"-ô gato!!!! ó o gato!..."
...que se põe sobre duas patas
e apóia outras duas no pé da mesa;
a olhar com incisiva intensidade o tiragosto alfinetado,
até que, fá-lo quedar-se..
o pedaço de frango à passarinho,
fisgado à palitinho,
pela mão da moça de óculos.
mas não tão certeiro; ou cretinno;
pois a queda é interrompida pelo colo da moça,
que se recupera à petiscar.
e, desconcertado,
sai,
o gato;
mas não desacreditado,
pois investe em outras rodas,
outros círculos, outros copos, outros pratos,
outros papos, mesas, socos, sacos, gostos, gastos;
outros assuntos...
investe,
e vai,
e volta.
e muda de tática.
agora, apenas aprecia;
com seu salpicante e suplicante, mas nunca submisso ou mendicante,
olhar felino.
e não descreditado;
tem a perseverante insistência de caminhante noturno como virtude;
tanto que ao menos se esperar, já ei-lo a mastigar..
- é um gato jovem; ainda há muito o que miar!!!
ah, bichano!..
***
...
a exuberância da diversidade;
enevoada, enebulada,
nublada por fumos etéreos,
ensaborados pelo gosto de quem(s) aprecia e apreende;
e prende,
e solta.
entoados consoante sonantes sonidos lamentosos, melosos.
lembranças lúgubres de copos cheios e meios,
ou meios vazios..
..pelos meios, tidos.
partidos ao serem tomados,
partidos aos seres tomados,
apartados ao serem temidos,
partilhados aos goles arfados,
bebidos e embebidos,
sorvidos por bêbedos sorrisos,
provados e desprovidos de siso,
desprovados a depravados juízos,
lisos, concisos, e à prova de sismos.
guisos precisos;
apavorados, aparvoados,
pela mais nobre certeza de que;
como um gato que enxerga às trevas em lux
e sempre ganha um à mastigar por seu olhar;
uma goabeira de butiquim nunca derriba suas goiabas vermelhas duas vezes no mesmo lugar.
(ou no mesmo copo, seja meio vazio ou ccheio ao meio)
sim sim;
são pedaços descritos d'escritos despedaçados,
desapavorados desprovados e desprovidos de siso..
ahhnn han.. si si,,
beijo,, tchau!
Será pelos negros caracóis dos seus cabelos?
Hahahahh
Espiralada inspiração de confortante confiança;
encanto...!
... E que, ela, a alguns, quer transformar;
transcender da ordem espiral ao caos original;
um emaranhado natural, em contraste ao formal...
Agora, também, acrescido de um colorido,
Um, único,
Que, do final da nuca, precipita-se,
e se destaca,
fazendo do pescoço e das costas sua moldura e pano de fundo,
entre os cheiros do todo completo,
do contexto;
pintando um quadro verde,
macio,
lindo de se abraçar!
Será que pelo olhar?
Que é mel,
e incide com doçura expressa até ao piscar.
Será pelo sorriso?
Ora expansivo, ora contido, (ora conciso);
e sempre expressivo! (lindo!)
E eu, agora,
cativo...
Será pela morena?
Pele morena, pêlos morenos;
de cor de pele, pele de cor, de corpo em pêlo, pelo seu corpo, seus contornos, zêlos; pelos entornos;
pelos seus, pelos seios,
pelos anseios de sê-los, não de tê-los...
pelos meios que entorno, e apélo;
pelo apelo que torno e permeio...
pela pilha de palavras impelidas a perambular polidas pelo plácido palácio do palato; que humildemente intenta expressar seu esmero à louvação da divindade!
Será pela timidez com que confessa sua fé?
Como quem comunga um pecado,
e diz que é religiosa,
e receia um pré-conceito,
uma velha opinião formada,
sobretudo...
e, espiritualizada,
sabe de deus,
sua orientação,
tem bom ouvido e presta atenção,
canta feliz a divina canção!
Do coração!
E , espirituosa!
Ao apertar-me, de leve, a face,
manifestando meiguice,
entre o singelo sorriso,
e o rosto,
de luz,
coroado, colorido, luzido;
e o meu, corado,
ao sentir-me querido...
e ao jeito descontraído, extrovertido,
com que descaradamente mente,
e exclama:
“Maaana! Mana, nem te conto... to no trânsito, ainda!...”
sentada à minha frente, num banco de praça, impunemente.
A pousar-me à vida!
Onírica vida...
Será?!...
ser há...
entreouvido pelo coração: “o amor é um exercício diário!”
Hahahahh
Espiralada inspiração de confortante confiança;
encanto...!
... E que, ela, a alguns, quer transformar;
transcender da ordem espiral ao caos original;
um emaranhado natural, em contraste ao formal...
Agora, também, acrescido de um colorido,
Um, único,
Que, do final da nuca, precipita-se,
e se destaca,
fazendo do pescoço e das costas sua moldura e pano de fundo,
entre os cheiros do todo completo,
do contexto;
pintando um quadro verde,
macio,
lindo de se abraçar!
Será que pelo olhar?
Que é mel,
e incide com doçura expressa até ao piscar.
Será pelo sorriso?
Ora expansivo, ora contido, (ora conciso);
e sempre expressivo! (lindo!)
E eu, agora,
cativo...
Será pela morena?
Pele morena, pêlos morenos;
de cor de pele, pele de cor, de corpo em pêlo, pelo seu corpo, seus contornos, zêlos; pelos entornos;
pelos seus, pelos seios,
pelos anseios de sê-los, não de tê-los...
pelos meios que entorno, e apélo;
pelo apelo que torno e permeio...
pela pilha de palavras impelidas a perambular polidas pelo plácido palácio do palato; que humildemente intenta expressar seu esmero à louvação da divindade!
Será pela timidez com que confessa sua fé?
Como quem comunga um pecado,
e diz que é religiosa,
e receia um pré-conceito,
uma velha opinião formada,
sobretudo...
e, espiritualizada,
sabe de deus,
sua orientação,
tem bom ouvido e presta atenção,
canta feliz a divina canção!
Do coração!
E , espirituosa!
Ao apertar-me, de leve, a face,
manifestando meiguice,
entre o singelo sorriso,
e o rosto,
de luz,
coroado, colorido, luzido;
e o meu, corado,
ao sentir-me querido...
e ao jeito descontraído, extrovertido,
com que descaradamente mente,
e exclama:
“Maaana! Mana, nem te conto... to no trânsito, ainda!...”
sentada à minha frente, num banco de praça, impunemente.
A pousar-me à vida!
Onírica vida...
Será?!...
ser há...
entreouvido pelo coração: “o amor é um exercício diário!”
Por besteira ou por destino?
Caminhar é preciso
Solidão é precisamente necessária
Tristeza é precisamente necessária
Felicidade plena em mundo de fome:
Covardia.
