Não via fundamento em admitir solicitudes extraviadas pela razão de não se dar ouvidos ao que diz o SIM. Via penas, via voltas, via meios. E viu o dom de negar dominar e atrapalhar a fluidez dos gestos. Viu um buraco profundo e misterioso tragar os suspiros e os arrepios. Se alguém vier e me emprestar uma boa lanterna, eu vou agradecer bastante, pode crer! Eu vou dizer: VEJA! OLHE PRA DENTRO! É BEM AÍ QUE PODEMOS ENCONTRAR O PROCURADO.
(alzira distante)
Me impuseram um enredo, nem mesmo me deram a chance de escolher a sequência de números que me identificaria. Quiseram numerar também meu peito. Saber qual é a lógica de absorção de sensações latentes em cada centímetro sob pele desse corpo que me foi emprestado por incerto tempo. A qualquer momento posso abandoná-lo. Ou alguém pode vir e me mostrar como é fácil saber onde é que ficam os trilhos mais próximos. Não me deixo enganar então, tento continuar propagando abraços e a idéia de que a vida também pode ser tempo de evolução. Alguém me inspirou bondade e coragem. Passo adiante, com os sonhos à flor da pele e o coração cheio de respeito. Os números não podem identificar o que se passa em nossa imensidão.
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2 comentários:
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Alzira, tao distante...
e tao perto.
Lindo!
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