainda mais, perseguindo os usuários da paz.
Orelha de burro cabeça de asa delta, jamais entenderão
os simbolismos do sistema, carregam algo que os deixam
Fincados no chão, almejando somente carregar mais uma pro colchão.
Estão espalhados aos montes, virou moda nas forças armadas
entrar, caçam gays, profissionais do sexo, heteros, bis, crianças,
velhos, negros estrangeiros , voltamos à caça aos hereges,
não suportam vê outros gays fora deles, quando não pegam
pra programa querem espancar.
Pega o pau Maria
Pega a pedra João
Vamos acabar
Com os orelhas de burro,
Cabeças de asa deltas de plantão!
nós vamos em busca de algo
que nos faça entender.
Braços cruzados,
contra a cooptação,
guia no pulso
não me espanto mais
com nenhum absurdo.
Nossa resignação,
salvação.
Nosso silêncio,
nossa arma.
Os motivos que eles tanto
querem pra nos matar
não vão achar.
Quem não é visto
não é lembrado
a falta de nossa presença
deixa eles atormentados.
Os tiram ondas
estão festejando
a todo momento,
- comida de graça
bebida de graça
mulheres de graças
drogas de graça.
A cada mês seguimos
assistindo a lamúria
de seus pais.
Vivendo e aprendendo
calando, sobrevivendo
essa é a lei.
Na bonança,
rodeado
Na mentira,
afamado
Realista,
atocaiado.
Baixa estima
não deixa apreciar
os vencedores.
Nos super-homens
a criticidade interna não há
criam seus próprios mitos,
do playboy ao bandido,
eis que surge o herói
que banca o final de semana
enquanto as meninas embalam as crianças.
Os otários da favela
estão na merda
mas muitos querem vê-los
afundarem ainda mais
- Bem feito!
È o que se houve
quando fatalidades acontecem
tirando-os do caminho de paz.
- E quem é o vencedor disso tudo,
Lombardi?!
O baú do sistema
caixa de pandora
Transformada em felicidade.Depois de uns goros, de uma sessão de baforada, cadê a força?
não existe pra nada, ela fica assistindo nossa dupla ressaca .
A força que nós tínhamos antes, na revolução, fica revoltada.
Cadê a força, depois de uma noitada?
O gozo foi medíocre. Muitos dizem: “é melhor come pelanca do que dormi sem janta”.
não sabem que o condor voa mas sempre volta pro seu ninho, mas é preciso deixa-lo voar, ou... voar também,
mas elas não entendem nada, muitas vezes não voltam e nós ficamos revoltados, por saber que a hitória se repetirá.
se não plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho,
história a contar a nossos netos é o que nos move, mesmo que nossa vida tenha sido depravada.
porém só um pouco consciente. Consciência essa que não serve pra nada,
quando não conseguimos completar nossa dupla jornada.
a busca da felicidade, mas cadê a força que estar escondida dentro de você?
Ocupado com outros afazeres ela se esvai pelo ralo.
Nós vai
Indo
Probematizando
A vida
Dos que nus querem
Akulturizado.
Noço itento
É mostráz
Qui, a kultura
Qui nus
Rolbam
É mostrada
di outra forma.
A imoção
Do povo
É risgatada
Mesmo na lama
akulturizada.
Inquanto
Voçês
Ten
A istáutua
Da
Libertinagem
Nós
Temos
A liberdade da menti
Akulturizada.
Cada dia
Uma lida
E nós
Vai indo
In busca
De novoz
Saberis popularis
E
Vocês
Disendo
Que noça
Proculra
É irrada,
Noça menti
Akulturizada.
Mais çaiba
Qui noça
Imoção
Num
É padronizada!
Temos o pão
Qui o diabo
Amasou,
Con a ajuda
De suais
Mentis
Culturizada.
Tanbén temos
A força
De um povo
Simples
Qui linpa
O rabo
Deixando-o
Bem informado.
Nossa fala é irrada
Mais pezumeno
Noço rabo
Não está
Vindido!, Culturizado!.