Instinto animal que domina
e homem que vai satisfeito com o gozo em dia
e a dor e o prazer que se encerram naquela menina
seu passado que repousa,
numa melodia
seu sorriso estridente,
mesmo na falta do pão de cada dia.
Quem quiser que duvide
da sua incumbência
já bati tambor e raspei cabeça pra minha.
Solidão é precisamente necessária
Tristeza é precisamente necessária
Felicidade plena em mundo de fome:
Covardia.
Instinto animal que domina
e homem que vai satisfeito com o gozo em dia
e a dor e o prazer que se encerram naquela menina
seu passado que repousa,
numa melodia
seu sorriso estridente,
mesmo na falta do pão de cada dia.
Quem quiser que duvide
da sua incumbência
já bati tambor e raspei cabeça pra minha.
O mapa não é o território
Acordei tardepara não ver o dia
queria conversar com a lua
ouvir o que ela me dizia...
Quando entendo
desaprendo
quando esqueço
me lembro.
De tudo que era pra ser
mas não era para acontecer
pois o observador
já definiu todo o conto
antes mesmo do veículo
ter ficado pronto
para tentar acordar
dentro desse outro sonho.
As escolhas
e atalhos
justificam
o caminho:
ora libertário
ora mecânico;
ora sagrado
ora profano.
Tento entender
o espaço
descobrindo
a agenda.
Atrapalho
o plano através
do verbo
e com a caneta.
Alivio minha
solidão num mundo
de animais
rabiscando
num papel
em terceira
pessoa...
Nessa corrida
de ratos
o felino
ainda não voa...
Pegou carona
com o disco voador
disfarçado de cometa
só assim viu
como eram as estrelas
alinhadas com
o planeta.
Com os mistérios
entre os dedos
e o sorriso engasgado
na boca
eu me calo
e finjo que tudo
não passa
de um grande faz de conta.
De olhos bem fechados
recebo algumas
migalhas como ajuda...
agradeço e reclamo
pelo dia da colheita
e o da semeadura.
Nesse mundo
de plástico orgânico
onde os corpos se encontram
e as almas perambulam
busco o centro
da roda
como
rota
de fuga...
queria conversar com a lua
ouvir o que ela me dizia...
Quando entendo
desaprendo
quando esqueço
me lembro.
De tudo que era pra ser
mas não era para acontecer
pois o observador
já definiu todo o conto
antes mesmo do veículo
ter ficado pronto
para tentar acordar
dentro desse outro sonho.
As escolhas
e atalhos
justificam
o caminho:
ora libertário
ora mecânico;
ora sagrado
ora profano.
Tento entender
o espaço
descobrindo
a agenda.
Atrapalho
o plano através
do verbo
e com a caneta.
Alivio minha
solidão num mundo
de animais
rabiscando
num papel
em terceira
pessoa...
Nessa corrida
de ratos
o felino
ainda não voa...
Pegou carona
com o disco voador
disfarçado de cometa
só assim viu
como eram as estrelas
alinhadas com
o planeta.
Com os mistérios
entre os dedos
e o sorriso engasgado
na boca
eu me calo
e finjo que tudo
não passa
de um grande faz de conta.
De olhos bem fechados
recebo algumas
migalhas como ajuda...
agradeço e reclamo
pelo dia da colheita
e o da semeadura.
Nesse mundo
de plástico orgânico
onde os corpos se encontram
e as almas perambulam
busco o centro
da roda
como
rota
de fuga...
Minha alma incendeia
com o fogo de Prometeus
Já matei o Minotauro
na casa de Zeus.
Ágape, Tanátos, Hades e Netuno
deixem eu beber o vinho de Dionísio
Antes que Shiva destrua o Mundo.
com o fogo de Prometeus
Já matei o Minotauro
na casa de Zeus.
Ágape, Tanátos, Hades e Netuno
deixem eu beber o vinho de Dionísio
Antes que Shiva destrua o Mundo.
Dedico esses versos ao meu grande amigo Só Ares Reis, que faz jus ao título.
Me mostrou o Ovo e a Galinha e os Poderes do Mito.
Me mostrou o Ovo e a Galinha e os Poderes do Mito.
No inverno
Impondo minhas idéias sobre a vida, terminei me desligando da realidade.
Tentando a perfeição sem ser humano, acabei pervertendo a própria sensibilidade.
Seguindo somente os meus desejos, acabei desperdiçando minha vida.
Engrandecendo-me, acabei sendo rejeitado.
Acomodando-se por demais, me tornei um ser fragmentado.
Sendo muito dependente dos outros, acabei abandonado.
Vivendo somente para o prazer, me senti frustado e insatisfeito.
Forçando os outros a me amar, acabei sendo odiado.
Dominando os outros para ter o que queria, acabei destruindo tudo.
Nada garante que a lagarta se tranformará numa borboleta.
Como é belo ver a sua luta pela vida.
Tentando a perfeição sem ser humano, acabei pervertendo a própria sensibilidade.
Seguindo somente os meus desejos, acabei desperdiçando minha vida.
Engrandecendo-me, acabei sendo rejeitado.
Acomodando-se por demais, me tornei um ser fragmentado.
Sendo muito dependente dos outros, acabei abandonado.
Vivendo somente para o prazer, me senti frustado e insatisfeito.
Forçando os outros a me amar, acabei sendo odiado.
Dominando os outros para ter o que queria, acabei destruindo tudo.
Nada garante que a lagarta se tranformará numa borboleta.
Como é belo ver a sua luta pela vida.
Um dia você compreende...
A diferença entre estar e ser
A diferença entre acordar e despertar
A diferença entre olhar e ver.
A diferença entre acreditar e perceber
A diferença entre pensar e observar
A diferença entre andar e caminhar
A diferença entre imaginar e mentalizar
A diferença entre evoluir e crescer.
A diferença entre criar e produzir
A diferença entre fazer e agir
A diferença entre vivência e experiência
A diferença entre essência e aparência
A diferença entre ensinar e converter.
A diferença entre tentar e se arriscar.
A diferença entre se relacionar e se entregar.
Eu sei, um dia você compreende.
A diferença entre acordar e despertar
A diferença entre olhar e ver.
A diferença entre acreditar e perceber
A diferença entre pensar e observar
A diferença entre andar e caminhar
A diferença entre imaginar e mentalizar
A diferença entre evoluir e crescer.
A diferença entre criar e produzir
A diferença entre fazer e agir
A diferença entre vivência e experiência
A diferença entre essência e aparência
A diferença entre ensinar e converter.
A diferença entre tentar e se arriscar.
A diferença entre se relacionar e se entregar.
Eu sei, um dia você compreende.
