é isso.


Fora do senso comum
rasgando a realidade consensual
inimigo do ethos tribal
sou o filho marginal
astuto como a serpente
simples como uma pomba
caminho estreito e sem grana.
Ovelha negra da família
chegou a hora da ousadia
se desgarra do bando
conheço a agenda
desvendei o plano
enquanto a maioria faz festa
eu observo pelos cantos...
quando caio
eu mesmo me levanto.
E não venha de conversinha
já passou o tempo da mentira
vem chegando o grande dia
quero ver quem é quem
quando acabar a comida.
Vão se lembrar de mim
na hora da visita.

Nuvem que passa...


Nascemos numa determinada condição. Temos uma família, amigos e amigas que vão se agregando com o passar dos anos, relacionamentos, por vezes constituímos família e vêm os filhos e filhas e, de repente, nos descobrimos já enredados em toda uma história de vida, composta por nossos atos, por nossas vivências. Temos nosso trabalho, nossa vida social, nossas buscas... Na maior parte das vezes não notamos isto acontecer, somos levados pelas situações de vida, uma após a outra e de repente descobrimos que somos "o que fizeram de nós". O primeiro e mais difícil passo na trilha dos invisiveis é lidar com o "que fizeram de nós". E o que fizemos de nós.

É muito difícil isso, mesmo quando pregamos que devemos mudar e tal e tal estamos usando toda uma sintaxe e modo de agir e um portar-se completamente escravizado ao que "fizeram de nós". E óbvio o que fizemos de nós. Pensar como vítima, só atrasa.

Passamos a vida repetindo as mesmas histórias, as mesmas rotinas, as mesmas frases, depois é uma enfadonha variação sobre o mesmo tema, muitas vezes nem tão ampla assim, apenas o repetir e o repetir dos mesmos diálogos, dos mesmos medos, das mesmas carências, dos mesmos conceitos prontos.

Este é o primeiro ponto que o caminho dos invisíveis toca, somos criaturas de inventário. Vivendo construímos uma vida, relacionamentos, geramos uma imagem que as pessoas se fiam, a ponto de poderem mesmo prever como vamos reagir numa situação. E gostamos disso. Dizemos : "Sou assim" , ou ainda "é meu jeito" , "sou desse jeito" , "me conheço".

Quando nos dedicamos a uma sincera e profunda observação de nós mesmos vamos descobrir que o pretenso "eu" inexiste enquanto tal, isto é enquanto entidade singular, somos é aglomerado, uma aglomerado de sentimentos, de jeitos de reagir, de emocionar e raciocinar que de manhã quer uma coisa, de tarde outra e a noite outra.

Isto não é um tema para "crer" é algo para se observar e constatar. Muitos caminhos propõe vários exercícios de auto observação para que possamos constatar o fato dessa multidão disfarçada de "eu" que somos, assim como a inexistência, até que trabalhemos para, de um ente singular e consciente em nós.

Há duas formas de abordar o caminho dos invisíveis . Podemos usar as informações "místicas" para melhorar nossas vidas, como podemos usar as informações médicas para viver com mais saúde. Mas isso não nos faz invisiveis ou médicos, nos faz pessoas mais espertas que a média, que usam de conhecimentos mais especializados para viver com mais qualidade.

Agora, pretender SER um invisível é outra coisa, outro departamento e não é para espíritos fracos, indecisos, que querem apenas melhorar sua "condição de vida" mas não tem as "vísceras de aço" e o "amor a vida", senso crítico, rebeldia, e uma mente ativa, curiosa e questionadora que os videntes vêem como condições básicas para a ousadia de enfrentar a imensidão que nos envolve.

Por isso é importante deixar claro que existem muitos caminhos de Xamanismo, caminhos que exigem muito menos que o Xamanismo invisível...

Não são caminhos "menores", "menos evoluídos", "mais fracos", não, nada dessas bobeiras comparativas, apenas são outros caminhos e tem todo seu valor , devem ser respeitados, tem suas metas, mas não devemos confundir o xamanismo invisível com toda sua exigência de disciplina e dedicação com outros caminhos ...

O primeiro passo para quem pretende iniciar-se na árdua trilha do invisível é saber que a vida comum ficou para trás. Não adianta querer ser mais ou menos, querer ficar com um pé em cada canoa, ou tu passas a dimensão mítica do invisível que é um estado de sonho acordado, um mito que foi gerado num passado incalculável, na imensidão desconhecida do espaço-tempo e chega até nós ou é melhor assumir que queremos apenas tirar dicas desses conhecimentos para melhor viver, como alguém que lê obras médicas para se informar sobre um viver saudável, mas não quer ter o trabalho de se formar médico. Tu podes saber muito de medicina e isso te ajudar bastante em tua vida, mas isso não te expõe a ter que sair de madrugada para atender alguém.