A época era século XlX, 1898 talvez. Ia eu distraidamente no meu passeio matinal, pensado qual seria minha nova missão. Foi aí que vi uma mulher, com jeito de menina, carregando um monte de roupa na cabeça, não sei porque fui tocado profundamente quando seus olhos esbranquiçados encontraram-se com o meu. A sensibilidade já tinha saído de mim há muito, naquele instante ela resolveu voltar, de repente, sem que eu me desse conta do que estava sentindo. Fui pra casa, não consegui fazer mais nada, ela não me saia da cabeça, aquela menina me fazia recordar os tempos de criança, saia com papai pra praça, em quanto brincava com outras crianças ele examinava uns crioulos, “mercadoria nova, Namibia, Nigéria, Zimbawe” era o que gritava o vendedor. As perguntas já se faziam dentro de mim, papai... ah! Já sabia de co às respostas pras minhas atrevidas curiosidades, “meu filho o que aprendeste no colégio hoje?” –A teoria do direito divino. “então diz pra mim o que você entendeu”. – uns nascem pra mandar e outros pra serem mandado. Meu resumo era rápido, não gostava d´quelas explicações que os professores davam, era chato, parecia que eles estavam escondendo algo de nós. E estavam mesmo, vim saber muito mais tarde, não que meu pai resolveu contar-me, é que eu era curioso e não conseguia entender por que D°Nina, uma negra que servia em minha casa, juntamente com seu marido não abriam a boca pra nada, a não ser pra responder aos mandos do papai, não entedia como conseguiam ficar calado o tempo todo sem dar uma instrução a sua filha, Namíbia.
Numa bela madrugava, em que o sono não chega, a curiosidade continuava me incomodando. Eu podia ouvi os cantos dos negros em seus rituais macabros, visão essa herdada de papai e da sociedade, mas não parecia nada de ruim, eles pareciam felizes, eu sentia os tambores vibrando dentro de mim, era uma sensação confortante, quantas vezes pensei em ir até lá, mas nessa noite nada me impediria, fui! Mas não deixei que ninguém me visse, estragaria a aquela festa que parecia tão bonita. E era mesmo, tive a confirmação quando às lágrimas rolaram de meus olhos descontroladamente , queria estar ali com eles,cantar suas cantigas, ri também pelo menos uma vez na vida, minha infância era sem emoção tudo que fazia era estudar pra poder herdar. Herdar aquela gente, juntamente com sua miséria, suas terras, fui criado pra ser um burguês, sem pena nem dó!Seus problemas não interessavam a mim pois já tinha decorado a teoria do direto divino- nada acontece por acaso tudo é obra de Deus, se uns têm demais e outros de menos, foi porque Deus quis assim e, não cabe a nós simples mortais interferi nos planos divino. Derrepente eles começaram a cantar baixinho como se estivessem cansados, conclusões bestas de um burguês que não sabia o que era uma roda de candomblé, mas não, Tinha chegado a hora de instruir as crianças, e foi aí que meus olhos mais uma vez se encheram de lágrimas.
Eu vi D°Nina virar os olhos e olhar pro céu, eles de rubros ficaram esbranquiçado, ela deu um tremor como se estivesse recebendo uma entidade, começou a abençoar um à um. As crianças fizeram uma roda em volta dela, todas sentadas, que começou: “ A necessidade da ganância me fez viajar.Venho de uma terra distante onde os tambores batucavam no lugar dessa sabiá. Aqui encontrei um povo diferente, dizendo que nós não era gente e só servia pra trabalha. Nos botando na praça e começando a nos examinar, um homem apertava meus seios, olhava meus dentes e discutindo com um outro mandava o preço abaixar, esse outro dizia que eu era a melhor, e ele ainda teria o privilégio de ser o primeiro a me experimentar. Aos doze anos vi o prazer de toda noite de meus pais se transformar em dor. Nossa alma não existia, assim o padre em nome do Deus deles falou, mas saiba vocês que Babalorixá é o nosso Deus maior e ele está vos protegendo nesse sofrimento diário. Não acredite em nada que o Deus deles falam, Babalorixá é maior. Um dia...”