Ser a Si Mesmo
Ser si mesmo é tão difícil justamente
porque é simples demais
para o nosso orgulho-vício
de ser mais
A verdadeira opulência
é uma demência
O orgulho, entulho
Ser si mesmo
é não ser nada
Desfaça-se de si.
Abandone-se
Não tente nada,
nem isso tente.
Quem sabe você deslumbre o que é
E quem sabe não agüente
Conhecer a própria mente
Virar gente
Seja lá o que sinta
Ao tentar, não minta
Remove esse reboco,
raspe toda a tinta
da sua personalidade
Se descobrir um louco
É verdade.
Precisa
Ser louco de valente
Pra encarar a si mesmo de frente
Reconhecer seu tanto de demente
E ainda assim seguir em frente
Vivendo-se
Buscando-se
Transcendendo-se…
Sem Mágoas

Obrigado pelo empurrão
no último abismo
que eu jamais teria coragem
de sozinho me jogar
agora posso ir
e voar
até o limite
onde eu possa imaginar.
No erro
ou no acerto
a essência
está
na verdadeira
vontade
e intenção
Seja na inércia
ou em movimento
sou neutro
porque estou
com o coraçao.
E assim erro
sinto dor e aprendo
vou evoluindo
ao encontrar as raízes
do meu medo.
Vejo a vida
a vivo como quero.
Mesmo que para você
não seja o mais correto.
Para ser livre
é preciso
ter disciplina
como ensina
a canção.
De um extremo ao outro
vou seguindo na contra mão
que a recompensa
seja um verdadeiro abraço
de irmão.
Nas esquinas, praças
ou becos sem saída
só a fé
enxuga
as lágrimas
de quem caiu
da laje
lá de cima.
Entendi que o tombo
era pra entender
o outro lado
da vida.
Por que o sapo só pula quando ele precisa.
Aos ratos engravatados
Vejo as flores que brotam num rio sugis-mundo, as flores são belas o rio é imundo, e daí?!
Os bichos rastejantes passam e não prestam atenção, flores não emocionam ratos engravatados.Entram em nossa comunidade exaltando o que temos de pior, prometendo uma vida melhor, mas a beleza das flores não conseguem enxergar. Exploram nossas misérias criando centros sociais, método de lavagem cerebral.
O povo, sem outra opção, famintos imediatistas se agarra a migalha, iludidos com proteção.
Criam uma história de cinderela, igualando-se a nós; já foram vendedores de balas, ajudantes de pedreiro, catadores de papel, todas as profissões consideras baixas incluem em seu passado.
Famintos de nossa ignorância nos querem escravos, maldito seja os ratos engravatados, que vêm para nos enganar, não enxergam flores só dores.
Estamos com fome de saber das verdades escondidas, as mentiras que chegam até nossos ouvidos já são sabidas, querem nossos votos e depois vão embora, nos deixando a falsa esperança de uma próxima eleição.
Os bichos rastejantes passam e não prestam atenção, flores não emocionam ratos engravatados.Entram em nossa comunidade exaltando o que temos de pior, prometendo uma vida melhor, mas a beleza das flores não conseguem enxergar. Exploram nossas misérias criando centros sociais, método de lavagem cerebral.
O povo, sem outra opção, famintos imediatistas se agarra a migalha, iludidos com proteção.
Criam uma história de cinderela, igualando-se a nós; já foram vendedores de balas, ajudantes de pedreiro, catadores de papel, todas as profissões consideras baixas incluem em seu passado.
Famintos de nossa ignorância nos querem escravos, maldito seja os ratos engravatados, que vêm para nos enganar, não enxergam flores só dores.
Estamos com fome de saber das verdades escondidas, as mentiras que chegam até nossos ouvidos já são sabidas, querem nossos votos e depois vão embora, nos deixando a falsa esperança de uma próxima eleição.
Satori
Caminhando no meio,
devagar e lento,
atento espreito.
No silêncio do intento,
num cubo estreito,
entendo cada detalhe e
seu momento.
Observo a mim mesmo,
descubro todo eu mecânico
sua preguiça e o medo.
Recapitulando o que se perdeu,
quando a atenção estava errada,
tudo é vaidade,
rápido passa o tempo,
o vento passa...
Sou filho do ar,
do fogo,
da água
e da terra.
Morto e renascido
7 vezes,
acorda
o guerreiro
para guerra!
devagar e lento,
atento espreito.
No silêncio do intento,
num cubo estreito,
entendo cada detalhe e
seu momento.
Observo a mim mesmo,
descubro todo eu mecânico
sua preguiça e o medo.
Recapitulando o que se perdeu,
quando a atenção estava errada,
tudo é vaidade,
rápido passa o tempo,
o vento passa...
Sou filho do ar,
do fogo,
da água
e da terra.
Morto e renascido
7 vezes,
acorda
o guerreiro
para guerra!
Descobri que sou um anjo, além disso tenho 5 inimigos...
Mas com todo respeito:
Quente ou frio, por que morno eu vomito...
Mas com todo respeito:
Quente ou frio, por que morno eu vomito...
Sóis
No infinitoDo vão do espaço
Se espaça o tempo,
Não há cansaço !
No infindo imenso
De um tempo aço
Se espessa o vão
Que liberta o traço,
Forte num abraço !
Há muito mais
Do que esperamos ser,
Tem mais além
De onde podemos ver ...
Mais muito há
Do que pensamos ter,
Além do mais
Do que queremos crer !
Há bem mais sóis
Crestando entre as estrelas !
Vamos andando
Por aí ...
Brilhar
É o espaço siderar !
Há bem mais sóis ...
Há bem mais sóis,
Crestando entre as estrelas :
Confusos, tentamos vê-las !
Confusos, tentamos tê-las !
Confusos, tentamos ser
As estrelas !!!
(Mestre Ambrósio)
Se espaça o tempo,
Não há cansaço !
No infindo imenso
De um tempo aço
Se espessa o vão
Que liberta o traço,
Forte num abraço !
Há muito mais
Do que esperamos ser,
Tem mais além
De onde podemos ver ...
Mais muito há
Do que pensamos ter,
Além do mais
Do que queremos crer !
Há bem mais sóis
Crestando entre as estrelas !
Vamos andando
Por aí ...
Brilhar
É o espaço siderar !
Há bem mais sóis ...
Há bem mais sóis,
Crestando entre as estrelas :
Confusos, tentamos vê-las !
Confusos, tentamos tê-las !
Confusos, tentamos ser
As estrelas !!!
(Mestre Ambrósio)
Sazonal
Corpo fechado as ventos do sul
oeste é minha morada
o caminho é lento
como passos de tartarugas.
Decifrar o presente
é profetizar o passado
e descobri que o futuro
não passa de um solitário pretendido.
