Ô menina! queria tanto ti falar da saudade que pulsa aqui
esse controle que tenho só faz engolir palavras amargas
que vai criando um câncer dentro de mim.
A missão que tenho pela frente me faz percorrer,
se sigo mais adiante saiba que estou levando
dentro cada pedacinho de você.
Tudo já foi dito porém nem tudo é lembrado
se ainda hesito em dizer coisas que agradam a você
é porque: palavra dita, palavra maldita! palavra suicida!
quantas juras e quantas promessas vãs ainda teremos que saber?
Não! não serei mais um a pagar o pecado mortal com juras de amor
em busca de minha satisfação carnal.
Se a amo? Sim! mas não por d’baixo dos panos,
não por uma imposição divina
que faz crer que ter é algo divinal.
Amo conforme o amor de outrora,
quando ainda não existia às horas,
quando o tempo não era mera ilusão,
nos proporcionando entendimento pra nossa missão.
Amo! ainda que a distância sussurre em seus ouvidos:
“Ele estar em busca de outros gemidos”, tentando acabar
com aquela sintonia que um dia virou mania.
Já cansado de tantas lamúrias em oração aos céus
pedi ao todo poderoso que me mandasse
aquela que me traria conforto espiritual,
ao seu lado fui criança, palhaço, poeta e louco
se gente grande não fui, é porque tive medo
de esquecer daquela menina que me fez entender
o quão simples é dizer, EU TE AMO!
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