Eu, pós moderno.

Um ponto final
uma exclamação
e logo depois o espanto,
eis a minha biografia.
Me decifro a cada dia
dedicado e decidido
na busca de um futuro infinito.

Minha verbalização é a droga psicótica
que me leva ao entendimento.

Não preciso matar pra sentir
que o ódio pulsa dentro de mim.
Nem tão pouco reinventar o amor
afim de jogar pra fora a paixão carnal
arrebatadora.

Eu, pós moderno, já não caibo no museu do futuro,
sou a predição dos escrito a mil anos luz.

A grandeza pequenina
uma barata semi morta a lutar pela vida
fugindo do cheiro do ralo
com as antenas sempre captando
e sentindo o todo, contido no nada
a anti matéria
uma gota de orvalho.



ouvi casa de Davi: não vos basta fatigar a paciência dos homens? pretendeis cansar também o meu Deus?por isso o próprio senhor vos dará um sinal:uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamara 'Deus conosco'. Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.
(isaías: 13;14)

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