Aos filhos da Lua

Enquanto acreditei, vivi.
Quando errei, evolui.
Atento, desperto.
As mentiras, observo.
Na espera do regresso
me escondo num universo
que me é paralelo
e sem mistério.

Gírias, símbolos, mitos.
Analogia, alegorias e sorriso.

Aqueles que desprezei,
os mais belos.
Nos encontros
me revelo.
A espreita no escuro,
espero...
Com os outros...
parcelo os espelhos caídos
do mesmo Verbo.

Fecho os olhos imagino.
Me concentro, respiro.
Com vontade, visualizo.
Acredito e levito
pela espiral do infinito...

Os gatos e os ratos se uniram
querem acordar a cachorrada
para batalha da mente
precisamos roubar o tesouro
que guarda a serpente.

Um comentário:

joão vaz disse...

belas palavras...
preciso nos reencontrar com todos