Aqui é grama
grama onde se pisa
onde se deita e onde se rola
grama onde o cachorro
faz o que bem quer
grama onde as pessoas montam suas barracas
esgotam seus recursos
se cansam
e abandonam a terra, quase seca
abandonam pela floresta perfumada
aqui é pouca coisa
é terreno baldio
prédio condenado
córrego poluído
e o mundo segue
segue girando essa saia que é imensa, florida e muito leve
aqui a grama, esverdeia quem se aproxima
e se deixa levar pelos cortadores feitos de mentira
Mentira!!!
A mentira corta a onda de boas emoções...
faz muito tempo que eu amo
prefiro amar como resposta,
prefiro acreditar que nessa grama ainda cabem mais barracas,
ainda cabem mais corações
eu me amo, eu te amo, eu me amo
você não precisa mentir pra mim!!! (cada vez mais, Distante)
***Eu ainda prefiro as músicas catárticas e os livros mofados, ainda sou melancófila, ainda sou uma fugitiva desesperada!
***"...quem vai dizer que não há vida em mim, quem vai dizer? Sou eu quem sabe o que habita em mim..."
Shiva
Sentimentos a flor da pele
O universo em xeque
Aquele homem com fisionomia de moleque
Agora chora ao fazer uma prece.
Que caia do céu uma gota
contra esse torpor ilusório.
Oh Deus da vida
e da morte
me mostre o caminho da sorte
antes da hora do corte...
Mais uma derrota no currículo
Meu time não leva o título
tantas lágrimas e sorrisos de conveniência
apertos de mão pela sobrevivência
estragam a coerência
de buscar uma diferença
nessa existência.
Chegou a hora de destruir
para construir.
Se levantar antes de cair.
Aparecer e fugir.
O universo em xeque
Aquele homem com fisionomia de moleque
Agora chora ao fazer uma prece.
Que caia do céu uma gota
contra esse torpor ilusório.
Oh Deus da vida
e da morte
me mostre o caminho da sorte
antes da hora do corte...
Mais uma derrota no currículo
Meu time não leva o título
tantas lágrimas e sorrisos de conveniência
apertos de mão pela sobrevivência
estragam a coerência
de buscar uma diferença
nessa existência.
Chegou a hora de destruir
para construir.
Se levantar antes de cair.
Aparecer e fugir.
Mente(Lua)Vazia; Oficina do Diabo...

Observando os paradoxos do Criador...
consigo enxergar a beleza na dor.
A ilusão da separação
o equilíbrio na dualidade
o desejo por trás da falsidade.
Mais uma casca de cebola
numa caixa russa
outro dia de labuta
no labirinto da ilusão.
A mente se pergunta
aonde está a solução
nesse carrossel de emoção?!?
Depois da sessão da tarde
na esquina com o parque
o mendigo promove a confusão...
Levanta a poeira
sacode a sujeira
te mostra outra maneira
de superar a barreira
abandonar a cegueira
de ter tanta certeza...
Vamos brincar de fazer
besteira?!
- Desculpe meu senhor, pela rima pobre.
sou um plebeu querendo ser nobre...
Mas enquanto vem com seu dedo de seta
eu transmuto do Beta para o Delta...
Id, Ego e SuperEgo. Signo, Ascendente e a Lua.
Joguei o I ching
búzios
e as cartas...
um cheiro
um som
me desperta a alma.
Sufista do caos dançante
espião da plebe
eterno navegante
escriba dos hieroglifos urbanos
dos desejos sagrados e profanos.
Nessa esquizofrenia contraditória
sintonizo minha parabólica
com hermética retórica
e panfletária oratória
sem obedecer a lógica.
Roda gira
gira roda
a serpente mordendo
o próprio rabo
agora brinca dos dois lados.
"o fogo queima sem saber de onde..."
búzios
e as cartas...
um cheiro
um som
me desperta a alma.
Sufista do caos dançante
espião da plebe
eterno navegante
escriba dos hieroglifos urbanos
dos desejos sagrados e profanos.
Nessa esquizofrenia contraditória
sintonizo minha parabólica
com hermética retórica
e panfletária oratória
sem obedecer a lógica.
Roda gira
gira roda
a serpente mordendo
o próprio rabo
agora brinca dos dois lados.
"o fogo queima sem saber de onde..."
