Quando desembarco no porto da vida
uma grande tempestade me assola.
Percebo minhas chagas e feridas
sou conduzido como uma bola.

As chuvas caem como dilúvio
os raios destroem com prazer
minha vida se torna um distúrbio,
não sei mais o que fazer.

Os céus permanecem na penumbra,
não sei o que é noite o que é dia
mais me lembra uma catacumba,
pedras escuridão, desarmonia.

Quando vem a garoa, me euforizo para caminhar
amigos me trazem uma canoa para minha jornada eu completar.
Usando minha capa, meu escudo, esta tempestade irei combater
na neve,na chuva, no escuro, sem eles nunca poderei vencer.

In: JCD

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