Compreendendo a padronização das vivências
descubro que as verdades são lúdicas
deixo de ser experimento
e volto a ser singular
eis a razão do exagero em mim.
Feto gerado em quintal
trago a marca da liberdade sobrevivida.
Não me toque.
queimo como fogo infernal
tenho a fome dos canibais
com única diferênça que é reter.
Sou o que molda as mentes alheias
e vou recebendo formas e variações
se um dia reclamei por maus julgamentos
é porque me fiz confusão.
oeste é minha morada
o caminho é lento
como passos de tartarugas.
Decifrar o presente
é profetizar o passado
e descobri que o futuro
não passa de um solitário pretendido.
Compreendendo a padronização das vivências
descubro que as verdades são lúdicas
deixo de ser experimento
e volto a ser singular
eis a razão do exagero em mim.
Feto gerado em quintal
trago a marca da liberdade sobrevivida.
Não me toque.
queimo como fogo infernal
tenho a fome dos canibais
com única diferênça que é reter.
Sou o que molda as mentes alheias
e vou recebendo formas e variações
se um dia reclamei por maus julgamentos
é porque me fiz confusão.
Samadi

No silêncio do quarto escuro
as respostas sussurradas num ouvido mudo
os dias e noites
de frio calor
e desordem
escorrem pela janela
deixo a porta entre aberta
as sombras espreitam pelas frestas
entre pulgas e carrapatos
mortos e feridos
num reflexo não refletido
a puta do beck
mendigando por amor
dentro do presídio
com hora marcada
para ter visita íntima
com o sorriso entalado
e as lágrimas da vida.
No avesso do absurdo
sou culpado e inocente
com A alma em fuga
mapeando os labirintos da mente
sem pressa, sem atalhos com muitos vícios
de rebeldia e tumulto
perdido no território do mundo
vou procurando a essência
no meio de se achar
tudo isso
estou devendo
e ainda levo prejuízo
mas percebo e ainda sinto
estando morto
ou vivo.
as respostas sussurradas num ouvido mudo
os dias e noites
de frio calor
e desordem
escorrem pela janela
deixo a porta entre aberta
as sombras espreitam pelas frestas
entre pulgas e carrapatos
mortos e feridos
num reflexo não refletido
a puta do beck
mendigando por amor
dentro do presídio
com hora marcada
para ter visita íntima
com o sorriso entalado
e as lágrimas da vida.
No avesso do absurdo
sou culpado e inocente
com A alma em fuga
mapeando os labirintos da mente
sem pressa, sem atalhos com muitos vícios
de rebeldia e tumulto
perdido no território do mundo
vou procurando a essência
no meio de se achar
tudo isso
estou devendo
e ainda levo prejuízo
mas percebo e ainda sinto
estando morto
ou vivo.
MANDA QUEM É PELASACO, DESOBEDECE QUEM TEM JUÍZO.
Lua Cheia do Buda na Era do Kali Yuga

Um rio que corre para se fundir com o mar
Na busca de uma comunhão que supere
a simples comunicação
Sem sujeito, nada de objeto
Se dissolver com o Todo
sendo como um bambu oco.
O orgasmo total da unidade
o silêncio da verdade
o vazio do universo
o vácuo, do verdadeiro ser.
Sem procurar
apenas estar.
Repleto de amor e confiança.
Nem a favor, nem contra.
Fluido, desprendido e natural.
O que é bom? Ou o que é mal?
Viajando com o coração
sem dar atenção a mente tagarela
a domino em oração.
Flutuando nas ondas da vibração
sem saber para onde ir
nem de onde veio
apenas sendo.
Bonito ou feio.
Tudo está aqui
e agora.
Não precisa ter medo.
Sou o útero
a semente.
Não sou isto
nem aquilo
não sou ninguém.
Apenas correntes de energia
cruzando entre si
uma cebola com falsas camadas
de um mentiroso ego.
Não sou nada.
Sou Tudo.
Apenas sinto e deixo passar
Se quero rir, sorrio.
Se quero chorar, choro.
Pois o único pecado
é a ignorância...
Meus olhos são janelas
meus ouvidos apenas portas.
Meus pensamentos são como
nuvens que vagueiam pelo céu
não tem raízes, nem lar
chega de distinção
ou discriminação
não preciso julgar.
Por que o ódio não existe
é apenas ausência de amor...
A ira não existe
é apenas ausência de compaixão.
O esquecimento é a escuridão
e eu ainda não me recordo.
Sou a ausência de algo possível...
A sombra da luz do meu verdadeiro
EU.
Quando a gota desaparece
volto a ser o oceano
se te abraço
é por que te amo.
Estarei mais a vontade...
cada vez mais no aqui e agora
cada vez mais em ação
cada vez menos em atividade.
Cada vez mais oco, vazio e passivo...
mas nunca submisso.
Um observador indiferente
sem nada esperar
sem nada desejar.
Estar feliz comigo mesmo
Viver na eterna celebração
sem se preocupar com o erro
ou pressa pelo acerto.
Plantei uma flor no jardim
e recebi toda a existência
Maltratei uma flor
machuquei milhões de estrelas.
Quando no mais baixo
puder ver o mais alto
e quando no pior inferno
criar o céu
então tornaste um artista da vida.
Um bobo, voltou a ser criança
se tornou um sábio.
Pois o amor é igual a morte.
O corpo perde as fronteiras
o eu já não existe mais.
Nos fundimos uns nos outros...
bem vindo a teia cósmica
conectada em vários planos.
A verdade não é uma descoberta
é uma redescoberta
já existia em mim.
já estava em mim
já nasceste em mim.
Por que sou o caminho, a verdade e a vida.
A Suprema compreensão
transcende tudo isto e tudo aquilo.
A suprema ação
contém grande produtividade sem apego.
A suprema realização
é compreender a imanência sem desejo.
Porque com a esperança vem o futuro,
com a esperança vem o desejo,
com a esperança vem o esforço para progredir,
com a esperança vem a avidez para ter mais,
com a esperança vem o descontentamento -
e, então, como é natural, surge a frustração.
Alcança a realização interior,
Inata, sem esperança - sem ir a qualquer alvo,
Sem pressa, sem precipitação;
Aprecia, apenas... cada momento.
Portanto, se és, autenticamente, sinceramente, um inquiridor,
procura alguém com quem possas firmar
um profundo compromisso,
com quem possas mergulhar no Desconhecido.
Sem isso, perambulaste durante muitas vidas
e perambularás.
Sem isso, a suprema realização não será possível.
Arma-te de coragem e dá o salto.
Diz Jesus:
Se te perderes, alcançarás.
Se te agarrares a ti mesmo, perder-te-ás.
Se morreres, renascerás.
Se puderes apagar-te completamente,
Tornar-te-ás eterno, tornar-te-ás a própria eternidade.