QELHMA + AGAPH
Queria escrever um poema
que fizesse sentido;
mas como dizer o que sinto
sem ter sentido?
O que vejo com meus sentidos
define o caminho
do meu destino...
deixando meus rastros
em virtuais manuscritos.
Veja o novo capítulo
dum antigo enredo:
"O desejo de liberdade
contra o medo".
Me jogo no desconhecido
morro e ressuscito.
Hoje subo
amanhã desço.
Perco e venço.
Te engano
e esclareço.
Entre o acerto
e o erro...
O branco
no preto.
O fim e o começo.
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; (Mat 6:10)
que fizesse sentido;
mas como dizer o que sinto
sem ter sentido?
O que vejo com meus sentidos
define o caminho
do meu destino...
deixando meus rastros
em virtuais manuscritos.
Veja o novo capítulo
dum antigo enredo:
"O desejo de liberdade
contra o medo".
Me jogo no desconhecido
morro e ressuscito.
Hoje subo
amanhã desço.
Perco e venço.
Te engano
e esclareço.
Entre o acerto
e o erro...
O branco
no preto.
O fim e o começo.
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; (Mat 6:10)
da conversa
e tonteando vou levitando pelos baques astrológicos das mudas eletrônicas de flores siderais
e eu só faço besteira...meto os pés pelas mãos, troco os sins pelos nãos...
e faço bolhas que atravessam meu peito de tanta pulsão
vou me jogando, fazendo pegadas na imensidão
deixo um traço, um trago, um pedaço e levo outros...muitos.
não sei se fico ou se faço, se me des faço, se me des envolvo...me deixo e levar.
o tempo é curto, é pouco e me carrega e me atormenta e me transcende e me apaixona!
eu lanço a isca, eu sou a isca...eu faço o vento, que me sus pende
a vida tá cheirando a flores em botão.(Distante)
***"com deus mi deito com deus mi levanto
comigo eu calo comigo eu canto eu bato um papo eu bato um ponto eu tomo um drink eu fico tonto" (F.S)
e eu só faço besteira...meto os pés pelas mãos, troco os sins pelos nãos...
e faço bolhas que atravessam meu peito de tanta pulsão
vou me jogando, fazendo pegadas na imensidão
deixo um traço, um trago, um pedaço e levo outros...muitos.
não sei se fico ou se faço, se me des faço, se me des envolvo...me deixo e levar.
o tempo é curto, é pouco e me carrega e me atormenta e me transcende e me apaixona!
eu lanço a isca, eu sou a isca...eu faço o vento, que me sus pende
a vida tá cheirando a flores em botão.(Distante)
***"com deus mi deito com deus mi levanto
comigo eu calo comigo eu canto eu bato um papo eu bato um ponto eu tomo um drink eu fico tonto" (F.S)
PSICODELIA SUB URBANA, SISTEMA ORGANIZADO AFROAMERÍNDIO SIDERAL, LUTA MULTI UNIVERSAL
a ingratidão dessa raça me dá vontade de sumir daqui!
a ignorância dos seres me expõe ao vazio
de podermos e não querermos ser maiores que o céu!
eu quero ir, mas alguém parece me conter
deve ser o medo
esse devorador de sonhos
medo de ser eu mesma, talvez...
porque eu sou tão maior que esse corpo...
somos todos tão imensos e filhos desse poder
o de atravessar qualquer parede de escuridão
o de entortar cada braço das grades dessa quase eterna prisão mental!!! (Distante)
*** e enquanto isso, as crianças perdem as pernas de andar de bicicleta e devoram as ondas das parabólicas dos ilusores senhores da razão.
a ignorância dos seres me expõe ao vazio
de podermos e não querermos ser maiores que o céu!
eu quero ir, mas alguém parece me conter
deve ser o medo
esse devorador de sonhos
medo de ser eu mesma, talvez...
porque eu sou tão maior que esse corpo...
somos todos tão imensos e filhos desse poder
o de atravessar qualquer parede de escuridão
o de entortar cada braço das grades dessa quase eterna prisão mental!!! (Distante)
*** e enquanto isso, as crianças perdem as pernas de andar de bicicleta e devoram as ondas das parabólicas dos ilusores senhores da razão.
Hoje eu senti uma vontade danada de não.
