A insustentável leveza do ser

Se me soltareis voarei às alturas
Serei mais leve que o vácuo que apruma
Chegarei ao mais expressivo de mim.

Diante do espelho enxergo a perspectiva
Que por muito tempo refletiu superficial.

Condenado a loucura do riso
A loucura da paz
Tristeza em mim é espírito que baixa
E psicografa as dores do mundo.

Quando se acha que já evoluiu tudo,
Não tendo a necessidade das trocas inter-humanas,
O que fazer da vida que pulsa dentro, adormecida vida.

No íntimo de cada ser as contradições travestidas de saber.

A elaboração dos fatos pelas mentes sapiens
faz surgir as emoções agudas,
estrelas que brilham ainda que ilusórias.
A penúltima cartada no jogo da ilusão
As chances aumentam alimentando a opressão.
Quando jovens somos deuses de esperança
Adultos, transferimos nossos sonhos pra posteridade.


Sinta neguinho, a batida do baque virado
Já raio um novo dia vamos louvar nosso congado,
Folia de reis, maracatu, jongo, samba de roda,
Abri a roda morena, ciranda vai começar,
Já vai se acabando o coco, solo ficou todo pisado
Cariosamente massageado pelos escravos da Mauá.



O que se sabe da morte se a vida é uma eterna continuidade?

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo à beça neguin!