multidão de mundo grande.

pro centro, os carros

são muitos

passam quase sem se poder ver

nos dias desse rio

os peixes morrem em mãos já quase sem vida

do ônibus as cores

verde, amarelo, vermelho

vermelho,vermelho,vermelho

na rua entre quem perambula um grito

um morto

acontecido conseqüente

pessoas correm , falam

o morto? Que morto!? O trem já vai sair!!!

nos olhos a confusão sobre o que se vê

nas mãos o suor sabe-se lá de quantos

nos pés a vontade desesperada

de desaparecer

na voz o silêncio

conformado, acostumado... (Distante)



***"Não, meu coração não é maior que o mundo
É muito menor
Nele não cabem nem as minhas dores
por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito (...)

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que os homens se comunicam).

Outrota escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente..."(C.D.A)

Um comentário:

QuANdo-quanDO disse...

Esse eu não conhecia, gostei, peguei, e sem sua permissão =D