Por um instante
deixei de acreditar
em qualquer um
em qualquer dois
em qualquer talvez
Por um instante deixei de estar...
mas quando a luz ad eternum invade
cada poro que compõe meu corpo cada nervo que permite a passagem dos fluidos
minha epiderme se rompe
e eu participo da imensidão
de poder ser qualquer um
de ouvir o som mais profundo
das entranhas da eternidade, da não existência
sinto o caos imenso
de ser completamente minha
sinto a volúpia e a grandeza sem limites
de sermos e não sabermos
o todo do universo. (Distante)
***Ah, se a casca da Noz se quebrasse...
deixei de acreditar
em qualquer um
em qualquer dois
em qualquer talvez
Por um instante deixei de estar...
mas quando a luz ad eternum invade
cada poro que compõe meu corpo cada nervo que permite a passagem dos fluidos
minha epiderme se rompe
e eu participo da imensidão
de poder ser qualquer um
de ouvir o som mais profundo
das entranhas da eternidade, da não existência
sinto o caos imenso
de ser completamente minha
sinto a volúpia e a grandeza sem limites
de sermos e não sabermos
o todo do universo. (Distante)
***Ah, se a casca da Noz se quebrasse...
entropia vs entalpia
Procuro aquele que vê
além da máquina
dentro da máquina.
que roube a chama dos deuses
e altere a engrenagem
a realidade por trás da máscara
Comece uma nova era
outra chance para espécie
desfazer esse pacto social
romper os traços coloniais
tantos desejos perdidos
tantos julgamentos ofendidos
adjetivos abstratos
arquétipos criados...
contos de fada que provocam
a espera
do seu príncipe encantado.
Amortizam a dor da existência
de o querer e não poder
ser e não ter...
fingir e mentir.
Que os olhos sintam
o cheiro do sorriso
os ouvidos escutem
os passos do coração
que o medo não iniba
o toque.
O contato é bom e causa choque!
Que a alegria não sufoque o choro
que a linguagem não limite
a experiência...
e a vizinha morte
que espreita na esquina
não nos veja ainda.
O vício que não consome.
A tristeza que se cala.
A revolução que adia.
O olho que vigia.
Falsas percepções
distraçoes e contradições
Impulsos. Elétricos.
Causas e efeitos...
reação.
Confusão de sentimentos
rachaduras, feridas.
Paranóia na mente
nesse sistema de jogo.
Fluxo contínuo de pixel´s programados
de onde vem a fonte?
Dessa cidade das sombras
dos sentidos limitados
sábias mentiras e
filmes enlatados.
Onde o desejo te aprisiona
e a preguiça escraviza.
Só me diz por favor..
quando eu acordo do sonho dentro
do sonho!?
THX 1177 ESTÁ NA HORA DE CLICAR...
além da máquina
dentro da máquina.
que roube a chama dos deuses
e altere a engrenagem
a realidade por trás da máscara
Comece uma nova era
outra chance para espécie
desfazer esse pacto social
romper os traços coloniais
tantos desejos perdidos
tantos julgamentos ofendidos
adjetivos abstratos
arquétipos criados...
contos de fada que provocam
a espera
do seu príncipe encantado.
Amortizam a dor da existência
de o querer e não poder
ser e não ter...
fingir e mentir.
Que os olhos sintam
o cheiro do sorriso
os ouvidos escutem
os passos do coração
que o medo não iniba
o toque.
O contato é bom e causa choque!
Que a alegria não sufoque o choro
que a linguagem não limite
a experiência...
e a vizinha morte
que espreita na esquina
não nos veja ainda.
O vício que não consome.
A tristeza que se cala.
A revolução que adia.
O olho que vigia.
Falsas percepções
distraçoes e contradições
Impulsos. Elétricos.
Causas e efeitos...
reação.
Confusão de sentimentos
rachaduras, feridas.
Paranóia na mente
nesse sistema de jogo.
Fluxo contínuo de pixel´s programados
de onde vem a fonte?
Dessa cidade das sombras
dos sentidos limitados
sábias mentiras e
filmes enlatados.
Onde o desejo te aprisiona
e a preguiça escraviza.
Só me diz por favor..
quando eu acordo do sonho dentro
do sonho!?
THX 1177 ESTÁ NA HORA DE CLICAR...
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