Dei
minha boca, que é quente
procura a tua, que é muda
e meu peito explode a cada nova tentativa de expansão
ele acelera e lera a cada novo exílio pronde vai meu amor
e eu sumo...sumo no meio das tuas unhas
dos teus poros
e dos teus sonhos
que eu nem sei, mas bem que podem ser dos meus
e a cama é pouco
a brasa queima fazendo furos na pele molhada
vou como um rio
sigo inundando as cidades
destruindo as encostas vermelhas em chamas
eu nem me aguento mais em mim
ai que meus dedos já são as chamas encandecentes dos pássaros em disparada
o ar, o céu, a noite enorme
e eu, ardendo...
nada que seja proibido cabe aqui dentro
nenhuma espécie de proibição,
nem as de cordialidade (talvez essas muito menos)
cabe dentro, ou fora, do meu desejo! (Distante)
***"SÃO MUITOS
RINOCERONTES
PISOTEANDO OS GIRASSOIS
DO MEU JARDIM
NOTURNO.
ALTA LUA,
ALTAS HORAS...
NÃO DURMO
E
TEU NOME DANÇA"
(G.B)
procura a tua, que é muda
e meu peito explode a cada nova tentativa de expansão
ele acelera e lera a cada novo exílio pronde vai meu amor
e eu sumo...sumo no meio das tuas unhas
dos teus poros
e dos teus sonhos
que eu nem sei, mas bem que podem ser dos meus
e a cama é pouco
a brasa queima fazendo furos na pele molhada
vou como um rio
sigo inundando as cidades
destruindo as encostas vermelhas em chamas
eu nem me aguento mais em mim
ai que meus dedos já são as chamas encandecentes dos pássaros em disparada
o ar, o céu, a noite enorme
e eu, ardendo...
nada que seja proibido cabe aqui dentro
nenhuma espécie de proibição,
nem as de cordialidade (talvez essas muito menos)
cabe dentro, ou fora, do meu desejo! (Distante)
***"SÃO MUITOS
RINOCERONTES
PISOTEANDO OS GIRASSOIS
DO MEU JARDIM
NOTURNO.
ALTA LUA,
ALTAS HORAS...
NÃO DURMO
E
TEU NOME DANÇA"
(G.B)
Realismo Fantástico
Se não rir o bicho pega.Se pensar o bicho come.
A arte é do esquecimento
já que agora uso outro nome.
Duas árvores
Duas árvores
e a proibição.
Uma troca de favores
uma chave para
um tesouro de poderes
e a mente na prisão.
O poder da criação
é o grande afrodisíaco
é o grande afrodisíaco
toda forma de controle
baseada em carinho.
Civilizados e selvagens
divididos no mesmo ninho.
Perdidos entre o amor e o egoísmo.
A batalha sendo travada
em todos sub-níveis.
O império contra ataca
e que venha o novo feudalismo.
Um só mundo
todo mundo se divertindo
rebolando até o chão...
pra esquecer que no jogo de xadrez
será o eterno peão.
É bem mais alto
e fundo do eu poderia imaginar.
Não sei se rio ou choro
pela oportunidade
de ter como participar.
Nada é por acaso
e o quebra cabeça
todo encaixado desmoronou de cima pra baixo...
perdi até minha colcha de retalhos.
E o pior é a angústia de saber que é tão pouco.
E o pior é a angústia de saber que é tão pouco.
E ainda assim se achar
tão importante.
Um ser espiritual
com comportamento animal
e arrogante.
Viva a liberdade de escolha
Viva a liberdade de escolha
que venha os demônios do ego
e todo retorno em prejuízo.
Aceito todos os riscos.
É matar ou morrer
o inferno ou o paraíso.
Indo de um lado para o outro
esgotando as possibilidades
quero estar em todos os cantos
aprender a transformar chumbo em ouro
entender os sentimentos humanos
e por que não trapacear no jogo?
E como jamais saberei qual é o meio e o fim mesmo...
E como jamais saberei qual é o meio e o fim mesmo...
vou evitando a dor
e esquecendo que também finjo...
e esquecendo que também finjo...
comendo, copulando,
jogando conversa fora
jogando conversa fora
e dormindo.
Ego Trip no Zôo Virtual
Poeta, vagabundo marginal,
xamã esquizofrênico,
gatinho polêmico
ou um mero escritor.
Sem diploma
ja fui professor...
Contador de histórias
ou hipnotizador...
Camelô digital
macaquinho clicador.
Posso ser uma engrenagem
de um trabalho cósmico
ou um eletron disperso
de comportamento nada linear
sempre confundindo o observador.
Destruidor de paradigmas
guerreiro ninja
pode criticar a rima.
Caminho pelos bastidores
pra saber quem comanda
o roteiro da vida.
Conhecendo os códigos do sistema
brinco em cena
pra não me tornar um escravo
desse maldito esquema.
Questiono os arquétipos
construo egrégoras
decifro as alegorias
conheço os símbolos.
Não tente me classificar
não preciso de títulos.
Dia e noite na labuta
tradição oral
é pra quem presta
atençao e escuta...
as conversas das torres
aprende com as dores
não se aliena com as cores.
Sorri dos paradoxos
bota lenha na fogueira
e pelas brechas
acende a bomba
e espreita.
Agradece a Deus
e pede licença ao capeta.
Atuandante do palco terrestre
apreciador da agricultura celeste
psiconauta do labirinto
renasci no sertão do agreste
pra tirar o véu
que me adormece.
Profeta visionário
Maluco panfletário
.i.diota, otário
Autônomo sem horário.
Sem pai, sem mãe
sem genealogia...
não tendo princípio de vida
nem fim de dias...
De faraó do Egito
filho da puta,
samurai haxixin
a playboy metido.
x9 do ovo
O V de vingança
do pisciano lunar
cheio de esperança
de sair do previsível
e enxergar algo novo.
Marcando gols pelo subúrbio
ou rompendo com 7º circuito
entre a intuição e o impulso
às vezes tomo banho e durmo sujo.
"aliciador" de menores
me conecto com o provedor
das conexões sinápticas maiores.
Traficante, mas de informação
um eterno aprendiz
da sagrada transmutação.
Aliado da morte
jogo o i ching pra ver minha sorte
as cartas e a palma da mão
revelam o destino
de quem nasceu para ser um camaLeão.
Com a casa VII em Escorpião.
Sempre me fingindo de bobo;
porque o mal do urubu
é achar que o boi tá morto.
Engenheiro Hedonista
Pastor e caçador
Espião da plebe
ou um mago do caos anarquista?
Hierofante Tantrista
Agente sufista
ou iniciado satanista?
Sou o Todo. Sou o nada.
Sou o caos e a ordem.
Sou masculino e feminino.
O amor e o ódio.
