Repressão estadual

Na favela a paz é sempre igual
os problemas são sempre iguais
mas aí vêm os protetores dos burgueses
fazendo o povo contra si se revoltar.
Saem da mesma sarjeta, agora a serviço de uma
justiça falida põe a baixo o barraco,
tentando há séculos acabar com a comunhão familiar.
Caveirão na esquina da encruzilhada
fazendo o baile dos favelados acabar.
vou pegar o buzú rumo à zona sul
me camuflar,
lá também sou protegido
representando a favela
sou confundido com a classe “A”.
Com os “olhofotes” bem abertos
eles vêm entrando, ainda é dia...
não têm mais limite, chupas sangues a serviço
da burguesia.
Angustia coletiva vem pedir mais proteção policial
são atendidos e de quebra ganham o pan,
enganando com a diversão.
Na favela somos todos iguais
mas o estado entra com seu aparato
cultural, confundindo nossas mentes
com mídia e repressão policial.
Hoje a paz não reinou na festa de são João
pois são Jorge em oposição aos favelados
foi fiel aos seus súditos e não deixou.
A paz há muito não bate a porta da favela
quem sabe um dia faremos parte do lado “B” do sistema.

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