Realismo Fantástico

Se não rir o bicho pega.
Se pensar o bicho come.
A arte é do esquecimento
já que agora uso outro nome.
Duas árvores
e a proibição.
Uma troca de favores
uma chave para
um tesouro de poderes
e a mente na prisão.
O poder da criação
é o grande afrodisíaco
toda forma de controle
baseada em carinho.
Civilizados e selvagens
divididos no mesmo ninho.
Perdidos entre o amor e o egoísmo.
A batalha sendo travada
em todos sub-níveis.
O império contra ataca
e que venha o novo feudalismo.
Um só mundo
todo mundo se divertindo
rebolando até o chão...
pra esquecer que no jogo de xadrez
será o eterno peão.
É bem mais alto
e fundo do eu poderia imaginar.
Não sei se rio ou choro
pela oportunidade
de ter como participar.
Nada é por acaso
e o quebra cabeça
todo encaixado desmoronou de cima pra baixo...
perdi até minha colcha de retalhos.
E o pior é a angústia de saber que é tão pouco.
E ainda assim se achar
tão importante.
Um ser espiritual
com comportamento animal
e arrogante.
Viva a liberdade de escolha
que venha os demônios do ego
e todo retorno em prejuízo.
Aceito todos os riscos.
É matar ou morrer
o inferno ou o paraíso.
Indo de um lado para o outro
esgotando as possibilidades
quero estar em todos os cantos
aprender a transformar chumbo em ouro
entender os sentimentos humanos
e por que não trapacear no jogo?
E como jamais saberei qual é o meio e o fim mesmo...
vou evitando a dor
e esquecendo que também finjo...
comendo, copulando,
jogando conversa fora
e dormindo.

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