Um invisível , por exemplo, tem que apagar a própria vida e a própria rotina, por exemplo, para poder entrar e sair dos mundos vários que visita sem chamar a atenção.

Alguém que tem filhos, família, meio social, vida profissional rígida e exigente crê que pode fazer isso?

Não há como conciliar a medíocre vida "comum" e a avassaladora proposta do caminho do invisível.

E o paradoxal é que o começo do caminho passa pela resolução do aqui e agora onde estamos, da vida cotidiana que vivemos, mas não se limita nela.


A vida comum pode ser usada como campo de treino e combate, como campo de desenvolvimento, mas isto já significa uma mudança imensa de nossa relação com a vida e com as pessoas do mundo que nos cercam.

Um homem ou mulher que começa a trilhar o CAMINHO vai notar que sua vida "comum" ficou prá trás e cada vez mais é distante qualquer coisa que nela estava.

Por isso é dito que a morte é o passaporte para o estado de invisível e não é nada simbólica essa morte, é real, total, completa, o velho ser, que nasce para servir a desígnios vários que não o seu, tem mesmo que morrer, para que haja o renascimento completo e surja o novo ser.

Aprender a agir pelo prazer de agir é um dos pontos fundamentais nessa mudança. Deve-se observar o ego e o vocabulário que usa-se para notar que interiormente ainda está em busca de aprovação, de recompensas, por mais "espirituais" que pintem essas recompensas.

Raramente entendemos quando o universo nos envia alguém como seu elo, ficamos presos a nosso eu mesquinho, desconfiado e nem percebemos a imensa sorte que temos.

Uma das maldições dos seres humanos é essa, só perceberem as coisas depois que elas já não estão mais ao seu alcance.

Não ter história pessoal é uma conquista que precisa ser cuidadosamente trabalhada, mal direcionada pode levar a uma esquizofrenia completa, onde a pessoa não sabe para onde vai nem onde fica, o popular onde eu estou? Para onde eu vou? Quem sou eu?

Tem gente que não combina com a família, com o meio onde vive e quer usar de desculpas místicas para "fugir" desses desafios.

Outros escutam alguns termos novos de magia, ocultismo, e já saem por aí papagaiando informações que o sujeito ainda nem assimilou, nunca vivenciou, apenas ouviu falar. A superficialidade, e a necessidade de reconhecimento que divide e atrapalha o entendimento, colocando as carroças na frente do boi. Fora o "altum falatorium" para ser o centro das atenções numa roda de conversa , onde a maioria só fala de futebol, sexo, novela e festa.

E o CAMINHO não é de confusão, nem de atrapalhações, muito menos de fuga, neste sentido de perder o equilíbrio existencial, justamente o contrário, só um profundo estabelecer de um equilíbrio existencial pode nos colocar em sintonia com as energias mais amplas que nos abrem portas para mundos outros que não esse.

A vida "comum" não combina com o Caminho, paradoxalmente só resolvendo e atravessando a vida comum poderemos "entrar no caminho" , pois nosso desafio é o mundo onde estamos, os maiores obstáculos estão na vida cotidiana e só quando eles forem vencidos poderemos ter certeza que estamos prontos a nos aventurar na vastidão.

Pois este tem sido o desafio, nós que nada somos, suportarmos sem ser destruídos, enfrentar a absoluta solidão da ETERNIDADE.

Sonhar não é fantasiar.

Sonhar é transformar o sonho em um local efetivo e pragmático de ação.

Sonhar tem poder porque podemos morrer nele, isto é uma frase fantástica para ser meditada.

Para um invisível o sonhar é seu campo de ação e trabalho, tanto quanto o mundo cotidiano é seu campo de ação e trabalho.

Assim, tem valor, os momentos que estamos auto conscientes, tudo mais é fantasia e escapismo, quer neste mundo, quer em outros, com o agravante que o mundo dos sonhos pode nos iludir muito mais com imagens e vivências cheias de fantasias nas quais as pessoas adoram bajular

Espreita não é fingimento.