D°Nina falava! tive um espanto, seus olhos me recordaram aquela mulher que tinha visto com as roupas na cabeça, ela dizia coisas que eu não aprendia no colégio, respeito ao próximo, terra sagrada, culturas diferentes e todos deveriam respeitar. Não sei porque mas... sentia uma vontade de ficar ali com eles, queria porque queria adorar à Babalorixá é que, eu não conseguia sentir nada com aquele padre falando naquela língua estranhar. Quando os tambores começavam, ah... sentia um arrepio tão forte, era como se eu fosse me igualar a D°Nina, mas não era ela, eu podia sentir, era outra força que se apossava do seu corpo, suas palavras pareciam mais verdadeiras que as do colégio. Não dava, eu já estava prometido a não sei o que, só tinha certeza que não era a Babalorixá pois D°Nina estaria comigo. Estar prometido não era nada de mais, o único problema era o que ela falava as crianças da senzala, “cuidado meus filhos, tudo que começar errado não presta”. A promessa que meu pai fizera, não envolvia só às terras, os ganhos, vim saber bem depois quando aqueles olhos me olharam parecendo que dizia, “você teve sua chance de renunciar a tudo”. A promessa era algo maior, que ultrapassa os tempos, tinham investido tudo em mim, na minha educação alienada, me fizeram crer no amor sublime, mas esqueceram de avisar-me que ele estava ali com aquela gente, junta à D°Nina. Eu era uma espécie de prometido, o mundo em minha visão seria de paz, mas só depois da guerra tão necessária à manutenção da ordem, que garantiria a libertação de uma nação.
Transferi meu amor à causas que não eram minhas e sim de pessoas à cima de mim, mas não me pergunte quem são, pois até hoje não sei, meu único contato eram meus amigos, da mesma hierarquia , que estavam ali pelos mesmos motivos, ser disciplinado pra pode mandar, tenho a certeza que o olhar de D°Nina não cruzou com os deles em nenhum momento da vida. Se cruzou, eles ignoraram, já estavam envolvidos demais, a única solução era tentar o suicídio, sentimento que permeou minha mente por muito tempo, dou graças a Babalorixá por ter dissipado esses meus pensamentos pois não estaria aqui hoje, lembrando de D°Nina, lembrando do único momento que fui feliz na vida, quando minha curiosidade levou-me aquela festa de Candomblé, e me fez ver uma outra realidade à que é imposta a maioria.
( -Catimbó)
Sabe porque pego o buzu rumo ao centro? Porque lá sou confundido com a classe A.Fundido entre ferros contorcidos rumo ao progresso, faço minha cabeça tranqüilo pois lá como já disse sou confundido, na fusão com a elite meu pai também é advogado,arquiteto,delegado. Aí mano, faço mó questão de olhar pros caras pintadas com os olhos cheios de braza e dizer:
“Qual foi, vai me encarcerar tio? Meu pai também é costa quente, se me levarem uso o meu direito de dar um telefonema, haah... pensa que não sei dos meus direitos né?, em poucos minutos já estou souto.” Claro que é só divagação de doidão, pensa que vou dar um mole desses? Puxam minha fixa e vão ver que mamãe, simples faxineira, papai, simples pedreiro do além mas que valem muito, vão ter que correr com lista nos comerciantes . Não posso dar mole e ser mais um neguinho a fazer parte da estatística pois na cadeia o que mais se ver é descendentes de escravo.
Já me disseram pra eu para de fumar, dizendo que tenho que arrumar um emprego e tudo mais. Mas eu penso comigo, porque tenho que primeiro virar ator global pra pararem de me encherem o saco? Sei que muitos esqueceram, simplesmente por ser brasileiro, daquele ator que fazia campanha contra as drogas, contraditoriamente, foi pego com vários bagulhos do bom e olha que ele era muito mais barra pesada do que eu, não vou tão pesado quanto ele não, vou dar mole neguinho, a alimentação não é a mesma, tenho que me cuidar se não como vou da no coro com as gatinhas?
