poema cortado, escrito colado

E a vida girou sua saia rodada, florida e muito leve...dança...
roda...multipossibilita! E foi o vento...ou a força que existe dentro de nós. Bora entrar na roda e mudar o rumo do passo? (para isso) limpe um cristal com lágrimas, água da chuva ou com a queda intensa de uma cachoeira...tome tenência! Os dedos estalam se fizer muito esforço pra resistir aos tipos de elevação que o espírito propõe. Seja breve, leve os sorrisos oferecidos sem exigir que eles sejam seus para sempre. Os dias se encurtam e a noite, mãe do universo, expande suas linhas a cada nova conexão interplanetária. Posso ser eu, posso ser muitas. Mas antes que comece a falar de mim, desvio o foco da atenção pro tempo. Esse que passa sem perguntar se sim ou se não. Ando amando a velocidade do surgimento de mais linhas e pontos (pintas) pelo meu corpo. São muitas moedas pelo mundo, muitos lados a se considerar. A dualidade presente em cada passo que a gente dá. E numa dança, considerando que as danças sejam maneiras de se alcançar o infinito,devemos nos entregar no absoluto, girar tremendamente e suar até a última gota de pensamento presente. Vem pra cá vem! Dissipa essa saudade, essa vontade de possuir cada, cada poro teu. Vem me guiar, me multipossibilitar nos movimentos provocados pelo ventre, pela língua,pelos quadris, pelas pernas entrelaçadas e pelas unhas .
Vim não sei exatamente de onde, talvez nunca venha a saber...mas que eu volto lá, ah se volto.
Podia ser só, mas quis ser mais. Mas olha só eu falando de mim outra vez...deve ser essa mania de me achar pouca coisa. (Distante)


*** poro: cada um dos pequenos orifícios da derme;
cada um dos interstícios hipotéticos entre as moléculas que constituem os corpos;
cada um dos pequenos orifícios de que estão crivados os vegetais;
qualquer pequeno orifício que permita a passagem dos fluidos;
interstício.

créditos ao dicionário português, aos conselhos de um mago amante e aos labirintos de um fauno.

Um comentário:

QuANdo-quanDO disse...

Ainda bem que a saia roda para que poemas surjam.