No final das contas, só os justos prevalecem.

xamã esquizofrênico,
gatinho polêmico
ou um mero escritor.
Sem diploma
ja fui professor...
Contador de histórias
ou hipnotizador...
Camelô digital
macaquinho clicador.
Posso ser uma engrenagem
de um trabalho cósmico
ou um eletron disperso
de comportamento nada linear
sempre confundindo o observador.
Destruidor de paradigmas
guerreiro ninja
pode criticar a rima.
Caminho pelos bastidores
pra saber quem comanda
o roteiro da vida.
Conhecendo os códigos do sistema
brinco em cena
pra não me tornar um escravo
desse maldito esquema.
Questiono os arquétipos
construo egrégoras
decifro as alegorias
conheço os símbolos.
Não tente me classificar
não preciso de títulos.
Dia e noite na labuta
tradição oral
é pra quem presta
atençao e escuta...
as conversas das torres
aprende com as dores
não se aliena com as cores.
Sorri dos paradoxos
bota lenha na fogueira
e pelas brechas
acende a bomba
e espreita.
Agradece a Deus
e pede licença ao capeta.
Atuandante do palco terrestre
apreciador da agricultura celeste
psiconauta do labirinto
renasci no sertão do agreste
pra tirar o véu
que me adormece.
Profeta visionário
Maluco panfletário
.i.diota, otário
Autônomo sem horário.
Sem pai, sem mãe
sem genealogia...
não tendo princípio de vida
nem fim de dias...
De faraó do Egito
filho da puta,
samurai haxixin
a playboy metido.
x9 do ovo
O V de vingança
do pisciano lunar
cheio de esperança
de sair do previsível
e enxergar algo novo.
Marcando gols pelo subúrbio
ou rompendo com 7º circuito
entre a intuição e o impulso
às vezes tomo banho e durmo sujo.
"aliciador" de menores
me conecto com o provedor
das conexões sinápticas maiores.
Traficante, mas de informação
um eterno aprendiz
da sagrada transmutação.
Aliado da morte
jogo o i ching pra ver minha sorte
as cartas e a palma da mão
revelam o destino
de quem nasceu para ser um camaLeão.
Com a casa VII em Escorpião.
Sempre me fingindo de bobo;
porque o mal do urubu
é achar que o boi tá morto.
Engenheiro Hedonista
Pastor e caçador
Espião da plebe
ou um mago do caos anarquista?
Hierofante Tantrista
Agente sufista
ou iniciado satanista?
Sou o Todo. Sou o nada.
Sou o caos e a ordem.
Sou masculino e feminino.
O amor e o ódio.
No final das contas, só os justos prevalecem.

O dia do reencontro
não pode dizer que é.
Os sentidos confundem
as aparências enganam
são tantas perguntas
sem respostas...
Que é mais confortável
repetir a mesma dança.
E nessa confusão de línguas
é tão fácil manipular a auto estima
jogar a isca justamente naquilo
que precisa.
E ainda soltaram a faísca
quando me disseram pra ser mais político
Não diga isso pra quem
acabou de renascer
depois de cair no precipício.
Cansa ter que atuar
pra não ir para um hospício.
Eu prefiro ser mais polido
me descobrir enquanto
a maioria se distrai com o circo.
Por que se eu repetir essa fórmula
conhecendo os disfarces
me torno um vampiro...
aí meu querido
te sugarei em doses homeopáticas
pra me sentir mais vivo.
No inferno da solidão
descobri a verdadeira transmutação
sem aplausos, carinho ou elogio.
Sem tapinha nas costas
ou falsos sorrisos...
Julgamentos acontecem apartir
do que convém...
não tem importância
se faz o mal ou o bem...
mas assumir os riscos das escolhas
e a punhalada da consciência
quando se está frente a frente
no espelho com mais ninguém.
Tem gente achando que está pensando
quando apenas está reconfigurando
seus preconceitos
repetindo sempre o mesmo
feito e efeito.
Se achando mais esperto
Só por que ouviu falar
de um segredo.
A pontinha do iceberg
que nem escalou
apenas escutou...
Aumentando ainda mais
a dose do veneno.
Por isso agora falo menos
pra pensar mais.
Me exponho te confundindo
me liberto quando te ensino
mesmo que não enxergue o que está por detrás.
Ninguém precisa saber a dor que carrego
ou o prazer que me satisfaz...
Sou um psiconauta no labirinto
a espera do Absinto.
Não pense que é uma bebida
mas o início pra saída,
que está em mim
em como interpreto a vida.
Na busca de um reconhecimento
que nunca veio
tive o retorno
do todo que é a soma das partes
com o meio...
não sou artista
mas faço arte
quando junto Vênus com Marte
ouvindo o que cada um tem a dizer
tanto as mentiras
quanto as verdades.
Sentindo os dois pólos
da mesma realidade.
Já que eu sei do amanhã
vivo o hoje
sangrando e me curando
sem precisar ir ao divã.
É tanto medo e carência
orgulho e remorsso
certeza e ódio...
das mimadas crianças
que deixam de brincar
pro jogo virar um negócio.
Deixamos de ser amigos,
para nos tornarmos sócios.
Num caminho sem propósito.
Falamos em amor, mas o que fazemos
é uso de corpos
na busca de um instante de alívio
que depois se torna num imenso vazio.
Alimentando o vício do ócio.
Me arrepio quando lembro do inimigo
o quanto estou preso ao meu
próprio umbigo...
A batalha é travada agora
entre eu e mim mesmo
na tão esperada Era de Aquário;
Carrego minha cruz pelo calvário
caindo e levantando
tentando chegar do outro lado
é preciso o sacrifício
é preciso o martírio
antes do último suplício...
antes do último suspiro.
"Eu me entrego somente ao que chegou à crucificação, resistindo aos embates dos quatro elementos. Amo somente aos que tem sabido apurar a copa da amargura, das traições, do escárnio e a mofa, perseguições, calúnias e difamação; àqueles que tenham persistido com valor, sofrendo da solidão do espírito em um mundo de animais. A mim se chega depois de haver recebido a calúnia e a difamação, que são as provas do ar; dos golpes e das perseguições, que são as provas da terra; dos vícios e das tentações sensuais, que são as provas da água, e depois de haver dominado as ambições descontroladas, que são as provas do fogo."
Não via fundamento em admitir solicitudes extraviadas pela razão de não se dar ouvidos ao que diz o SIM. Via penas, via voltas, via meios. E viu o dom de negar dominar e atrapalhar a fluidez dos gestos. Viu um buraco profundo e misterioso tragar os suspiros e os arrepios. Se alguém vier e me emprestar uma boa lanterna, eu vou agradecer bastante, pode crer! Eu vou dizer: VEJA! OLHE PRA DENTRO! É BEM AÍ QUE PODEMOS ENCONTRAR O PROCURADO.