Quero saber quando vão parar com a palhaçada de mandarem helicóptero pra proteção da zona Sul enquanto mandam caveirão pra repreender nós favelados.Essa porcaria de droga que fumo vem de lá, não perdem a mania de sempre exportarem o melhor e nós aqui fumando palha. E por falar em exporta, nós estamos importando o pan, i... agora que me dei conta, a lei da oferta e da procura vai voltar, tudo mais caro, tenho que providencia meu estoque pois uma coisa eu digo, eu não! Livra-me dessa, só vou retransmitir o que o testa de ferro e perna de pau deles disse, foi assim: “Preparem-se! com o pan o cerco vai se fechar”. e disse mais, bem baixinho, eu juro não estou inventando: “Ainda mais quando acabar”. Ah! Já ia esquecendo-me, saiu na caros amigos do mês de junho que, o pan é uma mentira e não serve pra nada. Os nossos atletas só vão ganha a maioria das medalhas de ouro, simplesmente, porque os outros países só vão mandar atletas de quinta categoria pois não dão importância a essa competição, palavras de: Juca kfouri e José Trajano, caros amigos edição de junho, por favor me livra de mais esse “palavriado” já tenho problemas de mais à resolver e vocês sabem qual é... Continuando, eles desprezam nosso país e nós ficamos assim sequelando? É por isso que essa droga não pode se liberada ninguém tem forças pra nada. A informação ta dada, depois minha mãe diz que eu não sirvo pra nada mas eu digo a ela, não sou só um doidão não mãe, estou me informando pensa que fico gastando minhas lágrimas diante da tele pagã?
-Cala boca maconheiro.
Mãe pode me xingar de qualquer coisa mas não mexe com quem não tem nada a ver com nossas brigas, pô mãe, ela que me ajuda a ver as coisas, juro, e além do mais já te disse, as pessoas aturam coisas muito piores, não vai querer que eu fale aqui pra to todo mundo.
-Cala boca catimbó
Melhorou. Mãe, me escute pelo menos uma vez na vida, a culpa disso tudo é deles pois eu já te falei, os filhos do rico queimam a vida toda, terminam a faculdade continuam queimando e viram nossos patrões. Eu já tentei explicar pra você mas tu não entende, somos o bode expiatório não podem prender quem é pago pra nos proteger se não o país fica sem governo estamos aqui discutindo quando deveríamos ser aliados nessa guerra, como diz black alien: “Me parece agora que eles perderam o controle nessa corrida de ratos sei muito bem quem são, observe a ordem natural das coisas em declive, eles são o mestre das marionetes nos adestram e dilatam nossa pupila”. E digo mais, as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem metade dos calmantes, ansiolíticos e demais drogas químicas que são vendidas legalmente no mundo; e mais da metade das drogas proibidas que são vendidas ilegalmente, o que não é uma coisinha à-toa quando se leva em conta que os EUA contam com apenas cinco por cento da população mundial.( O IMPÉRIO DO CONSUMO, Eduardo Galeano)
- Então desgraça, se você sabe disso tudo, então porque continua se drogando deixando que eles dilatem sua pupila? Vai você e seus amigos botarem a boca no mundo.
calminha, nossas pupilas pois os olhos da maioria se esbugalham diante da tv, a única diferença entre os caretas e nós doidãos e que, sofremos o sofrimento alheio enquanto vocês o sofrimento de si mesmo. E além do mais se liga na metáfora mãe, os caras não podem se explanar assim na careta se não já viu né! Os acidentes estúpidos começam a aparecer, suicídios, cinto do carro falha, fã fanático que mata seu admirador e tantas outra metáforas. É isso aí, vou jogar um futebol pois lá ganho várias partidas, aqui só ganho que sou sustentado por esse tal de bolsa família, já ti falei pra não dar margem se não jogam na nossa cara mas tu não escuta, adora se incluir nas estatística: “O bolsa família já tirou da linha da miséria um milhão de bocas inúteis, é.... o bolsa família é....uma política politiqueira onde né, conciliada com um pouco de circo se transforma em pão, agora... estamos tentando a fórmula da água que vira vinho pois sabe como é... o povo esta sem dinheiro pra cerveja, já fizemos vista grossa pros falsificadores mas eles não aprendem querem botar cerveja à um centavo aí não da né?É querer abusar demais da sorte, como nossos artistas vão ganhar o deles rebolando a bundinha na tele pagã? Esqueceram que a lei de Gerson foi revogada há muito tempo.
