Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo meus sonhos...


Era uma criatura. Que revoltou se contra o criador.
Com sonhos, acordou. E com a realidade se chocou.
Sua máquina resetou, formatou, e re configurou.
Devolveu o troco, do predador se libertou. Não adiantou. Voltou.
E aos outros se conectou. Transferiu, imprimou, baixou.
Expandiu, upgrade...
Pifou. Voou.



Tv Al Jazzera:
Borboletas se equilibram no espaço.
Um muro velho em minha face.
Uma cadeira flutuando em espiral.
Flores em minha camisa numa tarde do bairro.
E enquanto caminho pelas ruas da cidade,
lembro que uma sobremesa me espera em casa.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom! Tem um quê de Mary Shelley e seu Frankenstein. Pena que o personagem clássico não teve chance de se expandir, fazer upgrade.