A morte do Poeta II

Não
afaste
deste
humilde
poeta
o suspiro
do
último
verso
na
última
hora
dos
momentos
contados
não
pude
criar
contos
entretanto
amontoados
no escuro
da estante
estão as contas.

Anos da Fênix


Todo mundo quer fazer sucesso
no big brother do universo
explosões solares
missões lunares
batalha espiritual
dentro dos lares.

Demônios controlam o governo
escrevendo o enredo do medo
vibração negativa
pra sugar sua energia
nessa realidade de mentira.

Terremoto no Peru
Bolsas asiáticas em queda
Fazem festa os senhores da guerra
dominando os segredos da Terra

Efeito cascata
no tabuleiro de xadrez
mudando a regra de uma só vez...
controle do clima , satélite haarp
obra da falsa alquimia de baixa magia.
Planos grampeados pelo echelon
assasinato do Papa
atentado ao Sharon
desencadeiam a guerra cósmica
choque de cultura sem lógica
apocalipse programado
para manter o povo
como gado
eternamente
escravizado.

.i. FNORD '.O avião da TAM foi sabotado.' .i.

"Uh, uh, tava lá no informe
O mar amanhã vai tá stormy
Eu vou meter a bola onde a coruja dorme
Raggamuffin'pam! No homem de uniforme

Você assume várias formas
De todas as maneiras que puder, você se informa
Pra burlar algumas normas
Atravessar o deserto de gelo
E se banhar depois em águas mornas
Piso pesado no seu pesadelo, assim tipo bigorna
Censurar ninguém se atreve, caldeirão ferve e entorna

Resolve sua parada com quem você deve
Resolve sua parada lá com quem você suborna
Nível de coliformes fecais
Elevou demais os efeitos colaterais
Eram homens que usavam uniforme
Não sei se eram civis, militares ou se federais"


?¿

Vida de ninguém
uns vencidos
outros desiludidos
com a vida controlada
dignidade roubada
comunidade
comunicação
conectividade
alterada.
Somos
unidos
pela
metade
nos
encontramos
nas esquinas
da maldade
o fraco pega a arma
e o forte chora
de saudade
diferenças e semelhanças
nos elevam
em espirais da unidade
vive de fome
o homem
de verdade
fugindo
dos fast food
da vaidade.
Cheiro de ralo
nas reuniões de fachada
silenciam os barracos
aumentam a culpa
do povo que luta
sem saber a cura
no planeta dos macacos.

participação Ķ۝ӨŠM۞S ΡΩζιТдп

Cheiro de feira

Dia
de
feira
cheiro
mistura
odores
e
sabores
barracas
coloridas
incolores

se
encontra
tudo

vendem
o peixe
de
olho
no
gato
vende
cânhamo
radinho
e
sapato
no
final
e
na
xepa
quem
faz
a festa
é o
rato
Vem
freguesa
pode
comprar
Feira
ao ar
livre
livre
é o ar
feira
de poesias
o que
falta no
seu lar?
Feira das Vaidades
pra
alma
transformar.



participação CHÎNÅ .3Ө

Não diga que eu não avisei

Olhe para o Sol
e a Lua
descubra o que eles têm
a dizer...
respire fundo
feche os olhos
conecte-se a você.

Pequenos detalhes
fazem a mística
a criação toda pulsa
morte, amor, vida
descubra o número que te guia
agradeça aos seus ancestrais
por mais um dia
não seja mais um na estatística.

Cante, gire
pule, dance
muda a frequência
diversão com consciência.
Arte para alimentar a mente
desprogramação do subconsciente.

O grande
PANDÆMONÆON te espera
antene-se, fique atento.
Desdobre-se ao éter
altere seu pensamento.
Coluna ereta,
de grau em grau
vibre no firmamento.

Você aí, que se diz resistência
que tal nos unirmos com consciência?
Fazer um boicote ao consumo
dos produtos
das coorporações...
Sinarquia do Império
Governo Oculto
tramam nos bastidores das nações
em silêncio todo dia
problema-reação-solução
em seus noticiários de mentira...
Avançam o plano
fazer o mundo uma prisão,
Nova Ordem mundial ditadura
levante-se, acorde!
se concentra na luta.
Vença seu próprios medos
na Fé
sua
armadura,
morte
nova
aventura.

Programado pra vencer nós é!
Revolução no próprio ser pode vir que já é!
Traficando informação de rolé
se liga meu irmão:
Na mentira, na revelação

no coração a transformação

sangra a dor
dos Mártires do amor
2012 a queda

Seja bem vinda, a Nova era!!!

Arvorado

Sou tal qual a arvore esquecida num quintal
só lembrada na hora da proteção do sol escaldante,
arvore que mete medo, em meio ao vendaval carregado
de verdades. Sozinho com os carinhos de meus galhos, espio os homens conformados com sua morte mesmo antes de fecundar.
Minha raiz , minha espinha dorsal, minha real sustentação.
Sinto a inocência das crianças subir por meu caule, fazem morada em meu ninho interior, a paz que falta nos adultos, seus olhos esbugalhados, sua ânsia ao desnecessário, o uso que fazem do meu tronco faz meu leite derramar,
transformado em cinzas hoje
amanhã resgatado pelo ar.
Ramificado, alargo minha proteção aos desabrigados, meus frutos não os nego a ninguém, é uma honra não deixa-los apodrecer em mim. Contemplo os pássaros sobre meu cume, desesperados,aterrissam e cantam uma cantiga pra mim, abismado escuto: “os gaviões estão circundando com sua altivez, querem o infinito como limite, transformam nuvem em arame farpado, limitrofiaram o céu, demarcaram nosso espaço como o seu aqui em baixo.”
Pobre dos homens, eles passarão e nós, natureza, passarinho! juntar-se-ão a nós, comeremos sua carne podre, não podem fugir do ciclo natural. Artificiais,insignificante parte da cadeia alimentar, não educam a sensibilidade do seu corpo e do seu espírito afim de perceber a beleza natural da vida, viajantes do capital imaginário vão borrando nosso cenário com tinta de poluição.
No caos tempestuoso, as folhas secas agarradas a mim vão caindo, iludidas, misturam-se com os vermes que as deixam paquidermes.
Vejo minha sombra pregada nas paredes, meu natural não emociona mais, secam nossos rios, nossas lágrimas são transformadas em chuva ácida, nosso O2 esta acabando em prol do CO2 dos homens do capital.

EXODUS

Todos os nervos a serviço do som
ouvido atento as mentiras
olhos voltados para o oculto
e alma conectada com o céu
me transfiguro e transmuto
o mal dentro de mim.
Heróis de Várzea cruzam o caminho
se confundindo com parasitas adestrados
entorpecidos de prazer, deturpam o lazer.
Más intenções denunciam o sorriso
de um falso elogio.
Disputas de território que alegram
o inimigo.
Menina chora pelo leite derramado
enganada pela falta de auto conhecimento
cedeu o seu poder sagrado por um simples momento.
Resistência com cheiro de boutique
deixa as madeixas crescer
para ficar mais chique,
Louvando para um deus assassino
cantam palavras em vão
que perdem todo o brilho.
Querem fugir
da batalha da carne contra o espírito.




*Êxodo - é o termo pelo qual se designa o abandono de um espaço por seus habitantes em busca de melhores condições de vida.