- Fala nego, chegou tarde vai ficar pra outra dormiu demais.
Vai fazendo a cabeça ali pra ficar mais esperto.
- E aí rapaziada tudo tranqüilo? Não não julio, não vou não, estou passando por um processo de reflexão.
- I... Recusando um, vagabundo, logo tu, vai nos dizer que fizeram tua cabeça também, dizendo que nós é que financia o tráfico. Porra nenhuma neguinho foi você mesmo que nos explicou aquela teoria da entrada das drogas no gueto do brunquilin do trajeto que ela faz até chegar até nós, i... Coe neguinho, vai me dizer que querem te fazer pastor só porque você fala bem, não cai nessa não mano já levaram um monte nosso agora querem leva você também. Agente faz um rateio pra você, pô, posso falar com meu pai e ele te arruma um trampo mas por favor não trai não mano, irmandade sempre.
- È mesmo aí, vamos fundar uma comunidade alternativa maconha e mulher ahha....
- Cala boca Ionisio,homem da lanterna ao meio dia, não ta vendo que o neguinho está num momento filosófico?O bagulho é serio, além do mais nem fazer sexo tu sabe usa as mulheres como válvula de escape e o bec pra ficar rindo o tempo todo, você devia é se dedicar mais à faculdade pra ter o que falar pra posteridade.
- Vocês são engraçados. Valeu pela preocupação mas ta tranqüilo esquenta não que não vou trair a irmandade, só tenho pensado um pouco mais nisso tudo que vai acontecendo no dia dia.Valeu Giraldo aquele abraço.
- Tudo vai se resolver os princípios iluminista ainda perdura em nossos corações o povo não estará fadado ao fardo pra sempre, e quando o grande dia chegar...
- você estará do lado deles Giraldo, seu bajulador safado, só tem discurso como já cantava bezerra: “se gritar pega ladrão não fica um meu irmão”. Aí mano, to contigo mas cuidado com quem só ocupam espaço físico e não fazem nada, só querem fama,cuidado neguinho cuidado....
- Valeu rapaziada estou me retirando. – Não vai jogar uma partidinha não? Não não...Julio, Tive uma idéia, mais tarde na esquina agente se vê.
- Chegando em casa catimbó teve a seguinte inspiração:
Favela
Favela eu estou com você
E quero morre sem me emancipar
Favela abre as portas pro mundo
que seu coração é profundo e
tem muito amor pra dar.
Ela se mostra tão simples e a todos atinge
Com seu jeito acolhedor
Querem seu segredo de mais de um século
Andado esbanjando felicidade
Resistindo com muita dor.
A alegria que me deste não encontraria
Em outro lugar
Favela berço dos terreiros onde forma
Os enredos fazendo toda gente sambar.
De dia és guerreira na luta derradeira
De noite aos gritos, espia os milico
Fazendo seu povo calar.
Favela, mina de ouro onde o povo é capital social
Querem seu estandarte acabando com seu carnaval
Urubus infiltrados não se sabe até quando vão te
Transformando em bode expiatório dos problemas sociais.
Um dia tu gritaste: “assim não dar, pois o povo que ajudei a
Criar cooptado pelo sistema querem agora me ver definhar “.
Favela eu estou com você e assim como o seu
Quero ver meu amor constantemente se renovar.
Catimbó:prática de feitiçaria ou espiritismo grosseiro;cachimbo pequeno e velho (é menos mau); homem ridículo. (dicionário escolar da língua portuguesa). Quem sabe um dia descubram a definição imparcial das palavras afros e mamãe passa a usar outros nomes pra atacar-me.