Muda teu jeito, teus hábitos, teu linguajar, tua história, tudo e de tal forma isso ocorre que tudo que acontece na tua vida focaliza ainda mais o que está sendo espreitado, pois a espreita para um invisível do abstrato, que não tem propósitos , que age pelo prazer de agir e é apenas reflexo do espírito é guiada pelo próprio universo, cabendo-nos apenas fluir com as diretrizes, os sinais que o éter claramente coloca em nossas vidas.

Por isso mesmo se tudo que foi armado numa situação não der certo, mesmo que as pessoas envolvidas numa complexa espreita falhem miseravelmente, optando por ceder a seus medos, voltando a sua forma antiga de agir e perdendo (temporariamente que seja) tudo que foi trabalhado, um invisível em nada se acontece, pois desde o começo não esperava nada mesmo, apenas vai rir e se recolher em si mesmo, aguardando o próximo desígnio do céu, que nos enviará a outros sinais, para novas aventuras.

Desejar o PODER, pretender trilhar o CAMINHO é algo muito, muito sério, porque é avassalador.

É uma pretensão sem volta, quando pretendemos, sinceramente, ir ao CAMINHO, o CAMINHO vem até nós também, o mesmo tanto que lutamos pelo CAMINHO o CAMINHO luta por nós.

Ser um invisível não é uma decisão que tomamos, é algo que é decidido lá fora, nesta imensidão incomensurável da qual somos parte ínfima e insignificante.

Um invisível não se aventura no desconhecido por cobiça, isto seria tolice, a cobiça não funciona nesta vastidão.


D. Juan Matus dizia que só por AMOR, amor ao que intriga, ao mistério, a vida, isto é que motiva um invisível a esta tremenda aventura. O pragmatismo de um invisível vem da constatação de que o pior que podia acontecer é morrer e isto é a única certeza que temos, daí que nós que já perderam tudo, o que mais temeríamos perder?

Um invisível nada tem, para nada ter a perder, assim sem apegos pode se lançar livre e voluntariosamente ao desconhecido, as vastidões da ETERNIDADE e suportar mesmo o frio olhar da INFINITUDE.

Um invisível sabe que a parte humana da TOTALIDADE é pequena demais, assim não há como "pedir", "rezar", "barganhar" com esta TOTALIDADE, como fazem as religiões, assim tudo que temos é nosso poder pessoal, nem mais nem menos.


Um invisível sabe que é efêmero, nada mesmo, que só tem este tempo mágico sobre a Terra e vai viver tempo de menos para presenciar todas as maravilhas possíveis, assim isto é uma pena, mas só isso ,uma pena e ser um invisivel é justamente usar esta constatação não para autocomiseração ou auto piedade, mas para tornar mais forte seu propósito de trilhar com sabedoria e desapego o caminho da vida, regalando-se com cada detalhe, com cada momento.

Que prazer inenarrável há em assim viver, fazer de cada instante o único, cada tecla aqui tocada momento único e final dessa aventura chamada vida.

Assim não há espaço na vida de um invisível para estados de espíritos imbecis, limitantes, depressivos ou algo assim, isto tudo é pura frescura, pura bobagem que só cabe em quem se acha eterno e imortal vaidoso e preguiçoso.

Quem sabe que a morte está sempre caçando, que nada nos garante o próximo instante, quem disso está ciente nunca vai se entregar a tais estados de espírito, vai lutar bravamente para ter sempre o melhor de si presente.


Se tiver fome, dá um jeito , se estiver triste dá um jeito, se se machucar, dá um jeito, pois a imensidão de nossa sorte, em sabermos da trilha dos invisiveis não pode ser nunca deixada de lado.


Entregar-se a qualquer estado de espírito debilitante é ofensivo ao ser total, é tolice rematada e um invisivel está sempre em guarda com isso, mesmo sabendo que pode as vezes falhar e cair nesta armadilha ainda assim não se preocupa, ri, ri de si mesmo e segue em frente.

Um invisivel não se prende a nada , nem a ninguém, quando está num lugar todos a sua volta dizem que vai ficar ali para sempre tal a dedicação e seriedade com que se envolve com tudo e todos.

Traça planos, age como se tivesse encontrado seu lugar definitivo, mas interiormente sabe que faz aquilo pelo ESPÍRITO, é o ESPÍRITO que vai continuar ali, ele invisivel apenas é um elo naquele momento, mas como uma nuvem vai passar e passar sempre.