(alzira distante)
Me impuseram um enredo, nem mesmo me deram a chance de escolher a sequência de números que me identificaria. Quiseram numerar também meu peito. Saber qual é a lógica de absorção de sensações latentes em cada centímetro sob pele desse corpo que me foi emprestado por incerto tempo. A qualquer momento posso abandoná-lo. Ou alguém pode vir e me mostrar como é fácil saber onde é que ficam os trilhos mais próximos. Não me deixo enganar então, tento continuar propagando abraços e a idéia de que a vida também pode ser tempo de evolução. Alguém me inspirou bondade e coragem. Passo adiante, com os sonhos à flor da pele e o coração cheio de respeito. Os números não podem identificar o que se passa em nossa imensidão.
(alzira distante)
Me impuseram um enredo, nem mesmo me deram a chance de escolher a sequência de números que me identificaria. Quiseram numerar também meu peito. Saber qual é a lógica de absorção de sensações latentes em cada centímetro sob pele desse corpo que me foi emprestado por incerto tempo. A qualquer momento posso abandoná-lo. Ou alguém pode vir e me mostrar como é fácil saber onde é que ficam os trilhos mais próximos. Não me deixo enganar então, tento continuar propagando abraços e a idéia de que a vida também pode ser tempo de evolução. Alguém me inspirou bondade e coragem. Passo adiante, com os sonhos à flor da pele e o coração cheio de respeito. Os números não podem identificar o que se passa em nossa imensidão.
Era uma vez essa vontade de sumir!
Abismei-me
traguei a mim
num abismo mesmo...
um desses longos
bem pro fundo
e lá, bem longe
vi um flash de qualquer coisa clara
que iluminava
minhas pálpebras
minhas unhas
e meus pêlos
esses últimos também se arrepiaram
senti pela espinha um ar de asas brotando
e no ventre, bem perto do umbigo
senti arrepios
os de explicação por escrito improvável...
depois de sentir isso
mal posso imaginar de onde é que vem a razão. (Distante)
*** Era uma vez ela, que via raios de sol nas noites nubladas. Era uma vez Deus, que dizem ter criado o coração disparado dos homens. Nada em volta parecia fazer sentido... e quem foi que disse que há? As placas eram enormes, tinham nomes de ruas e de bairros. Pareciam dar direções. Havia outras também, maiores ainda. Essas com modelos de gente, de apetite, de comportamento, com modelos de atitude. Ufa! Pensou ela. Me sinto segura agora. Há placas pela cidade que me dizem por onde ir, como agir e o que pensar...eu não preciso mais raciocinar...e Deus deu um jeito de disparar ainda mais seu coração.
traguei a mim
num abismo mesmo...
um desses longos
bem pro fundo
e lá, bem longe
vi um flash de qualquer coisa clara
que iluminava
minhas pálpebras
minhas unhas
e meus pêlos
esses últimos também se arrepiaram
senti pela espinha um ar de asas brotando
e no ventre, bem perto do umbigo
senti arrepios
os de explicação por escrito improvável...
depois de sentir isso
mal posso imaginar de onde é que vem a razão. (Distante)
*** Era uma vez ela, que via raios de sol nas noites nubladas. Era uma vez Deus, que dizem ter criado o coração disparado dos homens. Nada em volta parecia fazer sentido... e quem foi que disse que há? As placas eram enormes, tinham nomes de ruas e de bairros. Pareciam dar direções. Havia outras também, maiores ainda. Essas com modelos de gente, de apetite, de comportamento, com modelos de atitude. Ufa! Pensou ela. Me sinto segura agora. Há placas pela cidade que me dizem por onde ir, como agir e o que pensar...eu não preciso mais raciocinar...e Deus deu um jeito de disparar ainda mais seu coração.
Eu, primata

Descendente de Caim
rebelde nephlin
recebi a adaga
do nobre querubim.
Beijei o olho da serpente
posso enxergar la na frente
traí os ritos
pra disseminar a semente.
Engrenagem da Ordem
de Melquisedec
cada honra
tem quem merece...
De outras vidas
no Egito
o batizado
no rio Nilo
ou cigano pelos caminhos
das índias...
meus grandes amores
reencontro nessa vida
meus desafetos
todos membros da família.
Retirando os véus
da mentira
aprendo a cada dia
no deserto do real
discernir entre uma miragem
e o peso da substância.
Participo da dança
da ilusão
vibrando
no meu próprio ritmo.
Procurando encontrar
o par certo
para transmutar
ao infinito...
As mil e uma noites
desvendando a criação
do paraíso.
Um eterno aprendizado cósmico
da hierarquia celestial
para depois de vários ciclos
evoluir para o super chimpanzé
ou se transformar num pequeno vírus.
E não importa em qual altura
se encontra na pirâmide
nesse jogo de contrastes
e paradoxos
Existem miseráveis de espírito
empanzinando-se no topo
e sábios disfarçados de mendigos.
bad trip depois de um acarajé estragado.

as ruas largas dessa cidade, a outra
o sobe e desce que deixa os olhos tontos
e o estômago leso.
nada disso parece comportar tantos peitos em chamas.
são muitos os sorrisos mal comportados então.
aqui não dá pra passar com meu senso de direção
não sei aproveitar nada
não sei versar
nem sei cantar
tantas vezes só pareço passar
e longe.
longe dos afetos
dos desejos
dos olhares.
eu não percebo
não reajo
me sinto inútil.
me sinto inútil
diante de taaaanta vontade de revolução que vejo por aí.
então sou só mais uma?
só isso
e nada mais?
nada?
mas...o que é que tem isso?!
somos tantos...
uma "sociedade inteira"
e eu ainda vim de longe pra ver tudo isso.
até minha pele parece reagir
e por onde será que ando quando tudo tá acontecendo?
quando será que esse autismo passa?
egoísmo do caralho...
a verdade é de acordar
e rápido! (a. distante)
***teria nossa companheira chamada Alzira Distante perdido totalmente sua capacidade de escrever poemas? Teria ela algum dia realmente dominado essa capacidade?
A charada do criador
A respiração inspiraa dor ilumina
a solidão expia
a hipocrisia das almas
em letargia contagia.
Há muito tempo quis ser lido
pra mostrar que existo
hoje grito no seu ouvido:
nada , absolutamente nada
do que te disseram
faz sentido.
Não dê ouvido
ao seu próprio umbigo.
Sentiu o que eu disse?
A angústia é global
e cada um foge de si
a sua maneira.
Atrasando ainda mais
a brincadeira.
Todo mundo carente
sorrindo com o presente.
Nessa contradição
é melhor pegar a contra mão.
O que adianta essa batalha
que não te leva ao infinito?
