Cadê a força?


Depois de uns goros, de uma sessão de baforada, cadê a força?

não existe pra nada, ela fica assistindo nossa dupla ressaca .

A força que nós tínhamos antes, na revolução, fica revoltada.

Cadê a força, depois de uma noitada?

O gozo foi medíocre. Muitos dizem: “é melhor come pelanca do que dormi sem janta”.

Os amigos cobram saída, não agüentam mais essa vida de casado, elas não entendem nada,
não sabem que o condor voa mas sempre volta pro seu ninho, mas é preciso deixa-lo voar, ou... voar também,
mas elas não entendem nada, muitas vezes não voltam e nós ficamos revoltados, por saber que a hitória se repetirá.

O ser humano não é completo
se não plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho,
história a contar a nossos netos é o que nos move, mesmo que nossa vida tenha sido depravada.

Estar aqui sentado, buscando algo a dizer, não me faz melhor do que você,
porém só um pouco consciente. Consciência essa que não serve pra nada,
quando não conseguimos completar nossa dupla jornada.

Cada lugar uma história diferente mas com o mesmo significado,
a busca da felicidade, mas cadê a força que estar escondida dentro de você?
Ocupado com outros afazeres ela se esvai pelo ralo.

Na favela o inimigo é real. Fora dela ele é oculto, implantando provas onde não há, nosso verbo um dia vai nos matar.

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