Quando chega a hora, quando os ventos do cosmos sopram, um invisivel apenas parte, livre, como se nunca tivesse existido o ontem, o que foi válido para sua condição de invisivel guarda em seu álbum de "momentos valorosos", o mais é recapitulado, a energia do lugar, dos eventos e das pessoas que ficaram no invisível são devolvidas e a energia própria tomada de volta e assim inteiro, livre e pleno solta-se novamente nas correntes do vasto mar da ETERNIDADE ciente que um novo e desafiante momento está a caminho.

Não importa se os resultados de seus atos aparentem ser vitórias ou derrotas a olhos outros, interiormente, por ter seu elo de conexão limpo, sabe que agiu sempre pelo ESPÍRITO e isto é o que importa, é tudo mesmo que tem sentido e valor.


A testemunha silenciosa que temos, nossa única platéia, com um gesto especial o invisivel quando percebe que um ciclo de sua vida se encerra oferece tudo ao ESPÍRITO e segue em frente, livre, como poeira na estrada.

Só existe um tempo para um invisivel: o agora.

Só existe um lugar para um invisivel : o aqui.


Tudo mais apenas pode dissipar seu poder e esvaziar sua chance de atingir a única meta que tem , uma meta tão abstrata, que o invisivel sabe que mesmo tendo sua vida dedicada a ela , pode mesmo não alcançá-la, por isso, um invisivel age pelo prazer de agir, pela sua impecabilidade e nunca por nenhum propósito vulgar.

Temos que sonhar um sonho de poder de nós mesmos, temos que crer que isso é possível, não cair na mediocridade das pseudo justificativas, das pseudo interpretações do "isto eu aceito" , "isto não aceito" pois não estamos falando de dogmas ou verdades, nem de princípios religiosos, estamos falando do agir estratégico para atingir um estado de sonho acordado, uma configuração energética precisa que foi intentada pelos ancestrais xamãs que habitaram este mundo e que ainda vivem pelo infinito.

O estado do .i.nvisivel é um desafio imenso, mas há algo mais importante que este desafio, para nós, efêmeras criaturas escravas fadadas a morrer e se dissolver na vastidão do mar escuro da consciência?

Há algo mais importante para dedicarmos cada inspiração, cada expiração e o espaço entre elas a esta meta ?


Viva Saturno o senhor do Caos.

feridas abertas que não se calam


A dualidade na unidade...

Minha tristeza não é existêncial, ela tem uma essência. Essa apatia falsa que eu carrego, fingindo indiferença a mim mesmo tem um motivo. Apatia é a ausência de paixões, o esvaziamento de todo sentimento. Mas em mim, pelo contrário, um turbilhão de paixões briga com uma razão rigorosa, binária e formal que me aprisiona, me esconde, me confunde...
Estou perdido porque sou dois mas sou um só.

É sou um lobo. Um lobo sem moral, sem freios. Um ser passional, que age movido pelos sentimentos fortes do momento . Sou um predador. Que quer explodir em choro, quer se afogar no riso. Sou ímpeto, sou ação, o amor gerado por um beijo, o sexo profano, a magia sagrada...
A loucura da lua cheia e a inércia da lua vazia.
O lobo é realmente um animal solitário. Ele subiu o monte sozinho, de lá vê coisas que ninguém imagina... Se acha superior. Petulante e cheio de si.
Mas também é honrado, guarda a fé e a virtude. É, talvez, sinal da busca pelo divino...

A falta de coragem é a raiz das minhas dores...

Sim, sou um homem frio, irracional, sem-graça, sempre esperando por alguma migalha de carinho ou um pequeno aplauso. Um citadino fracote, inseguro e desonesto. Sou moderação, medo de errar, cautela. Sou falso e calculista. Humildade inverossímil e covardia.
Mas sou a consciência, o repúdio pelo mal, a vontade de ser cada vez melhor.
Eu critico, observo, questiono. Porém não participo, levanto mas estaciono no primeiro retorno.
Quantas vezes quis te agarrar, te arrancar os cabelos, e te mostrar do que o mundo é feito. Mas tive medo, recolhi em mim mesmo, na certeza da astúcia dos malditos pensamentos.

Meus erros são a raiz das minhas dores...




"Todos nós vivemos devorados pela necessidade de ser amados, mas temos medo da insegurança de amar. "




valeu John, os lobos também andam em matilha...

uma simples homenagem...