Ocupados e distraídos
vagamos divididos.
Dormindo ou sonhando
esquecemos do plano.
Quem está ao nosso lado?
Deus ou o diabo?
Enquanto você brinca de faz de conta
tem gente pagando a conta.
Nos enterramos em nós mesmos
cheios de certezas
em verdades que não passam de mentiras
cercados de objetos
numa linguagem viciada que limita
e causa conflito...
vou correr pelo mesmo motivo?
Numa luta sem vitória
esqueça sua pseudo história
me mostre o que tem além da máscara
que eu te dou tudo que tenho...
uma simples conversa
a brisa leve que eleva
a água da cachoeira
e um singelo sorriso...
Por que a liberdade da verdade e as coisas mais simples são dádivas que não posso desistir.
Você viu?
Eu queria a sabedoria dos ignorantes.
Que nada sabem
e qualquer coisa satisfaz.
Que falam de tudo
e não dizem nada.
A cerveja gelada
a música alta
e o rebolado até o chão.
Me dá um beijo
em troca de uma ilusão.
Viva a festa
o pão e o circo!
Que a cada dia vão ficando mais caros.
Pois o mais fraco tem que morrer
pro mais forte sobreviver
realizar seus sonhos
e se ver na tevê.
O vírus se espalha pela cidade
o egoísmo se torna necessidade
nesse jogo de cartas marcadas
pior cego é aquele que vê.
E não sabe o que fazer
para aliviar a dor de saber
ter que fingir para conseguir esquecer.
Que nada sabem
e qualquer coisa satisfaz.
Que falam de tudo
e não dizem nada.
A cerveja gelada
a música alta
e o rebolado até o chão.
Me dá um beijo
em troca de uma ilusão.
Viva a festa
o pão e o circo!
Que a cada dia vão ficando mais caros.
Pois o mais fraco tem que morrer
pro mais forte sobreviver
realizar seus sonhos
e se ver na tevê.
O vírus se espalha pela cidade
o egoísmo se torna necessidade
nesse jogo de cartas marcadas
pior cego é aquele que vê.
E não sabe o que fazer
para aliviar a dor de saber
ter que fingir para conseguir esquecer.
E você samba de que lado? E de que lado você vai sambar?
Inquieto
O tiro saiu pela culatraentrou pela garganta
e não quero mais conversa fiada...
de terceiras intenções
e frases macias
eu já tô cheio...
Nessa esquizofrenia mais que abstrata
não sei de mais nada.
Caminho sem caminho
vejo no final um precipício
mais um fim e outro início.
Fujo do quarto pela janela
vejo um corredor e
entro na sala mas a porta
esta trancada.
Queria ser o herói e
percebo que sou uma formiga
a ser esmagada...
Me perco com o reflexo do espelho
mais um macaquinho condicionado
sem emprego.
Descubro mais um segredo:
disciplina, respiração
e silêncio.
Mas não consigo me manter
assim por muito tempo.
Se antes eu sonhava
hoje já nem durmo mais...
apaguei o passado
fiz um acordo com o presente
e não sei mais nada do futuro.
Fiz bondades em troca de lealdade
e hoje só ficou a saudade...
Com a maldição da loucura
não soube interpretar outros personagens
vou recarregando no inferno as forças
para transmutar a realidade.
Pago pelos meus erros e devaneios
quero a dor que mereço...
um objeto de carne
fora da validade
não consigo sorrir
só com alguma finalidade.
Todas as certezas e máscaras
na fogueira das vaidades...
me sinto nú e só.
Em liquidação e sem preço.
Sem inspiração
para um novo enredo...
escravo da incerteza
e do medo...
Eu só queria saber ao menos
no que agarrar
pois o extremo da lucidez cega
tudo fica claro
e ao mesmo tempo escuro
quase tudo obsoleto.
E o caminho do meio...
esse é reto, sem volta.
Com a morte
do lado esquerdo
e o coração ardendo...
será que ainda o tenho?
os dias passam na velocidade de um pavio de bomba, ACESO.
é um filme. eu sei.

Noite de Lua Cheia
Tinha quer se em Cancer
Dualidades
Sincronicidades
Conexão
a vida
é um filme
onde
tudo
faz
sentido
descubro
sentindo.
O livro.
Santa erva
com sangue
interesses
e amônia.
Faz
ver a maya
e fazer magia.
Números
Uma viagem
informações
celestiais...
Utopia
Profecia
tantas mentiras...
Um passe
renasce
e morre
e renasce
o choro
verdadeiro
o sorriso
também.
Abro os
braços
e as
portas
pro mal
e pro bem.
Uma canção
numa esquina
vibro
na dor
no odio
ou no amor
esqueço
quem sou
Mas lembro
o chamado
que me despertou
Peço desculpa
pelo egoísmo
a preguiça
e o medo.
Tenho que
seguir
antes
que
minha
alma
tenha
um
preço.
1 1 1 1 1
.i.
Aquele que desconhece é um ignorante.
Aquele que ignora é um covarde.
Aquele que sabe e diz que é mentira, esse é um hipócrita.
Aquele que ignora é um covarde.
Aquele que sabe e diz que é mentira, esse é um hipócrita.
desabo em desabafo sem afago e vago

Fugindo do menino
se escondendo do inimigo
entre a cruz e a espada
sou justo e canalha.
Mais um comédia da vida privada.
O que está no alto
se reflete no asfalto
a vida imita a ficção
crianças agora preferem o vilão
sinto o cheiro
e confundo a emoção
me sinto só no meio da multidão.
vamos seguindo a canção
ao virar os "oínho"
se diz eu te amo
se esquece do perdão...
semelhantes se tornam estranhos
por não enxergarem
o que se tem dentro do coração.
Ninguém fala mais a mesma língua
é difícil nao perder a linha
nessa loucura que se tornou a vida...
cada um buscando sua própria saída.
Um turbilhão de emoções
de gestos e falsas conclusões
não entendo o que sinto
me perco quando minto
fujo de mim,
não consigo por em prática
tudo que digo
em meio a essa contradição
na confusão da matéria com o espírito
preciso de grana pra construir meu abrigo
sou um quebra cabeça fictício
um átomo vazio
a procura do divino.
As horas caminham rápido
tudo que pego
escorre pelos dedos...
Oh Saturno senhor do tempo!
Não deixe eu consumir meu próprio veneno
quero sentir o mundo
pagar pelos meus erros.
É muito fácil oferecer conselhos
com a casa arrumada
julgar as aparências
com convicções pré fabricadas
enquanto isso
vou vivendo e aprendendo
melhor ser morto enquanto vivo
do que vivo mas morto por dentro.
"A quem muito lhe foi dado, muito lhe será cobrado, a quem nada lhe foi dado, até isso lhe será tirado."
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