A bunda decorando o cartaz na parede
a estátua chora no altar...
na camisa apenas um rosto
se faz festa para sonegar imposto.
O imperador marca mais um gol
santas celebridades comandam o show;
o mais novo rebelde é o galã da novela
o terrorista o mendigo que foge pra favela.
Não tem essa de socialista ou anarquista
somos todos um bando de egoístas...
Mesmo com tantos personagem equivocados
dedico esse humilde espaço
pra quem faz a diferença
no meio do grande palco:

Ao herói que foi espancado
e torturado por atirar um sapato
num homem que troca vidas
por petróleo no mercado...
A guerreira que dorme
a mais de 50 noites presa
por rabiscar os muros
da ditadura do sistema.
Ao iluminado que acorda todo dia
e consegue por comida na mesa
e ainda sorrir com amor na tristeza.
A mãe que ainda chora ao ver seu filho
confundindo mentira com riqueza.
E a mais bela coadjuvante que acorda cedo na chuva
para resgatar a esperança nos meninos de rua.

O coletivo é inconsciente

Só existe o agora
o espaço o aqui
guerreiro de alma boa
age pelo prazer
de agir...
Sonho acordado
não preciso mais mentir
a vontade do caminho impecável
muitos degraus a subir.
Nessa guerra oculta
a glória da cura
é ganhar ou perder
se jogar no abismo
para fênix renascer...
Sem importância pessoal
ou história contada
em telejornal
vou caçando os fantasmas da condição
sou um vento sem direção
O pêndulo e a engrenagem
mais voluntário e menos mecânico
aliado dos seres inorgânicos
disfarçado de camelô digital
o agente do caos tântrico
buscando na experiência individual
ser silencioso , simpático e romântico.




“Eu gostaria de ver alguém!Rei, profeta ou deus…convencer mil gatos a fazerem qualquer coisa ao mesmo tempo.”



poema cortado, escrito colado

E a vida girou sua saia rodada, florida e muito leve...dança...
roda...multipossibilita! E foi o vento...ou a força que existe dentro de nós. Bora entrar na roda e mudar o rumo do passo? (para isso) limpe um cristal com lágrimas, água da chuva ou com a queda intensa de uma cachoeira...tome tenência! Os dedos estalam se fizer muito esforço pra resistir aos tipos de elevação que o espírito propõe. Seja breve, leve os sorrisos oferecidos sem exigir que eles sejam seus para sempre. Os dias se encurtam e a noite, mãe do universo, expande suas linhas a cada nova conexão interplanetária. Posso ser eu, posso ser muitas. Mas antes que comece a falar de mim, desvio o foco da atenção pro tempo. Esse que passa sem perguntar se sim ou se não. Ando amando a velocidade do surgimento de mais linhas e pontos (pintas) pelo meu corpo. São muitas moedas pelo mundo, muitos lados a se considerar. A dualidade presente em cada passo que a gente dá. E numa dança, considerando que as danças sejam maneiras de se alcançar o infinito,devemos nos entregar no absoluto, girar tremendamente e suar até a última gota de pensamento presente. Vem pra cá vem! Dissipa essa saudade, essa vontade de possuir cada, cada poro teu. Vem me guiar, me multipossibilitar nos movimentos provocados pelo ventre, pela língua,pelos quadris, pelas pernas entrelaçadas e pelas unhas .
Vim não sei exatamente de onde, talvez nunca venha a saber...mas que eu volto lá, ah se volto.
Podia ser só, mas quis ser mais. Mas olha só eu falando de mim outra vez...deve ser essa mania de me achar pouca coisa. (Distante)


*** poro: cada um dos pequenos orifícios da derme;
cada um dos interstícios hipotéticos entre as moléculas que constituem os corpos;
cada um dos pequenos orifícios de que estão crivados os vegetais;
qualquer pequeno orifício que permita a passagem dos fluidos;
interstício.

créditos ao dicionário português, aos conselhos de um mago amante e aos labirintos de um fauno.

a mim a ti a nós

nem venha me dizer o contrário do seu avesso. o que tem te deixado "avexada"?é a vida minha grande pequena? não quero nunca lhe ver sem as contendas.minhas antenas captaram e seu olhar não nega, vc não tem flutuado, apenas anda e seu andar te cansa. eu lhe convido a bailar a vida a pisar em cacos de vidros e sentir a ferida.Não. não deixa o equilíbrio te consumir e te deixar em estado mórbido. o abismo, é preciso pular bem fundo e rachar a cabeça e sentir, sentir que a cura pra dor o remédio pra dor são os caminhos, cada um tem que encontrar o seu.


um surto desses derrepente me fez lembrar que sua dor também é minha, rsrsrsr, bjbjbj.